sábado, 11 de fevereiro de 2017

Biografia Augusta Foss Heindel


Augusta Foss nasceu em Mansfield, Ohio, USA, Latitude 40N45, Longitude 82W30, filha de William Foss e Anna Richt as 5:15 da tarde de 27 de janeiro de 1865. William Foss veio de Mogendorf, ao este de Koblenz, Alemanha, onde nasceu em 6 de março de 1831. Ele veio para a América quando tinha 22 anos de idade, em 1853. Seu nome era originalmente Vosz. Anna Marie Richt nasceu em Neuwied, norte de Koblenz, em 4 de Junho de 1827. Casaram-se em 6 de junho de 1855 e tiveram sete filhos, todos nascidos em Mansfield, Ohio. Augusta foi a segunda filha mais jovem. A família Foss mudou-se para Los Angeles nos anos de 1880 e construiu sua residência em Bunker Hill em 1885.

Augusta Foss, que procedia de uma família luterana, começou a estudar filosofia oculta e astrologia em 1898. Inicialmente esteve associada a Ordem dos Hermetistas e posteriormente a Sociedade Teosófica, servindo como bibliotecária.



Foi no outono de 1903 durante uma conferência de C.W. Leadbeater no Blanchard Hall, em Los Angeles, que Max Heindel conheceu Augusta Foss, a mulher que nos anos seguintes se tornaria sua inspiração espiritual, e quefoi instrumental no interesse de Max Heindel pela ciência da Astrologia, na qual foi mais tarde reconhecido como um dos maiores astrólogos esotéricos do século XX, e um dos responsáveis pelo renascimento desta ciência no mundo ocidental.

Augusta Foss Heindel ensinou Astrologia a Max Heindel , antes de se casarem em 1910. Liderou o movimento rosacruz na California ao lado de seu marido, assumindo a direção da The Rosicrucian Fellowship após a transição de Max Heindel aos planos superiores em 1919.

Escreveu A Mensagem das Estrelas e Astrodiagnose com Max Heindel, e outros livros como A Evolução do Homem segundo a Filosofia Rosacruz, Memórias de Max Heindel e da Fraternidade Rosacruz e A Astrologia e as Glandulas Endócrinas, prefaciado por Manly P. Hall, que também iniciou seus estudos em Astrologia sob a direção desta iluminada e competente instrutora.

Foi editora da revista Rays from the Rose Cross, publicando artigos esclarecedores no campo da Astrologia e do Esoterismo Cristão.

Passou ao Oriente Eterno , no dia 9 de maio de 1949,  após uma existencia frutifera dedicada ao Idealismo Rosacruz.

"Ao discípulo da antiga sabedoria é ensinado a perceber que o Homem não é essencialmente uma personalidade, mas um espírito" (Manly P. Hall)



Estudo do Tema Natal da

Sra. Augusta Foss-Heindel



O Mapa da Sra. Augusta Foss Heindel, Iniciada Rosacruz e cofundadora da Fraternidade Rosacruz pode ser encontrado na Obra Astro diagnose, de Max Heindel e Augusta Foss Heindel, Cap. XI, Lição de Direções Planetárias. Pag.51 na Edição da Editora Pensamento
De um espírito forte, vigoroso, pioneiro, na constante busca da Luz e da Verdade, apesar das provações e tentações de forças terríveis. Possuindo um espírito de fé e confiança invencível, representado pelo Sol em Aquário e a Lua em sextil com Netuno e em trígono com Marte, ela passou por todos os testes e lutas encontradas à sua frente.

Naturalmente, era de se esperar que uma aquariana se dedicasse a pensamentos avançados; e ela não foi à exceção. Muito cedo procurou uma solução para os problemas intrincados da vida e da morte e as interpretações ortodoxas dessas perguntas não satisfaziam sua mente. Urano está em Gemini, e isto certamente a levou a se voltar para novos horizontes, particularmente em sua própria conduta mental.

Em 1898, ela interessou-se pela astrologia, e por volta do ano 1905 conheceu Max Heindel, um leonino (signo oposto ao seu). O tema desta aquariana nos dará duas lições interessantes sobre compatibilidade, uma das quais é indicada ao comparar o tema do Sr. Heindel com este de nossa irmã aquariana.

Com o Sol, Lua e ascendente em Léo, conjunto no ascendente e oposição ao seu Sol e Lua, não há dúvida de que estas duas pessoas encontraram reciprocamente, o complemento natural de suas próprias naturezas. Casaram-se no dia 10 de agosto de 1910 e seus esforços agora estavam (re) unidos.

Em sua vida, ela possuía a mãe enferma para cuidar (Saturno na quarta casa) e mais tarde assumiu a responsabilidade de ajudar seu marido em seu trabalho (Saturno em quadratura com o Sol).

Ela tinha muita simpatia pelos jovens, criou amizades incomuns (Urano na décima primeira casa), o que proporcionou muita amizade. Era muitas vezes chamada de "mãe". Ela expressou seu grande amor humanitário por todos (Sol e Lua em Aquário) ao invés de um centralizado amor de mãe por um único filho.

Com Léo no ascendente, tinha um corpo forte, bem constituído, que refletia a força e a dignidade de sua personalidade. A natureza forte de aquário era também notada nos seus traços, bastante marcantes, com linhas profundas de personalidade.

Não aceitava a desonestidade e algumas vezes era intencionalmente áspera e impaciente ao falar, mas Marte em Gemini, não fala com rodeios, nem é vago ao se expressar! Ela tinha a coragem de ir direto ao ponto, falando severa e firmemente, pois não é difícil tomar uma decisão rápida quando o planeta da ação (Marte) está no signo da mente (Gemini). Todos gostavam imediatamente da Sra. Heindel e ela - em retribuição amorosa - gostava de todos ( Sol em trígono com Marte). A posição de Léo no ascendente indica uma boa disposição, um gênio amigável e um desejo sincero de se dar ao mundo.

Mercúrio em Capricórnio dá uma mente persistente e na sexta casa, indica serviço e trabalho de ordem mental (palestras, escritos, ensinamentos etc.), e tudo isto foi realizado pela nossa amiga aquariana!

A Cabeça de Dragão e Saturno na quarta casa mostram um importante clímax de vida realizado em sua casa ou base das operações. A Cauda de Dragão localizada na décima casa indica que os obstáculos precisam ser vencidos antes que a posição de honra torne-se um direito de nascimento. Contudo, Marte, regente do Meio Céu está muito bem aspectado, assegurando-lhe sucesso e êxito diante das exigências do mundo. Seu profundo senso de honradez foi sua grande qualidade, o que muito a fortaleceu e ajudou-a a vencer os obstáculos.

A segunda lição sobre compatibilidade, estudando o tema da Sra. Heindel, é que os signos próximos (Capricórnio e Aquário) têm muito pouco em comum, exceto que o primeiro (Capricórnio) procura melhorar ao segundo (Aquário).

Áries deve progredir para Touro, Touro a Gemini, Gemini a Câncer, etc.

Cada signo seguinte possui qualidades procuradas pelo anterior. Onde há um contato desta natureza, um deveria auxiliar ao outro, pois nativos de signos próximos têm muito a aprender entre si. Uma vez que a compreensão altruística estabelece-se, o crescimento pessoal se desenvolverá de uma maneira surpreendente e superior.

Quando aspirantes se juntam no Caminho, para trabalharem por objetivos mútuos, ninguém dever ser totalmente dominante. Como nesta aquariana, as características estritamente individualistas, foram expressas no serviço amoroso e desinteressado ao próximo.

A Sra. Heindel foi capaz de utilizar a aumentar suas faculdades construtivas durante sua vida aqui na Terra.

Por todos os degraus da liberdade (Aquário), mostrou aos outros, uma vida que irradiava amor. Partiu para os planos internos em 9 de maio de 1949, aos 84 anos.

- Jonas Taucci



Sra. Augusta Foss Heindel próxima a Cruz consagrada a Christian Rosenkreutz

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Biografia Jorge Adoum (Especial)



Insigne Escritor Gnóstico" y "Gran Maestro de Misterios Mayores de la Logia Blanca".

Aunque fue un prolífico escritor, no se conoce ningún currículum-vitae suyo, ni siquiera para la contratapa de alguno de sus numerosos libros. Toda la información de la que se dispone proviene de las referencias de sus hijos, ya que habiendo fallecido en 1958 a la edad de 61 años, en 1988 (30 años después) la mayoría de sus contemporáneos que pudieran informar sobre sus primeros años han dejado también de existir. Se sabe que tuvo un hermano menor, el último, Salim, y tres hermanas: Celinda, fallecida en Guayaquil, Nazza y Rebicimia, fallecidas en Brasil, país adonde emigraron casadas durante la Primera Guerra Mundial.

Fue una persona hermética en lo que concernía a su vida. En dos de las novelas que escribió: "Adonay" y "El Bautismo del Dolor" (la primera publicada en español y portugués y la segunda sólo en portugués), lo que aconteció a "Adonay" aparentemente son relatos autobiográficos de su vida en Líbano, Cercano Oriente y Francia; no obstante, cada vez que se le preguntó si realmente podrían considerarse como acontecimientos de su vida, eludía sistemáticamente una respuesta objetiva, diciendo que la pregunta carecía de importancia, actitud que mantenía, según explicó a uno de sus hijos, por temor a que se cultivara una reverencia a su persona, a causa de la admiración que le tenían y aun tienen sus discípulos.

ADOUM o ADUM

La ortografía con que escribía su apellido (incluyendo una "o" entre la "d" y la "u") proviene de su pasaporte emitido por autoridades francesas, en cuyo idioma es indispensable escribir "Adoum" para que suene igual que "Adum" en español.

SU INFANCIA

Su infancia debe haber sido difícil, al igual que la de todos los cristianos en Europa Oriental y Cercano Oriente, la ocupación turca revistió extrema crueldad como lo testimonian hechos muy conocidos, provocados por el fanatismo otomano en los países árabes y en Europa.

Las restricciones impuestas por los turcos fueron draconianas, al extremo que les estaba prohibido acercarse al mar y el que lo hiciera recibía disparos de alguno de los gendarmes que vigilaban las playas. Durante la guerra no podían siquiera salar los alimentos ya que la sal escaseaba particularmente entre los cristianos. Sin embargo, los turcos no tenían óbice para que sus súbditos emigraran, razón por la cual concedían pasaportes o salvoconductos para salir del Imperio.

Así, cuando las cosas se pusieron difíciles entre 1900 y 1918, se produjo la avalancha de cristianos libaneses, sirios y palestinos a América y esa es la razón por la que se les dio equivocadamente el gentilicio de "turcos" a todos los inmigrantes que se identificaban con tales documentos.

Nada se sabe de los estudios que hizo, pero en su novela "Adonay" hay evidencias de que inició su investigación sobre las religiones antes de salir del Líbano, país al que jamás regresó, porque se refiere con gran conocimiento a la de los drusos, secta y etnia circunscripta al Cercano Oriente, de la cual hay escasísima información en Occidente.

Alguna vez contó a sus hijos que durante la guerra del 14 se unió al emir Faisal de Siria como su secretario, luchando por la independencia de su país, y cuando le preguntaron por qué continuó a su lado él explicó que una frase inoportuna suya había cambiado su vida y tal vez la de su país, agregando: "El emir me invitó a volver con él cuando me ubicó aquí, pero ya era demasiado tarde".

Hacia 1916 llegó a su casa la noticia de que había muerto en el frente, su padre y su hermano decidieron hipotecar a un usurero las tierras de la familia y venir a América; sin embargo, no había muerto y al fin de la guerra regresó a su casa en busca de refugio, perseguido, sin la protección del emir Faisal y con la cabeza puesta a precio por ser nacionalista, encontró que la heredad ya no les pertenecía y que los suyos habían venido a Ecuador.

LLEGA A AMÉRICA

Enseguida abandonó Líbano y ningún conocido volvió a saber de él hasta 1924, cuando llegó a nuestro país (Ecuador). Proveniente de Francia, estudiando, porque cuando llegó a Ecuador hablaba y escribía correctamente francés, lengua que no se enseñaba en colegios ni universidades de Líbano sino a partir de 1918.

Sabía Medicina Naturista, Hipnotismo y Sugestión, que no eran materias de las escuelas de Medicina de la Europa de esa época, lo cual pone una interrogante adicional en la investigación de lo que pudo haber hecho en ese lapso. Lo más probable es que tempranamente se decepcionó de la Medicina Clásica y orientó sus estudios hacia la especialidad que después cultivó.

Llegó con la salud quebrantada, en busca de los suyos, pero tuvo la sorpresa de no encontrarlos porque padre y hermano, uno después de otro, habían viajado a Brasil, donde residieron hasta su muerte.

CONOCE A QUIEN SERÁ SU ESPOSA

Los médicos le recomendaron que se radicara en la Sierra porque el clima de Guayaquil sería fatal para él. El Dr. Abel Gilbert le diagnosticó tuberculosis y pronosticó tres meses de vida. Fue así como decidió viajar a Ambato, donde, superados sus males, que estaban lejos de ser la terrible enfermedad de esos tiempos, conoció por un amigo, que en Machala acababa de enviudar un señor Villamar, a quien sería su esposa: Juana Aguad Barciona, libanesa, hija única, que vino con sus padres cuando tenía 5 años de edad y casaron por poder.

Con ella procreó cinco vástagos: Violeta, Jorge Enrique, Handel, Wagner (fallecido en 1977) y Nancy.

DESINTERÉS POR EL DINERO 

Ambato en 1924 era una ciudad poco apta para poner de manifiesto su talento. Sin poder ejercer la Medicina que él conocía ("¡Quién querría o podría tomarme exámenes! explicaba años más tarde a sus hijos) trató de sobrevivir con el comercio pero descubrió que no tenía aptitud para esa rama. Y de hecho el resto de su vida mostró un total desinterés por el dinero, lo que justificaba su fracaso como comerciante.

Cuando algún amigo acudía a él en busca de salud, era incapaz de cobrar por el tratamiento. Aun, posteriormente, cuando tuvo autorización para ejercer, consideraba indigno recibir honorarios por curar enfermos, causando la natural irritación de su esposa, quien tenía que enfrentar las estrecheces económicas de un hogar de cinco hijos; por eso y mientras ejerció la Medicina, siempre se atuvo a la generosidad de sus pacientes sin pedirles jamás un centavo.

EL ARTISTA


En el aislamiento cultural que mantuvo en Ambato se dedicó a la pintura con razonables resultados en lo formal y artístico y deplorables en lo económico, pero en el campo intelectual se ahogaba. Para combatir el tedio aprendió a tocar música clásica en violín, tradujo y publicó "Las Alas Rotas" de Khalil Gibrán, dando a conocer probablemente por primera vez en Ecuador a este renombrado poeta y "La Moderna Eva" de Nicolás Hadad, otro notable escritor libanés.

EL MÉDICO

Con respecto a su ejercicio de la Medicina se deben señalar algunos hechos sorprendentes, de los cuales informan sus hijos con suficiente conocimiento porque fueron testigos presenciales.

Para el cuerpo médico de Ecuador en la década de 1930, cerrado a innovaciones o investigación de nuevas técnicas, Adoum no pasaba de ser un brujo irresponsable, a pesar de que quienes acudían a él lo hacían sólo cuando los médicos académicos los habían desahuciado.

En 1935 buscó horizontes más amplios en Quito y se mudó con su familia a la capital. Allí, con mejores elementos culturales, pudo desarrollar su capacidad aunque siempre dentro de extremadas limitaciones.
Publicó una revista teosófica "Yo Soy", cuya circulación se producía en el exterior, siendo muy limitada su venta en el país. Ese año atendió al Jefe Supremo Ing. Federico Páez de la grave dolencia que éste sufría y fue recompensado con una autorización para poder ejercer libremente la Medicina en el Ecuador.

Entre las curaciones importantes que realizó está la de una señora llamada María de León, quien sufrió terribles ataques de asma durante muchos años, habiendo visitado a cuantos médicos conocía, sin resultado alguno. Adoum le dio un tratamiento de hipnosis y prescribió que a las cinco de la mañana caminara sin zapatos sobre el césped del parque El Ejido de Quito.

María de León, al cabo de pocos meses, dejó de tener ataques de asma.

Hacia 1978 (43 años después) una revista médica de la Unión Soviética publicó que los médicos rusos estaban experimentando el tratamiento del asma, mediante marchas sobre el césped, en la madrugada, pues durante la noche, los rayos cósmicos, beneficiosos para los asmáticos, se acumulan en las hojas y pueden ser aprovechados por los pacientes antes de que el sol y el tránsito reduzcan su potencia.

Adoum jamás reveló cuál era la fuente donde aprendió ese tratamiento y tampoco vivió lo suficiente para poder leer el artículo mencionado.

A su hijo Wagner le curó la tiña, temido mal porque aun no se habían descubierto los antibióticos. A su hijo Handel, cuando tuvo terribles dolores de cabeza que desconcertaron a los médicos, desde Buenos Aires, por carta, sólo en base a los síntomas, le diagnosticó acertadamente envenenamiento tabacal.

Adoum jamás ejerció la medicina en otro país que no fuera Ecuador; sin embargo, cuando algún amigo le pedía consejo, se lo daba, aparentemente con éxito, porque siempre acudía algún amigo de su amigo, también en busca de consejo.

De esta manera propagando su renombre como médico acertado.

Sus curaciones debieron ser notables y bastante conocidas no sólo en Ecuador sino en Sudamérica, si se juzga con el siguiente incidente que le contrarió en Buenos Aires.(ver más adelante donde dice: "En 1955 viajó a Buenos Aires..."

EL ESCRITOR


Hacia 1940 publicó en Quito su primer libro, "Poderes", empleando el seudónimo de "Mago JEFA" que identificó su producción literaria posterior y que consiste en las iniciales de su nombre, más la del nombre de pila de su padre según la usanza de los árabes (JEFA es igual a Jorge Elías Francisco Adoum).

Este libro despertó gran interés en toda Latinoamérica y escasa atención en el país. A éste le siguieron "Las llaves del Reino Interno" (1941), "Adonay" (1942), "La Zarza de Oreb" (1943), y "Revivir lo Vivido", editada ésta en 1945 como la última cuya impresión se hizo en Ecuador.

En 1943 se independizó Líbano y fue fundador y primer presidente del "Centro Cultural Árabe" de Quito, cuyo órgano de publicidad fue la revista "Oasis" de la cual llegaron a salir 16 números en tres años. En ella se publicaron artículos de notables escritores de Quito y del país, al convertirse en uno de los poquísimos medios de comunicación que existían en la capital. Las ceremonias de inauguración tuvieron lugar en la casa de Saadin Dassum que fue electo Vicepresidente y Antonio Chediack administrador.

SATISFACCIONES EN EL CAMPO ESPIRITUAL

Para 1946 era una figura conocida en el continente sudamericano, en el campo esotérico. Recibió una invitación de Chile para que dictara algunas conferencias y allí aprovechó para publicar su nuevo libro "El Pueblo de las Mil y Una Noches" (1946) en un lugar donde su demanda era mucho mayor que en Ecuador. Su intención fue permanecer en Santiago por tres meses, pero sus compromisos jamás le dejaron regresar en otra condición que de visita a su familia. Volvió algunas veces hasta 1953, año en que murió su esposa.

Desde 1946 su existencia cambió totalmente y fue llena de satisfacciones personales en el campo espiritual y la admiración que sus discípulos tenían por él rebasa toda ponderación. La generosidad de éstos hizo que las estrecheces económicas que sufrió en Ecuador se superaran sin esfuerzo. 

Vivía indistintamente entre Chile, Argentina y Brasil haciendo giras. Finalmente, en 1950, decidió establecerse en Río de Janeiro, desde donde visitaba otros países. La venta de sus libros se multiplicó y continúan siendo éxitos de librerías en América Latina.

En los años cincuenta, en vida suya, se constituyó en Brasil la "Comissáo Divulgadora das Obras do Dr. Adoum", cuya sede está aun en Santos Dumont, estado de Minas Gerais y se ocupa principalmente de la difusión de las enseñanzas y escritos de quien ha sido considerado un maestro en ese tipo de investigaciones.

En 1955 viajó a Buenos Aires y alguien cometió la indiscreción de dejar saber en qué hotel se alojaría. Se hospedó tranquilamente la noche de su llegada y a la mañana siguiente la policía acudió a su habitación a pedirle que dejara la ciudad a la brevedad posible. Le resultó totalmente incomprensible esa descortés actitud porque aun no se había enterado que el hall de hotel estaba lleno de gente en silla de ruedas, con muletas y caras demacradas, que querían visitar al Dr. Adoum por razones médicas; hecho que obligó a la administración a llamar a la policía.

FALLECE EN BRASIL 

El 4 de mayo de 1958 falleció en Río de Janeiro a causa de un derrame cerebral y cumpliendo su voluntad está enterrado en la ciudad de Petrópolis, Brasil, donde le recuerdan como "JEFA EL VENERABLE". De sus discípulos ecuatorianos más conocidos cabe destacar la enorme admiración que por él tuvo el poeta César Dávila Andrade, para quien las enseñanzas de Jorge Adoum tuvieron mucho significado.

SUS CARACTERÍSTICAS PERSONALES

En cuanto a sus características personales, era alto, grueso, muy esbelto, de caminar imponente y cuidadoso en el vestir. Su mirada, jamás inexpresiva, era penetrante e inspiraba temor o ternura, según quien fuera el interlocutor. Hablaba muy claramente, en voz nunca alta pero siempre claramente audible, de tono firme y seguro. Tanto el español como el francés lo hablaba casi sin acento, con mucha propiedad.

En sus conferencias, como siempre sucede, se hacían presente sus detractores; pero Adoum sabía emplear el humorismo con mucha agilidad para desviar la controversia hacia la carcajada. Nadie recuerda haber presenciado un altercado suyo con otra persona, lo que conduce a creer que tenía un gran poder de convicción o habilidad para encontrar soluciones de armonía. Gustaba polemizar con quienes no pensaban como él, más no intentaba imponer sus creencias. Al discutir con Adoum se tenía la impresión de que sólo trataba de conocer cómo eran los puntos de vista ajenos, por mera curiosidad.

Su pasatiempo en los últimos años de su vida fue el cine, al que acudía con un estricto sentido de distracción, sin mayor análisis artístico de la película que iría a espectar. En Quito, los domingos, solía reunir en casa a almorzar a sus pocos amigos, casi todos compatriotas, tocaban laúd y cantaban música árabe, eran reuniones alegres y fraternales. Poderes o el Libro que Diviniza.

Como padre fue severo y exigente, predominando ante sus ojos el cumplimiento del deber como principio fundamental de vida. De hecho, él fue exigente por igual consigo mismo y se auto concedía muy poco margen para distracciones, en un perenne estudiar desde la hora de levantarse hasta la de acostarse.
Solía madrugar y comenzaba el día con sus ejercicios respiratorios, de los cuales formaban parte ciertos sonidos de las cuerdas vocales, muchos de ellos con la boca cerrada, tenuemente emitidos, muy prolongados, que variaban de tonalidad.

Sus libros tratan de las fuerzas interiores que, sin conocer de poseerlas, tiene el hombre. Varias de sus obras descubren significados ocultos en las escrituras sagradas de todas las religiones, particularmente del Cristianismo. Según sus propias palabras el objetivo de las religiones es acelerar la evolución del hombre, pero es inútil revelar a todos las mismas enseñanzas, porque lo que puede ser ayuda para unos es incomprensible y perjudicial para otros; no obstante, mientras no consiga transformarse cada uno en su propia religión, el hombre continuará sintiendo la necesidad de un culto institucionalizado. Las religiones, dice, fueron dadas a los pueblos y deberían satisfacer las necesidades de cada uno de ellos porque, en caso contrario, no satisfarán a su evolución. Dice que todas las religiones tienen un origen común y que las divergencias entre ellas se deben a la diferencia de nivel del desenvolvimiento mental de sus adeptos.

En "Esta es la Masonería" analiza el contenido esotérico de la masonería y los pasos que deben darse para lograr la superación y la maestría. Intentó escribir sobre los 33 grados pero la muerte lo sorprendió al concluir el noveno. "Del Sexo a la Divinidad" estudia la historia de los misterios de las religiones, el poder creador, la llave de los misterios y el principio puro de las religiones. "Yo Soy" es una colección de afirmaciones para lograr la auto superación. "Poderes", dentro de la misma línea, habla de las llaves del saber, del querer y del nuevo nacimiento. "Cosmogénesis" analiza la relación del espíritu con la naturaleza. "La Magia del Verbo" se ocupa del poder espiritual y científico de las palabras. "La Zarza de Oreb" es una introducción a los grandes misterios del cuerpo humano. "El Génesis Reconstruido" trata de la relación del hombre con las fuerzas cósmicas. "El Pueblo de las Mil y Una Noches" trata de las religiones de Oriente, con un profundo conocimiento de la historia de esos pueblos. Fue un hombre culto y conocía la situación del Medio Oriente. 

SUS LIBROS

Los libros que publicó son los que siguen. Junto al título se indica el número de ediciones que se han hecho hasta 1988:

Adonay 
Cómo Sentir y Disfrutar la Felicidad 
Cosmogénesis 
Del Sexo a la Divinidad 
El Bautismo del Dolor 
El Génesis Reconstruido 
El Libro sin título de un Autor sin Nombre 
El Pueblo de las Mil y Una Noches 
El Reino 
Esta es la Masonería: 9 libros, 7 tomos:
El Aprendiz y sus Misterios 
El Compañero y sus Misterios 
El Maestro Masón y sus Misterios 
El Maestro Secreto y sus Misterios 
El Maestro Perfecto y sus Misterios 
El Secretario Intimo, Maestro Inglés (6° tomo) 
El Preboste y Juez o Maestro Irlandés (6° tomo) 
El Intendente de los edificios o Maestro en Israel (6° tomo)
Grado del Maestro Elegido de los Nueve 
Poderes o el Libro que Diviniza 
La Magia del Verbo 
La Zarza de Horeb 
Las Llaves del Reino Interno 
Rasgando Velos 
Revivir lo Vivido 
Yo Soy 
Veinte días en el Mundo de los Muertos 

Quedaron inéditos algunos libros del Mago JEFA, tales como:

1. El Evangelio de la Paz
2. El Germen de la Vida
3. Los Ejércitos de la Miel
4. Rumbo a los Misterios

y el paradero de los originales de otros es ignorado. Algunas de sus obras se agotaron en la primera edición y es difícil encontrar un ejemplar para hacer una nueva. De ello se ocupa actualmente la "Comissáo Divulgadora das Obras de Jorge Adoum".

En "Adonay", publicado en 1942 (aun no nacía siquiera el Estado de Israel y la Segunda Guerra Mundial estaba en todo su furor) presagia los terribles tiempos que iban a venir para Líbano, Siria y Palestina, por la forma con que se conducía la política de esos países liberados de los turcos.

Como dato curioso cabe también mencionar que Adoum practicaba como pasatiempo la lectura de la suerte a través de la ceniza de los cigarros y los conchos de las tazas de café, técnicas muy antiguas en el Oriente para esta clase de hobbies.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Sionismo



Theodor Herzl (Budapeste, 2 de maio de 1860 — Edlach, 3 de julho de 1904) foi um jornalista judeu austro-húngaro que se tornou fundador do moderno Sionismo político. Seu nome em hebraico era Benjamin Ze'ev (בנימין זאב).

A primeira escola de Theodor Herzl foi uma escola primária judaica. Aos 10 anos foi enviado para uma escola normal, mas saiu dessa escola por conta do anti-semitismo. Depois foi matriculado num colégio evangélico, onde não existiam problemas com o anti-semitismo.

Em 1878 sua família se mudou para Viena. Formou-se em Direito em 1884 e o seu trabalho inicial não tinha qualquer relação com a vida judaica, pois trabalhava como empregado não-assalariado nos tribunais de Viena e Salzburgo. Ele queria muito viver em Salzburgo, mas sua condição de judeu nunca permitiria fazer-se juiz.

Apesar de ser formado em Direito ele se dedicava mais ao jornalismo e à literatura. Ao invés de procurar um emprego fixo, começou a viajar e escrever para jornais.

Na sua juventude frequentou uma associação, chamada Burschenschaft, que aspirava à Unificação alemã, sob o lema: Honra, Liberdade, Pátria. Herzl era um judeu assimilado.



Em 1891 o jornal "Neue Freie Presse" ofereceu-lhe um cargo de correspondente em Paris. Ele aceitou o cargo, expressando, nesta época, suas ideias num pequeno livro. Nesse cargo ele fazia ocasionalmente viagens a Londres e Constantinopla. O seu trabalho era inicialmente do gênero da crítica literária, descritivo e não político. Mais tarde ele tornou-se o editor literário do Neue Freie Presse. Herzl tornou-se simultaneamente um escritor de peças destinadas aos palcos vienenses, tendo sido autor de comédias e dramas.

Em 1894 ele interferiu no Caso Dreyfus, que desvelou na Europa o latente anti-semitismo.

Em 1895 ele escreveu "O Estado Judeu". A principal ideia do livro era que a melhor maneira de formar um estado judeu era formar um congresso sionista formado apenas por judeus. Da ideia partiu para a prática e, pouco tempo depois, já havia formado o "Sionismo Político". No dia 29 de agosto de 1897 foi realizado o primeiro congresso sionista desde a diáspora, em Basiléia. Durante o congresso foi criada a Organização Sionista Mundial, e Herzl foi eleito presidente.

Resoluções do primeiro Congresso Sionista em Basileia




Theodor Herzl o organizou e foi eleito presidente.
Adoção de um hino nacional e uma bandeira.
Compra de terras e formação de kibutz (que uma das principais ideias do sionismo socialista).
Negociações diplomáticas, com o Império Turco-Otomano para a fixação de judeus alemães na Palestina não deu certo e mais tarde com a Grã Bretanha só seria possível após a primeira guerra mundial e mesmo assim mal interpretado ou de forma conspiratória, tendo em vista que o povo da Alemanha possuía dívidas de guerra com a Inglaterra.

Líder do Movimento Sionista

A partir de 1896, ano da tradução para o inglês do seu livro "Der Judenstaat" ("O estado judaico"), a sua carreira tomou uma nova direcção e ele adquiriu uma reputação diferente.

O livro que é considerado como o ponto de partida do movimento Sionismo. Pregava que o problema do anti-semitismo só seria resolvido quando os judeus dispersos pelo mundo pudessem se reunir e se estabelecer num Estado nacional independente.

Herzl impressionado pelo caso Dreyfus, cobriu seu julgamento para o jornal austro-húngaro e também foi testemunha das manifestações em Paris após o julgamento em que muitos cantaram pelas ruas "Morte aos Judeus"; isto convenceu-o da possibilidade das manifestações anti-judaica atravessasse as fronteiras e refletisse até a Polônia ou Alemanha países que reconheciam sua influência.

O sionismo (em hebraico: ציונות Tsiyonut) é um movimento político e filosófico que defende o direito à autodeterminação do povo judeu e à existência de um Estado nacional judaico independente e soberano no território onde historicamente existiu o antigo Reino de Israel (Eretz Israel).

O sionismo é também chamado de nacionalismo judaico e historicamente propõe a erradicação da Diáspora Judaica, com o retorno da totalidade dos judeus ao atual Estado de Israel. O movimento defende a manutenção da identidade judaica, opondo-se à assimilação dos judeus pelas sociedades dos países em que viviam.


O sionismo surgiu no final do século XIX na Europa Central e Oriental como um movimento de revitalização nacional e logo foi associado, pela maioria dos seus líderes, à colonização da Palestina. Segundo o pensamento sionista, a Palestina fora ocupada por estranhos.Desde a criação do Estado de Israel, o movimento sionista continua a defender o estado judeu, denunciando as ameaças à sua permanência e à sua segurança.

Em uma acepção menos comum, o termo pode também se referir ao sionismo cultural, proposto por Ahad Ha'am, e ao apoio político dado ao Estado de Israel por não-judeus, tal como no sionismo cristão.

Os críticos do sionismo o consideram como um movimento colonialista ou racista.Os sionistas rebatem essas críticas, identificando o antissionismo com o antissemitismo.

O termo "sionismo" é derivado da palavra "Sion" (em hebraico: ציון), que, em hebraico, quer dizer elevado. Originalmente, Sião ou Sion era o nome de uma das colinas que cercam a Terra Santa, onde existiu uma fortaleza de mesmo nome. Durante o reinado de David, Sião se tornou um sinônimo de Jerusalém ou da Terra de Israel. Em muitas passagens bíblicas, os israelitas são chamados de "filhos (ou filhas) de Sião".



No Livro de Isaias, o nome de Sião figura diversas vezes como equivalente para todo aquele que crê no Deus de Israel: Por amor de Sião não me calarei, e por amor de Jerusalém não me aquietarei, até que saia a sua justiça como um resplendor, e a sua salvação como uma tocha acesa (Isaias, 62-1).

História do sionismo

O chamado "sionismo moderno" articulou-se e desenvolveu-se especialmente a partir da segunda metade do século XIX, em especial entre os judeus da Europa Central e do Leste Europeu, que viviam sob a pressão das perseguições e massacres sistemáticos provocados pelo antissemitismo crônico destas regiões.

O século XIX foi uma época de irrupções nacionalistas em todo mundo. Gregos, italianos, poloneses, alemães e sul-americanos, entre outros, estabeleceram seus movimentos nacionais em busca de singularidade política, étnica e cultural. Seguindo estes modelos, o sionismo foi o mais recente dos processos de renascença nacional a despertar na Europa.

O sionismo também pode ser considerado como uma reação ao crescente assimilacionismo provocado pela integração dos judeus da Europa Central aos povos e comunidades onde se encontravam estabelecidos, o que, segundo os críticos, solapava as bases culturais e religiosas fundamentais do judaísmo tradicional.

O uso do termo "sionismo" surgiu durante um debate público realizado na cidade de Viena, na noite de 23 de janeiro de 1892, e foi cunhado por Nathan Birnbaum, um escritor judeu local que fundara em 1885 a revista “Selbstemanzipation!” (Autodeterminação!)[5]. No entanto, considera-se que o "Pai do sionismo" tenha sido o jornalista e escritor austríaco Theodor Herzl, autor do livro Der Judenstaat (O Estado Judeu).

Precedentes do sionismo

São considerados precursores do sionismo (ou "protossionistas") alguns pensadores e religiosos judeus que expressaram em obras escritas o desejo ancestral do povo judeu de retornar às suas raízes históricas através da volta para sua terra de origem. Por outro lado, o nacionalismo judaico é considerado como uma decorrência direta dos diversos movimentos nacionalistas que surgiram no Ocidente a partir do iluminismo, da Revolução Francesa e da Revolução Americana.

Os primeiros protossionistas foram membros do clero judaico, como os rabinos Judá Alkalai; Naftali Berlin (o “HaNatziv”); Tzvi Kalisher; Samuel Mohiliver e Isaac Jacob Reines.

Segundo a narrativa religiosa e tradicional, o sionismo surgiria logo após a queda do Segundo Templo e a consequente expulsão da maioria dos judeus dos territórios do antigo Reino de Israel, entre os anos 66 d.C. e 135 d.C. A oração "no ano que vem, em Jerusalém", recitada todo os anos durante o Pessach, expressa a vontade, transmitida através das gerações, de retorno à Terra de Israel como condição precípua para a vinda do Messias e do estabelecimento de uma nova ordem, onde as esferas sagrada e terrena passariam a conviver em um único plano.



A "nostalgia de Sião" se manifestou claramente nos discursos de diversos místicos judeus surgidos ao longo dos séculos de duração da Diáspora, desde David Alroy ("falso messias"), no século XII, até Sabbatai Zevi, no século XVII, passando pelos poemas de Yehudah Halevi e por uma infinidade de místicos.

No século XIX, o britânico George Eliot publica o romance Daniel Deronda (1876), que descreve a vida de um homem que se dedica à busca da criação de um centro nacional para os judeus. Mas seriam Leon Pinsker, médico polonês e Moses Hess, escritor alemão, aqueles que mais se destacariam como precursores do sionismo naquele século.

O Caso Dreyfus como impulso

Ao final do século XIX, os judeus que detinham uma condição social um pouco mais elevada (em geral os habitantes dos países da Europa Ocidental) julgavam-se mais seguros contra as perseguições antissemitas que vitimavam os judeus do Leste, mais arraigados às tradições, pois encontravam-se plenamente inseridos nas sociedades daqueles países. Esses judeus pouco diferiam, culturalmente, de seus vizinhos cristãos, e muitos abandonavam as práticas religiosas ou se convertiam ao cristianismo, como forma de selar o processo de completa assimilação. Entre esses, encontrava-se Theodor Herzl, um advogado nascido em Budapeste e que, na juventude, chegou a pedir em carta ao Papa que ajudasse os judeus de toda a Europa a se converterem coletivamente ao catolicismo.

Herzl ganhou notoriedade quando passou a publicar matérias assinadas na imprensa alemã a partir do final da década de 1880 e, graças a isso, recebeu um convite para se tornar correspondente do jornal "Neue Freie Presse" em Paris, onde cobriu o julgamento do militar Alfred Dreyfus. Dreyfus era um oficial judeu do Exército Francês acusado injustamente de espionar em favor dos alemães. Ao testemunhar a série de fraudes engendradas por elementos da oficialidade francesa para culpar Dreyfus com alegações antissemitas, Theodor Herzl se deu conta de que nem a assimilação cultural seria capaz de livrar os judeus da discriminação.

Com base nessas reflexões e aproveitando-se do pensamento de outras pessoas, Herzl escreve, em 1895, sua principal obra, Der Judenstaat – Versuch Einer Modernen Lösung der Judenfrage ("O Estado Judeu – Uma Solução Moderna para a Questão Judaica"), onde preconiza a necessidade da reconstrução da soberania nacional dos judeus em um Estado próprio[6]. Em O Estado Judeu, Herzl descreve, de forma romanceada, suas visões de como tornar possível a construção de uma futura nação judaica, discorrendo sobre imigração, compra de terras, edificações, leis, idioma etc. Muitas das ideias de Herzl serviriam de inspiração para os primeiros legisladores do futuro Estado de Israel.

O Congresso Sionista

O livro de Herzl foi bem recebido pela maior parte dos judeus europeus que compartilhavam dos mesmos ideais. Com o intuito de aglutinar as diversas tendências nacionalistas judaicas, Herzl organizou o Primeiro Congresso Sionista, que deveria ser realizado em Munique, na Alemanha. Contudo, líderes religiosos da comunidade judaica local se opuseram à iniciativa, por temerem uma exposição excessiva e uma possível retaliação antissemita. Assim, o evento acabou por se realizar na cidade suíça de Basileia, em 29 de agosto de 1897. Segundo seus criadores, o Congresso tinha como propósito de mostrar ao mundo "o que é o sionismo e o que ele pretende" e também para unir todos os sionistas sob uma só organização.




O evento reuniu cerca de 200 participantes e seus principais resultados foram a formulação da plataforma sionista, conhecida como "Programa de Basileia", e a fundação da Organização Sionista Mundial, sob a presidência de Herzl. Durante a reunião, discutiu-se onde deveria ser instalado o Estado Judeu, dividindo-se os congressistas entre a Palestina Otomana ou algum território desabitado cedido aos sionistas, como a ilha de Chipre, a Patagônia e até em alguma das colônias europeias na África, como o Congo[desambiguação necessária] ou Uganda. Venceram os partidários da Palestina, com o argumento de que aquela era a região de origem de toda identidade judaica na Antiguidade. Em seu diário, Herzl escreveu: "Se eu tivesse que resumir o Congresso de Basileia numa só frase, ela seria: ‘em Basileia eu fundei o Estado Judeu’. Se eu dissesse isto hoje, seria objeto de risos universais; mas em cinco anos, talvez em cinquenta, todos o verão".

Seriam realizados 21 Congressos Sionistas até à eclosão da Segunda Guerra Mundial.


Oposição judaica ao sionismo

Segundo alguns autores, a intenção de imigrar e viver na Palestina seria algo distante das intenções reais da maioria dos judeus, estando presente apenas enquanto referência religiosa. Abraham Leon escreve em 1942 que "durante o tempo que o judaísmo ficou incorporado ao sistema feudal, o 'sonho de Sião' não foi precisamente mais que um sonho e não correspondia a nenhum interesse real (...). O taberneiro ou o 'granjeiro' judeu da Polônia do século XVI pensava em retornar à Palestina tanto quanto o milionário judeu da América de hoje."

A tese do retorno ao lugar de origem ganhou a grande maioria dos adeptos por ter forte apelo religioso, baseado na redenção do povo de Israel e na “Terra Prometida”. Por outro lado, outras correntes religiosas (em especial as fundamentalistas) a consideravam uma compulsão heroica e sentimental, e alguns até a reprovavam duramente, alegando que esta “redenção” deveria vir obrigatoriamente pela “obra de Deus” e não de ações políticas. Outros judeus a não aderir ao sionismo foram os adeptos do budismo. No entanto, tais visões foram se tornando gradativamente minoritárias e isoladas com o passar dos anos e o crescimento da Organização Sionista.

Nos dias atuais, a oposição judaica ao sionismo está restrita a alguns membros de seitas religiosas, como os haredim do Neturei Karta, Satmer e Edá Hacharedit, bem com aos adeptos de ideologias internacionalistas de esquerda.

A Palestina e a Terra de Israel

A região da Palestina, onde historicamente existiu uma pátria judaica, encontrava-se desde o ano de 638 sob o controle árabe muçulmano. A partir de 1517, o Império Turco-Otomano incorpora aquelas terras, tornando-se a Palestina uma província turca, status que duraria até o início do século XX. A presença dos judeus na região permaneceu ininterrupta por todo este período, embora em condição de minoria. Em algumas cidades, como Hebron e Safed, a presença das comunidades judaicas se fazia mais numerosa e importante, convivendo em relativa paz com a maioria muçulmana.

Havia também a tradição judaica de migrar para a Palestina para lá morrer e ser sepultado, ou para estudos religiosos nas diversas yeshivot instaladas na região. Estas escolas de formação rabínica recebiam recursos doados por organizações filantrópicas, mas na segunda metade do século XIX, algumas destas organizações, como a Aliança Israelita Universal, passaram a investir na fundação de cidades e fazendas coletivas, dentro de um espírito socialista e secular. Assim Mikveh Israel foi fundada em 1870, seguida por Petah Tikva (1878), Rishon LeZion (1882) e outras comunidades agrícolas fundadas pelas sociedades Bilu e Hovevei Zion.

Mas com a primeira grande leva de imigrantes judeus chegados à Palestina, a partir de 1881, a demografia na Palestina começou a sofrer a sua primeira grande mudança em séculos. Estas ondas (chamadas de aliot), oriundas principalmente do Império Russo e do Iêmen, acabaram por gerar mais comunidades agrícolas e cidades. Estas primeiras aliot independentes serviriam de modelo para as imigrações que viriam nos anos seguintes, já sob o estímulo da Organização Sionista de Herzl.

Até meados do século XIX, a população total da Palestina registrava um decréscimo lento. Mas as migrações judaicas inverteram este quadro, e no raiar do século XX a região registrou o primeiro aumento demográfico em séculos. A população de judeus chegou a 10% do total antes de 1909, quando foi fundada a cidade de Tel Aviv, a primeira urbe exclusivamente judaica desde a Antiguidade.

O estabelecimento dos primeiros olim em terras palestinas se deu em zonas desabitadas, adquiridas com recursos doados por subscrições públicas ou por grandes filantropos europeus. O mais célebre destes foi o barão Edmond de Rothschild, que sozinho doou recursos para a aquisição de 125 mil acres (ou 22,36 km²) de terras.

No entanto, uma nova onda de perseguições antissemitas ocorrida na Rússia fez crescer o número de olim. Em abril de 1903 o Pogrom de Kishinev vitimou dezenas de judeus e evidenciou para os sobreviventes a necessidade de buscar a autodeterminação em um ambiente democrático.

As divisões do sionismo

O sionismo socialista

A partir do Segundo Congresso Sionista, realizado em 1898, surgiram os Sionistas Socialistas, inicialmente um grupo minoritário, em sua maioria oriunda da Rússia, mas que exigiu representação na Organização Sionista Mundial. A presença dos sionistas socialistas seria cada vez maior, chegando à maioria dos delegados a partir de do 18º Congresso, realizado em Praga, em 1933. Os sionistas socialistas formariam o principal núcleo político dos fundadores do Estado de Israel, gerando futuros líderes como David Ben-Gurion, Moshe Dayan, Golda Meir, Yitzhak Rabin e Shimon Peres.

Alguns pensadores fundamentais para o conhecimento do sionismo socialista são Dov Ber Borochov e Aaron David Gordon. Ambos, porém, encontram em Moses Hess uma origem da combinação de um estado judeu e socialista.

Diferentemente dos primeiros sionistas reunidos por Herzl, os sionistas socialistas não acreditavam que o Estado Judaico seria criado apelando à comunidade internacional, mas através da luta de classes e dos esforços da classe trabalhadora judaica na Palestina. Os socialistas pregavam o estabelecimento dos kibbutzim (fazendas coletivas) no campo e de um proletariado nas grandes cidades.

O sionismo político

A cisão da Organização Sionista pelos socialistas provocou a formação de um segundo bloco, a que se chamou de “Sionistas Políticos”, que tal como Herzl e também Chaim Weizmann, preconizavam a independência do Estado Judeu pela via diplomática. Em busca disso, o próprio Herzl encontrou-se com o Kaiser Guilherme II da Alemanha e com o sultão Abdul Hamid II da Turquia, com os quais pediu o apoio de seus países para o estabelecimento do Estado Judeu na Palestina. Após a morte de Theodor Herzl, em 1904, e com o fracasso de uma solução negociada para a independência do Estado Judeu, o sionismo político foi perdendo importância dentro da Organização Sionista.

O sionismo revisionista

Os maiores opositores dos sionistas socialistas seriam os sionistas revisionistas, que surgiram em 1925, liderados por Vladimir Ze'ev Jabotinsky, um filósofo liberal que pretendia reviver na Organização Sionista “o espírito e a doutrina verdadeiramente herzlianos”[13].

Para os sionistas revisionistas, o Estado Judeu só seria viabilizado com a organização dos judeus em frentes paramilitares que combatessem, simultaneamente, a presença britânica na Palestina (a partir de 1917) e a resistência armada dos árabes muçulmanos da Palestina, que vinham atacando pessoas e propriedades dos sionistas. Os revisionistas também combatiam os socialistas, pois pregavam uma ideologia liberal-democrática (contrária ao marxismo) dentro da Organização Sionista e a defendiam para o futuro Estado Judeu.

Pensadores sionistas

São conhecidos por esse nome personalidades que, com suas obras e artigos colaboraram com a estruturação do sionismo como ideologia de formação de um Estado Judeu nos mais diferentes formatos.

Além disso, os pensadores sionistas serviram (e servem) como eixo orientador das comunidades ao redor do mundo, e como referências para seus seguidores. Isso não descarta a importância de autores como Leon Pinsker, considerado um pré-sionista.

Diversas correntes de pensamento são importantes para a compreensão do sionismo atual. Achad Haam, por exemplo, foi o criador de uma visão peculiar do sionismo, mas que é intimamente ligada aos dias atuais. Há ainda Rav Kook, com o sionismo religioso.

Relativamente às criticas dirigidas ao sionismo, de que seria um movimento de cunho racista, seus defensores defendem-se alegando que o sionismo não é doutrinariamente unificado e coeso, possuindo diversas versões divergentes umas das outras. Além disso, alguns também discordam afirmando que palestinos e judeus não são racialmente distintos, e assim não se aplicaria o termo já que a discriminação não se funda na raça.

Antissionismo

Antissionismo é a oposição política, moral ou religiosa às várias correntes ideológicas incluídas no sionismo, inclusive ao estado judeu, criado com base nesse conceito.

Eventualmente, o termo também é muitas vezes aplicado à oposição política ao governo de Israel, sobretudo se motivada por denúncias de violações sistemáticas de direitos humanos dos palestinos, incluindo crimes de guerra, mas também à negação ao direito de existência do Estado de Israel.

A linha mais forte e numerosa de antissionistas contudo continua a ser a que deriva de Amin al-Husayni, tio de Yasser Arafat, e tido como um grande mentor do antissemitismo muçulmano.

Os antissionistas condenam o movimento sionista por ter promovido a compra e ocupação das terras no Mandato Britânico da Palestina, com o objetivo de criar o Estado de Israel, que consideram artificial. O questionamento sobre a definição de Israel como estado judeu ainda suscita controvérsia e oposição entre os antissionistas há mais de sessenta anos, assim como a ocupação da Cisjordânia.

Antisionismo e Antissemitismo

Para a grande maioria dos judeus, o antissionismo é uma manifestação antissemita. Normalmente quando não se reconhece Israel como um Estado judeu ou se odeia o país por isso. Contudo, não significa que todos os que criticam Israel sejam antissemitas.

Por outro lado, como o antissemitismo é crime em muitos países, muitos antissemitas pretendem ser apenas antisionistas para seguir espalhando o ódio.

Inclusive muitos judeus são antissemitas.Há agnósticos marxistas, como Ralph Shoenman, Michel Warschawski e Norman Finkelstein, como também há os adeptos ao movimento Neturei Karta que consideram-se antissionistas. Igualmente, alguns proeminentes intelectuais judeus, que defendem a desocupação dos territórios palestinos ou que pregam a eliminação do Estado de Israel, são considerados antissemitas pelos judeus e frequentemente são proibidos de entrar em território israelense.

Sionismo religioso

O Sionismo religioso ou Movimento Religioso Sionista (em Hebraico: ציונות דתית, pronunciado Tziyonut Datit, ou דתי לאומי, Dati Leumi, lit. "Nacional Religioso" [Plural: דתיים לאומיים, Datiyim Leumiyim]; Também conhecido como: כיפה סרוגה, Kippah Seruga, lit. "Kipá (solidéu) de Crochet" [Plural: כיפות סרוגות, Kippot Serugot]) é uma ideologia que combina o sionismo e o judaísmo religioso, baseando o sionismo nos princípios da Torá, Talmud e outros, e do patrimônio autêntico.

O Sionismo religioso é uma denominação genérica dada a todas as correntes religiosas judaicas que se auto-definiram como participantes do movimento sionista, apoiando a imigração ao Estado de Israel. O argumento comum entre as várias correntes do sionismo religioso é que o nacionalismo judaico e a criação de um Estado, são obrigações impostas pela Torá (a Bíblia Hebraica). Este argumento contrapõe a posição da maior parte dos judeus ultra-ortodoxos, que vêm a volta do povo judeu a Terra de Israel, e a criação de um Estado judaico - como parte da era messiânica, portanto não deram seu apoio ao movimento sionista.

O Sionismo religioso tem como lema: "O povo de Israel, com a Torá de Israel, na Terra de Israel", e vê a criação do Estado de Israel como o princípio da consumação deste lema e da redenção do povo judeu.

Hoje em dia em Israel, os religosos sionistas podem ser identificados pelo seu principal símbolo externo: a 'Kipá Serugá' (o solidéu de Crochet). Pessoas religiosas usando este símbolo são caracterizadas por sua integração com a sociedade secular Israelense, ocupando funções e cargos em todo o espectro de profissões, participando no IDF (Forças de Defesa de Israel), cargos políticos ligados a vários partidos diferentes, e ativos em centros acadêmicos e de pesquisa. Em paralelo esta pessoa mantém a observação aos estatutos e leis religiosas provenientes da Torá, e o envolvimento com estudos religiosos em Yeshivot (centro de estudos judaicos), seja em sua formação escolar ou depois dela.

Os idealizadores espirituais do Sionismo religioso

A ideia do retorno dos judeus a Terra de Israel e o despertar do nacionalismo religioso, apareceram antes ainda do movimento sionista, nos meados do século XIX. Estes estão presentes nos livros do Rabino Yehudá Ben Shelomo Hay Alkalay, Rabino Eliyahu Gutmacher e Rabino Zvi Hirsch Kalisher. Em contrário a opinião da maior parte dos rabinos na diáspora judaica, eles frisavam que o povo judeu não deveria esperar passivamente pela era messiânica e a redenção, senão, é de vital importância a cooperação ativa dos membros das comunidades judaicas em prol do retorno aos lugares sagrados, ao trabalho agrícola lá, ao uso da língua hebraica no dia-a-dia e a imigração (Aliá) à Terra de Israel (então sob domínio do Império Turco-Otomano). Há inclusive pesquisadores e escritores que dizem que Theodor Herzl baseou seu livro O Estado Judeu na filosofia do Rabino Alkalay, já que seu avô era integrante ativo na sinagoga onde o Rabino Alkalay oficiava os serviços religiosos e nela dava aulas. Eles argumentavam que estes atos levam a consolidação das profecias do Tana"ch, e futuramente ajudam inclusive na vinda do Mashiach (Messias). O melhoramento da classe dos judeus da Europa Ocidental, como consequência da emancipação, era visto por eles como o primeiro passo da redenção futura.

Agudat Hovevei Zion (A União dos Afeiçoados a Zion) se organizou com base nestas ideias, por todo o território Russo – dando início ao Sionismo Prático. Enquanto muitos dos rabinos viam com bons olhos o movimento de assentamento judaico na terra sagrada, houve rabinos que foram contra este movimento – mesmo entre os rabinos considerados modernos, como por exemplo, o Rabino Shimshon Refael Hirsch.

Rabino Avraham Itzchak Hacohen Kook

Uma das principais personalidades que moldaram e emolduraram o Sionismo religioso foi o Rabino Kook. Ele atuou como rabino chefe da cidade de Yafo e suas periferias (incluindo Tel Aviv na época), e posteriormente como o primeiro Rabino Chefe de Israel (ainda no Mandato Britânico). Ele fundou a Yeshivat Merkaz Harav, que forma rabinos, e ensina a filosofia do Rav Kook a jovens e adultos da comunidade sionista religiosa em Israel. Seus alunos e alunos de seus alunos se tornaram uma das principais forças no ativismo do sionismo religioso e no envolvimento com a sociedade israelense geral.

O Rabino Kook desenvolveu uma argumentação teológica a qual via de forma muito positiva o sionismo, em termos religiosos. Ele dizia que o assentamento judaico na Terra de Israel é "o início da redenção" (Atchalta deGueula - em Aramaico). A Aliá (imigração de judeus a Israel) era visto por ele como uma obrigação religiosa. Um de seus argumentos era que o sionismo faz parte do "plano Divino", não podendo ser considerado heresia, mesmo tendo como líderes, judeus que não observavam a lei judaica religiosa.

Rabino Zvi Yehuda Kook

Filho do Rabino Avraham Itzchak Hacohen Kook, recebeu do sucessor de seu pai a função de rabino chefe da Yeshivat Merkaz Harav em Jerusalém, que exerceu por 30 anos até o seu falecimento em 1982. Ele exercera anteriormente a função de coordenação espiritual da Yeshivá desde sua fundação, e parte do tempo foi também seu diretor administrativo.

A partir de 1935 dedicou-se intensivamente à pesquisa, ordem e edição das escrituras de seu pai. Este, junto com seus ensinamentos na Yeshivat Merkaz Harav, foram suas maiores contribuições para o sionismo religioso – ele transformou a filosofia do Rav Kook em livros organizados e alcansáveis ao público em geral, e os ensinamentos de seu pai viraram classes que podiam ser acompanhadas mesmo por pessoas que não tinham formação em Yeshivot. A Yeshivá cresceu e se tornou o centro espiritual de todos os religiosos sionistas de sua época, atraindo muitos jovens – principalmente participantes do movimento juvenil sionista Bnei Akiva.

Com a criação do Estado de Israel ele se filiou ao movimento político Hapoel HaMizrahi, inclusive entrando na lista de canditatos do partido nas eleições de 1951 (inclusão esta feita no lugar simbólico 119º para frisar seu apoio ao partido).

Em sua filosofia, ele via a criação do Estado de Israel uma etapa na redenção da nação judaica. Ele tentou fortificar os elementos que compunham deste Estado por um lado, e por outro agia para a implementação de elementos de um cunho mais religioso a política e ao governo.

Hoje em dia se formaram muitas Yeshivot que tomam como base a filosofia da Yeshivat Merkaz Harav e do Rabino Zvi Yehuda.

Rabino Yossef Dov Halevi Soloveitchik

Nascido de uma família tradicional de Rabinos importantes da comunidade de judeus ultra-ortodoxos internacional, salientou-se muito cedo nos estudos religiosos, e se tornou um novo integrante da Agudat Israel (congregação dos rabinos Ultra-ortodoxos) nos EUA, a qual foi fiel mesmo depois de deixar de ser integrante. Em 1935 ele visitou Israel com o propósito de se candidatar ao rabinato chefe da cidade de Tel-Aviv, não sendo eleito no final. Nesta visita teve contato com o Rabino Kook e foi palestrante na Yeshivat Merkaz Harav.

Em 1956, depois de ter passado o Holocausto e a fundação do Estado de Israel, o Rav Soloveitchik acabou se filiando ao movimento sionista, e se tornou Presidente de Honra do movimento Mizrahi mundial até seu falecimento em 1993. Seu tio, o Rabino Meir Bar-Ilan foi de grande influência nesta decisão. Seus dilemas e conclusões foram descritos num discurso que proferiu na comemoração do dia da independência de Israel em 1957 – editada posteriormente e chamada pelo título Kol Dodi Dofek (A voz de teu amado chama - retirado de um versículo do livro Shir HaShirim - Cântigo dos Cântigos).

Segundo sua filosofia, o Estado de Israel não recebe a santidade automática da Terra de Israel (diferente da filosofia do Rav Kook e seus seguidores), mas faz parte das escolhas feitas a cada etapa, por isso os judeus devem ser ativos no desenrolar dos fatos em Israel e no sionismo. E, sem dúvida, os fatos relacionados com a criação do Estado de Israel e seu desenvolvimento até os dias de hoje são milagres que afirmam a tese de que um judeu observante deve tomar parte deles.

O Rabino Soloveitchik herdou o lugar de seu pai como rabino chefe da Yeshivá Rabi Ytzhak Elchanan, conhecida como Yeshiva University (ou pela sigla Y.U.), e se tornou também o reitor da faculdade de filosofia judaica neste mesmo estabelecimento. A partir deste estabelecimento de ensino difundiu sua filosofia sobre o sionismo e a vida moderna de um judeu. Com seu carisma e sua inteligência ele reuniu um número muito grande de alunos e seguidores, mesmo entre aqueles que não o conheceram diretamente. Ele é considerado o pai da ortodoxia moderna () nos EUA, corrente paralela aos sionistas religiosos em Israel.

Um dos alunos mais ligados a ele, seu genro, o Rabino Aharon Lichtenstein imigrou a Israel, concretizando sua filosofia sionista, e se tornou Rabino Chefe de uma das maiores Yeshivot sionistas em Israel, Yeshivat Har Etzion, junto ao Rabino Yehuda Amital. Com isso sua filosofia sionista se difunde em Israel também, já tendo formado vários Rabinos e várias outras Yeshivot.

Partidos Políticos Religiosos

Com a organização do Primeiro Congresso sionista por Theodor Herzl, muitos judeus religiosos se uniram ao movimento sionista. A maior parte dos Rabinos que participaram do congresso tinham mais afinidade com o sionismo político, onde viram a possibilidade de uma ação conjunta entre sionistas religiosos e seculares, evitando problemas em torno da fiosofia cultural e educacional. Na conferência sionista russa de 1898, participaram 14 rabinos dentre os 140 presentes.

O movimento político do sionismo religioso, em todas as suas diversas correntes, sempre teve como lema O povo de Israel, com a Torá de Israel, na Terra de Israel.

Mizrahi

No ano de 1902 os religiosos se juntaram no Movimento Sionista Mizrahi devido a adversidades com relação a tópicos da educação divulgados pela Agência Judaica Sionista. O movimento foi fundado pela iniciativa do Rabino Shemuel Mohaliver, com o objetivo de defender as características judaicas nos assentamentos da Terra de Israel.

Após a fundação do Estado de Israel, o Mizrahi se tornou um partido político que concorreu nas eleições parlamentares três vezes em Israel conseguindo consecutivamente 4, 2 e 2 mandatos no Knesset(parlamento de Israel).

Hapoel HaMizrahi

Formado por um grupo discidente do Mizrahi, que optou por um caminho mais ligado ao sionismo prático, de pioneirismo, trabalho agícola e fundação do Kibutz Hadati (kibutzreligioso).

Após a fundação do Estado de Israel, o Hapoel HaMizrahi se tornou um partido político que concorreu nas eleições parlamentares três vezes em Israel conseguindo consecutivamente 7, 8 e 9 mandatos no Knesset(parlamento de Israel).

Mafdal (hoje em dia chamado de HaBaith Hayehudi)

Em 1956 formou-se o partido político Hamafdal (sigla em Hebraico que significa partido nacional-religioso) com a união do Mizrahi e do Hapoel Mizrahi, juntando então todos os sionistas religiosos num só partido que foi de grande força e influência política até o final da década de 70, obtendo entre 10 e 12 mandatos no Knesset (parlamento de Israel).

A partir da Década de 80 o número de mandatos abaixou para 6 em média, devido a criação de outros partidos concorrentes como o Shas e o Ichud Haleumi (União Nacional).

Antes das eleições de 2009 houve a tentativa de junção do Mafdal e do Ichud Haleumi num único partido chamado HaBaith Hayehudi (a casa judaica), que não deu certo, mas acabou mudando o nome do partido. Hoje o partido tem 3 mandatos no Knesset.

HaBaith Hayehudi, o Mafdal, o Mizrahi e/ou Hapoel HaMizrahi (cada um em sua época) participaram de todas as 32 coalizões de governo Israelense.

Meimad

Meimad é uma sigla em Hebraico que tem como significado Estado Judaico Estado democrático. É um partido que foi fundado em 1988 pelo Rabino Yehuda Amital, e era um partido mais identificado com as linhas esquerdistas israelenses, e de cunho mais sociais. Ele obteve 1 mandato nas eleições de 1999, 2003 e 2006. Em 2009 ele deu seu apoio ao partido HaBaith Hayehudi depois da separação do Ichud Haleumi, mesmo sem ter um representante na lista de candidatos do partido.

Kibutz Dati

Hoje em dia, o Movimento dos Kibutzim Datiim (Kibutz Religioso) compreende 19 Kibutzim em Israel que neles moram por volta de 10.000 pessoas.

A economia deles baseiam-se na agricultura, criação de gado, ovelhas e aves, pequenas indústrias e turismo - na mesma proporção do Movimento Kibutzi Geral. A situação econômica da maioria deles é estável.

Histórico

Os primeiros Kibutzim foram formados por integrantes de movimentos como "Berit Halutzim Datiim", "Tzeirei HaMizrahi", "HaPoel HaMizrahi" e outros - porém somente em 1935, durante o VII congresso do Hapoel HaMizrahi, eles se unificaram na organização chamada então como "União de Grupos do HaPoel HaMizrahi", em 1938 recebeu o nome o qual é chamado até hoje, Hakibutz Hadati.

Na Guerra de Independência de Israel, em 1948, o movimento sofreu uma perda enorme quando seus três Kibutzim localizados na área de Gush Etzion foram derrotados (junto com mais um kibutz não religioso), destruidos e seus poucos sobreviventes foram levados prisoneiros pelas forças da Liga Árabe. Com o final da guerra três dos quatro kibutzim foram reconstruídos dentro das fronteiras israelenses fixadas com o acordo de trégua em 1949.

Lista de Kibutzim

Beerot Itzchak
Yavne
Bnei Darom
Beith Rimon
Lavi
Nir Etzion
Meirav
Maale Guiboa
Saad
Alumim
Massoot Itzchak
Ein Tzurim
Tirat Zvi
Ein Hanatziv
Sde Eliyahu
Sheluchot
Kfar Etzion
Migdal Oz
Rosh Tzurim

Movimentos Juvenis Religiosos Sionistas

O Movimento sionista em todas as suas correntes vê a educação das futuras gerações como um de seus objetivos, por isso se tornou natural a criação dos movimentos juvenis. O sionismo religioso dá mais importância ainda a educação das nova geração para valores do sionismo e da religião e espiritualidade, por isso já no início do século XX se formaram os primeiros movimentos juvenis sionistas religiosos.

Bnei Akiva

O movimento Bnei Akiva se formou em Jerusalém, em 1929, quando um grupo de jovens, inspirados pelos ensinamentos do Rabino Kook, resolveu fazer algo para mudar as coisas. Eles fundaram então a primeira sede do Bnei Akiva, com atividades aos sábados. Nestas atividades, os madrichim (monitores) e chanichim (monitorados) aprendiam sobre Torá, Sionismo, a importância da Terra de Israel para o povo judeu.

O movimento cresceu, abrindo sedes em todos os cantos de Israel, realizando atividades aos sábados e machanot (acampamentos). Em pouco tempo, formaram-se os garinim (lit:sementes – trata-se de pequenos grupos de membros, que criaram novos povoados e kibutzim).

Doze anos depois, o Rabino Moshé Tsvi Neriah, criou a primeira Yeshivá do Bnei Akiva, em Kfar Haroé. A idéia era preparar melhor os membros do movimento, para que fossem mais versados na Torá da Terra de Israel, e ao mesmo tempo se preparassem melhor para começar a vida adulta. Surgiram então várias outras yeshivot Bnei Akiva, que se espalharam por todo o país.

O Bnei Akiva é hoje representado em mais de 30 países. Há poucos anos, o Bnei Akiva instalou suas estruturas em muitos países da Diáspora, embutindo nessas comunidades a ideologia de Torá e Avodá. Em comunidades onde há pouco conhecimento do Judaísmo, o Bnei Akiva espalhou as palavras da ética Judaica e o Ideal Sionista.

O Lema do Bnei Akiva é Torá VaAvodá (Torá e trabalho)

Este lema representa os ideais do movimento de levar uma vida de acordo com as tradições da Torá e da Halachá (lei judaica), e, ao mesmo tempo, não se afastar dos deveres materiais da sociedade moderna, de trabalhar e participar ativamente da sociedade e da organização do povo.

O nome ao Movimento foi inspirado na personalidade de Rabi Akiva um dos maiores rabinos da época da formação da Mishná, citado em muitas partes do Talmud. Porém começou seu caminho como um pastor simples e somente com 40 anos começou sua formação.

Ezra

Seu nome completo é Movimento Juvenil Torani Nacional Ezra em Israel. Como seu nome diz, ele é ativo principalmente em Israel, apesar de ter sido fundada na Alemanha em 1919 por um grupo de estudantes religiosos.

A primeira sede do movimento em Israel foi aberta em 1936, vindo com a quinta aliá, por um lado o movimento trabalhava lado a lado com o partido Hapoel HaMizrahi, mas por outro aderira a educação formal dos ultra-ortodoxos.

Este movimento fundou 7 assentamentos e kibutzim em Israel: Kibutz Hafetz Haim, Issodot, Gat Rimon, Shaalabim, Mevo Modiin, Mevo Horon e Nachliel.

Hoje em dia o Ezra tem por volta de 12.000 participantes, espalhados por 50 sedes em Israel. Suas atividades são basicamente aos sábados, às terças-feiras e nos acampamentos de verão.

O nome "Ezra" é em homenagem e inspiração ao personagem Ezra do Tanach (Bíblia Hebraica) que voltou a Israel com os judeus da Babilônia, no período do Império Aquemênida, quando estes deram autorização aos judeus voltarem do exílio babilônico a Israel, e reconstruírem Jerusalém e o Templo (começando a época do segundo Templo judaico).

Ariel

Ariel é um movimento sionista religioso que foi formado em 1980, por integrantes do Movimento Bnei Akiva que estavam descontentes com o nível religioso deste. As duas grandes características que o diferem dos demais movimentos sionistas religiosos são que as sedes são totalmente separadas por sexo (um prédio para homens e outro para mulheres), e cada sede tem um rabino responsável (além do rabino centralizador, como existe em outros movimentos).

O movimento tem hoje em dia por volta de 5.000 participantem divididos em 59 sedes, sendo 27 de homens e 32 de mulheres por todo o território israelense.

Sua organização, divisão de grupos e lema, são baseados nos mesmos pilares do Bnei Akiva, inclisive os nomes dados aos diferentes grupos de idade.

O nome Ariel é um dos nomes o qual é chamado o Templo Sagrado (destruido pelos romanos) em Jerusalém. Seu símbolo são as tábuas da lei com o mapa de Israel no meio.



Asquenazí

Asquenazí o asquenazi,también escrito como askenazí o ashkenazí, es el nombre dado a los judíos que se asentaron en Europa Central y Oriental, que una conjetura no probada afirma que son descendientes de los jázaros que se convirtieron al judaísmo en el siglo VII y que se habrían desplazado masivamente hacia Europa oriental y central a partir del siglo X. Se establecieron principalmente en Alemania, Austria, Hungría, República Checa, Eslovaquia, Polonia, Ucrania, Rumania, Rusia, Bielorrusia, Bulgaria, Lituania y Letonia. Los asquenazíes son los descendientes de las comunidades judías medievales establecidas a lo largo del Rin, desde Alsacia, al sur, hasta Renania, en el norte.Ashkenaz, término hebreo medieval comúnmente empleado para designar a Alemania, es también el nombre dado en dicha lengua a toda la región del centro y este europeo, mientras que asquenazí es un término que designa de un modo general a la población judía que desciende de los mencionados judíos que se asentaron en Europa central y oriental.Desarrollaron costumbres y leyes particulares, que los diferencian de otros grupos del pueblo judío (sefardíes y mizrajíes, por ejemplo). Los asquenazíes desarrollaron su propia lengua, el yidis, que combina términos provenientes de diversos dialectos alemanes junto con algunos de origen eslavo y hebreo.

El término ashkenazí tiene su origen en el personaje bíblico Ashkenaz, en hebreo אַשְׁכְּנָז y en asirio Asguzai, bisnieto de Noé; Génesis 10:3). Durante la Edad Media, el término geográfico Ashkenaz se asimiló a Alemania —quizás a causa de cierta similitud con Sajonia—, que pasó a ser el centro vital del judaísmo centroeuropeo o ashkenazí.

Muchos de los asentados originalmente en esta región emigraron más tarde a otras zonas de Alemania, Hungría, Polonia, Rusia y, en general, a las naciones de la Europa del Este entre los siglos X y XIX. Desde el Medievo hasta la primera mitad del siglo XX la lengua común entre los judíos askenazíes fue el yidish. Existió otra con mucha menor extensión, el hebreo de raíz eslava (judeo-checo) ya extinto. Este subgrupo judaico desarrolló una cultura y tradición litúrgica peculiar influenciada por el contacto con la idiosincrasia de la nación a la que pertenecían.

Aunque en el siglo XI representaban solamente el 3% de la población judía mundial, los askenazíes llegaron a constituir, en su momento álgido del año 1931, el 92% del total. Actualmente alcanzan aproximadamente el 80%.

La mayoría de las comunidades judías con una historia extensa en Europa son asquenazíes, excepto aquellas asentadas en el Mediterráneo. Una gran parte de los judíos que emigraron hacia otros continentes en los siglos XIX y XX eran de este origen, especialmente los grupos que partieron a los Estados Unidos y Argentina.

Judíos asquenazíes

Normalmente hay discrepancias acerca de quién debe ser considerado judío. Esto hace especialmente difícil definir qué es un judío asquenazí, pues implica una definición religiosa, cultural o étnica. Dado que la mayoría de estas personas ya no vive en la Europa del Este, migraron a Europa del Oeste, el Norte de Europa y América, el aislamiento que en un momento ayudaba a distinguir la religión y cultura específicas ha desaparecido. Más que esto, la palabra «asquenazí» ha evolucionado y cobrado nuevo significado, especialmente en Israel. En este país frecuentemente adquiere significados que no se corresponden con los tradicionales.

Aún hoy muchas comunidades judías poseen dos sinagogas, una para realizar los rezos a la usanza asquenazí y otra para el rito sefardí. Aunque la distinción tiende a desvanecerse con el paso del tiempo, se considera que los judíos sefardíes desarrollan una actividad comunitaria más bien religiosa, mientras que las instituciones asquenazíes suelen desplegar un abanico más amplio (cultura, deportes, Tnuot Noar, teatro, política, economía, sionismo, etc.). Otra característica es que la incidencia del ateísmo y la militancia política son históricamente mayores en el mundo asquenazí. Por otro lado, el judaísmo asquenazí también incluye grupos conservadores ortodoxos en Israel.

Una secuela de la división asquenazí-sefardí que es interesante resaltar es la existencia de un partido religioso sefaradí, el Shas, que es una de las principales fuerzas políticas en Israel.

Invocações e Evocações: Vozes Entre os Véus

Desde as eras mais remotas da humanidade, o ser humano buscou estabelecer contato com o invisível. As fogueiras dos xamãs, os altares dos ma...