sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A Sociedade Thule Do Brasil

A Thule Brasil é uma sociedade esotérica para a exploração e disseminação de ideias e lições espirituais do passado e do presente, com o objetivo focado no desenvolvimento do homem e sua cultura, expressos em uma ampla gama de conteúdo.

Na “Criação” tudo se devora a si mesmo; os astros, as galáxias, os animais, as plantas. O homem, prisioneiro da matéria, tem sido uma eterna repetição de si mesmo, devido a energia limitada, onde nada se cria, somente se copia ou corrompe uma criação pré-existente. Este é o Círculo do Eterno Retorno, onde caímos prisioneiros ao seguirmos uma teoria que se diz evolucionista, mas que na verdade,  nos afasta da origem primordial, involuindo a cada reencarnação e ronda na matéria. Com este processo,  nos esquecemos, a cada vez mais do nosso passado de super-homens. Sujeitos e prisioneiros do eterno sistema, giramos dentro desse círculo, obrigados aos nascimentos, mortes e retornos. A cada nova Ronda, temos menores possibilidades de triunfo e libertação, devendo vir a escravidão total, sem possibilidade de salvação para nada.

O “salto” de uma existência a outra equivale a entrada em outro estado de consciência, uma mudança na situação mental. Para os Hiperbóreos, o Eterno Retorno deve ser aceito unicamente como escolha voluntária, em um número de vezes limitado, servindo unicamente de oportunidade para o combate contra o Senhor das Trevas e para imortalizar-se.

Desde a queda, o Homem segue uma trilha involucionária, afastando cada vez mais das origens. Devemos nos recolocar no retorno da Hiperbórea Polar, remontar a involução do homem, recuperar o super-homem, o homem-deus das origens.

Manifesto Thule Brasil

CHAMADO AOS GUERREIROS DO SOL

Cada estrutura política é reforçada por um consenso civil, o apoio psicológico das massas. Esse apoio psicológico se expressa através de um consenso ao nível da cultura, da visão do mundo e do ethos. De forma a existir de todo, o poder político encontra-se, portanto, dependente de um poder cultural difundido no interior das massas.

Para ser preciso, é impossível derrubar uma estrutura política sem antes ter tomado o controle do poder cultural. O parecer favorável do povo tem que ser conquistado primeiro: as suas idéias, ethos, formas de pensar, sistema de valores, arte, educação, têm que ser trabalhadas e modificadas. Apenas quando as pessoas sentem a necessidade de uma mudança como algo auto-evidente é que o poder político existente, agora separado do consenso geral, começa a desmoronar-se e a ser derrubado.

A Metapolítíca pode ser vista como a guerra revolucionária travada ao nível das visões do mundo, dos modos de pensar e da cultura.

Onde a verdade esteja sempre acima de tudo e a luz do mundo real possa despertar as pessoas da escuridão e assim possam construir um país melhor em todos os sentidos. Uma sociedade mais justa, mais patriótica, mais verdadeira e mais evoluída. Vamos Restaurar o nosso ORGULHO PRÓPRIO E DE NOSSOS ANTEPASSADOS, que derramaram sangue para que todos nós pudéssemos existir hoje.

A Honra de Nossa Causa

A felicidade de uma pessoa não se deve à quantidade de bens e posses que possui.  Um homem só é feliz se possui sua dignidade elevada, a honra e a coragem necessária para poder viver sua vida com felicidade…

Infelizmente, nesta época, muitas poucas pessoas têm a verdadeira felicidade; as pessoas acreditam que comprando, possuindo bens materiais se pode viver melhor. Este pensamento é originado por nossos inimigos, para que eles se enriqueçam e nós nos empobreçamos, devendo-lhes excessivas quantidades de dinheiro.

O homem perdeu sua essência natural, a de viver em perfeita harmonia consigo mesmo; quando tudo estava mal, a única coisa que restava ao homem era sua honra.

Pretendemos que isso volte e que as pessoas se preocupem mais por procriar filhos sãos, e não por ter mais dinheiro. Temos que pensar nisso, nosso inimigo não tem honra, ele é ambicioso, usurário e mentiroso, da mesma forma que seus lacaios.

Temos, atualmente, a sensação de que a direção divina da evolução humana chegou ao fim e que o homem ficará para sempre encurralado na esterilidade intelectual da consciência tridimensional, a menos que assuma, ele próprio, a responsabilidade pelo seu futuro desenvolvimento.

Do materialismo dialético deste século deve emergir o reconhecimento que está a nascer uma Nova Era de liberdade, na qual o homem detenha, ele próprio, o poder de causar a redenção e reanimação de todos os aspectos da vida. Este novo salto no desenvolvimento humano não poderá ter lugar sem a aparição na Terra de indivíduos excepcionais, que levarão a cabo uma renascença espiritual em todas as esferas da ciência, da arte, da política e da religião.

O Novo Homem que virá não poderá, jamais, derivar de relações de sangue, mas deverá derivar-se de uma afinidade de almas que se reúnem num momento histórico no tempo. Esse Homem deverá nascer quando o “espirito do destino histórico mundial” trouxer uma mistura de povos que partilham um caráter e modo de pensar semelhante, mesmo que as suas características físicas estejam longe de ser semelhantes.

Na gênese desse Novo Homem deve haver algum evento histórico importante e um elevado ideal espiritual que seja suficientemente forte para dar à população uma sensação de participação homogênea e igualitária.

Nós queremos transformar nosso país em uma nação forte e predominantemente honrada; e temos o Sol para iluminar a ignorância, temos a força para vencer nossos inimigos, e, com certeza, temos nossa honra que está acima de tudo.

Se você deseja tudo pronto ou acha demasiado difícil superar seus limites, seja físicos ou mentais, não aceite o convite que aqui lhe faremos.  Nós não somos Religião ou grupinhos de relacionamentos. Se for isso que procura, então achara na internet, em grupos fadados às futilidades e à ilusão extrema. Este será o seu lugar.

O nosso convite é para você que é um Ser desperto e que deseja tomar conhecimento da sabedoria hiperbórea, revendo suas concepções e começando a tomar o controle de sua própria vida, tendo o presente em suas próprias mãos, mantendo-se alerta e esperando o inesperado, porque o mistério da libertação é ter o domínio de si mesmo.

História

A Sociedade Thule é uma sociedade esotérica para a exploração e disseminação de ideias e lições espirituais do passado e do presente, com o objetivo focado no desenvolvimento do homem e sua cultura, expressos em uma ampla gama de conteúdo.

Foi o grande sábio, Dr. John Dee quem estabeleceu por primeiro as bases do que viria a ser a Thule, inicialmente como um projeto destinado a dotar a Grã Bretanha de total soberania, através de uma série de indicações feitas diretamente à Rainha Elisabeth I entre os anos de 1581 e 1587, com objetivo de exploração da região do ártico.

John Dee foi um matemático, astrônomo, astrólogo, geógrafo e conselheiro particular da rainha Elizabeth I. Devotou grande parte de sua vida à Alquimia, à adivinhação e à Filosofia Hermética.

Em 1564, inspirado na Steganographia (alfabeto secreto) de Jean Tritheme (1462 – 1516), uma figura da Renascença germânica que foi um dos mestres de Paracelso (1493 – 1541), Dee escreveu o tratado hermético Monas Hieroglyphica (A Mônada Hieroglífica), uma interpretação de um glifo criado por ele mesmo. A perda da tradição oral secreta de Dee tornou o trabalho difícil de ser interpretado nos dias atuais.

Alguns ocultistas acreditam que Dee, tenha sido membro da organização The Seven Circle, e que tenha sido um agente infiltrado sob o código 007, um Mestre Secreto, acompanhado de seu pupilo, o famoso escritor Sir Francis Bacon. Por isto, é considerado o primeiro James Bond. Presentemente, Dee é visto como um estudioso sério e um dos homens mais instruído de seus dias.

John Dee estudou durante 17 anos a Esteganografia do Sábio Tritheim e a linguagem que John Dee extraiu desse manuscrito foi chamada por ele de ENOQUIANA, devido a afirmação de Tritheim que por meio dela Enoch havia “falado com os anjos”, tal como consta no livro de Enoch.

Dr. John Dee logo de início fez a soberana notar que, desde o século X um suspeito movimento marítimo havia levado os Vikings islandeses a assentasse na Groenlândia. Era sabido que tanto os noruegueses, suecos, dinamarqueses assim como os normandos da França, inclusive os irlandeses possuíam lendas sobre maravilhosos e paradisíacos países que existiam “mais adiante da Groenlândia” e que eles ou seus antepassados haviam visitado. Com o descobrimento da América se pensou que esses países das lendas estavam no Novo Mundo. Mas John Dee não pensava assim. Pelo seu entendimento, os audazes exploradores haviam seguido uma rota setentrional, dentro da Groenlândia, que lhes possibilitou “subir” a “outros mundos”.

Ao tornar publicamente conhecido a existência do imenso e rico continente ligado ao oeste, não se preocupou em estabelecer a veracidade de uns países desconhecidos situados no perigoso norte groenlandês. Também não podia negar o astuto sábio inglês o perturbador e inexplicável desfecho que toda a população viking da Groenlândia, cerca de umas dez mil pessoas no século XIII, havia desaparecido sem deixar rastros no século XV.

A colonização viking da Groenlândia começou no ano de 986 com o assentamento do desterrado Erik, o vermelho e prossegue posteriormente por sua família.

A viagem de Cristóvão Colombo, convém recordar que a história admite quatro viagens ao Novo Mundo. Porém, em realidade, foram cinco viagens que levou a cabo o almirante, e precisamente, a primeira delas que ele se fez passar por alto, quase chegando a Groenlândia, seguindo os passos dos irmãos Zeno.

Por que motivo havia empreendido Colombo uma perigosa viagem a Thule (por dizer, Groenlândia)? E o mais desconcertante, como pode fazê-lo, se não dispunha de meios para armar um navio e montar uma custosa expedição?

Sem prolongar mais no assunto, basta deixar claro que Colombo buscava secretamente a Porta para o Paraíso, ou seja, a Porta de Shambalá.

Felix, Niedner, o tradutor alemão das Eddas em nórdico antigo, fundou a Sociedade Thule, em 1910, dedicada ao renascimento do misticismo nórdico, então ofuscado pelo Cristianismo. Também foi influenciada pelos escritos de Guido Von List e Lanz von Liebenfels, uma mistura de teosofia, paganismo nórdico, estudo do alfabeto rúnico e da magia rúnica.

 Em 1918, Rudolf Freiherr von Sebottendorf estabeleceu uma sucursal em Munique. Sebottendorf viveu em Istambul por vários anos, onde formou uma sociedade secreta em 1910, que combinava o sufismo esotérico e Maçonaria.

 O grupo reunia-se todos os sábados nos quartos espaçosos e luxuosos do hotel de luxo “Vierjahreszeiten” (Quatro Estações).

 Thule-Gesellschaft era o nome de um grupo de estudiosos da história alemã, já existente há vários anos, sob a direção de Walter Nauhaus, que autorizou Von Sebottendorff usar esse nome como um pseudônimo de Germanenorden Walvater. A Germanenorden era um grupo secreto de estudiosos da história alemã, formada em Berlin em 1912 e dirigido até então por Theodor Fritsch, Phillip Stauff e Hermann Pohl. Durante a Primeira Guerra Mundial foi dividido em dois grupos, o original Germanenorden e Germanenorden Walvater.

Ao redor do barão Rudolf von Sebottendorf formou-se um círculo que passou da ‘‘ordem germânica’’ para a ‘‘Sociedade Thule’’ em 1918 em Bad Aihling. Além das práticas da Golden Dawn, tais como o tantrismo, ioga e as meditações orientais, eles se entregavam à magia, à astrologia, ao ocultismo, decifravam o saber dos templários e procuravam estabelecer uma ligação entre esses domínios e a política.

A Sociedade Thule dividiu-se, mais tarde, em dois ramos, o ramo esotérico, do qual Rudolf Steiner fazia parte, e o ramo exotérico, do qual os nazistas tomaram, mais tarde, a direção. Este ramo exotérico terminou por extinguir-se junto com o nazismo.

O ramo esotérico sobrevive até nosso dias e será o condutor das transformações necessárias para a humanidade.

Infelizmente, por ignorância e desinformação proposital, o nome da Sociedade Thule vem sendo difamado até nossos dias. A Sociedade Thule atual resgata os estudos ancestrais, esotéricos e nada tem com aqueles que se deixaram envolver com o nazismo na primeira metade do século XX. Qualquer afirmação nesse sentido revela total desconhecimento dos fatos.

A luta entre o bem e o mal logo chegará ao seu clímax, o homem não viverá eternamente debatendo-se contra suas próprias paixões. A humanidade está às portas da autodestruição, mas, não chegará ao aniquilamento; formas além da imaginação trabalham para romper os elos que vinculam os homens aos preconceitos.

 Princípios

Nossos Princípios

A Humanidade está próxima dos maiores acontecimentos de sua história

Advogamos a reforma das condições sociais escravizadoras da alma, a educação universal das massas e a liberdade civil.

I – Existência de um Deus, onipresente, eterno, ilimitado e imutável. O instrumento deste deus é o Vril, chamado em tibetano de Fohat, uma força eletro-espiritual que imprime o plano divino na substancia cósmica como “leis de natureza”.

II – Periodicidade. Toda criação está sujeita a um ciclo ilimitado de destruição e renascimento. Estes ciclos sempre culminam em um nível espiritual superior ao ponto de partida.

III – Unidade fundamental entre todas as almas individuais e a deidade, entre o microcosmo e o macrocosmo.

Missão e Objetivos

Despertar o ser humano, abrindo-lhe uma nova visão do mundo e que lhe permita assumir o controle da sua própria vida, tornando–se uma fonte de Luz para a humanidade. O futuro não pode ser a continuação do presente.

Objetivos

Fornecer ao Brasil supremacia em pesquisas cientificas, novas tecnologias e estudos esotéricos;
Reunir todas as pessoas sensíveis que possam trabalhar em conjunto para encontrar as portas que conduzirão a humanidade a um novo estado de consciência;
Preservar a Sabedoria Hiperbórea, o conhecimento dos antepassados e assegurando que venha ser aumentado através de contribuições recentes;
A preservação da Magia Enochiana;
Selecionar e treinar uma elite de cavalheiros iniciados no ensino da “grande obra” e nos segredos da guerra espiritual;
Manter observação permanente sobre a evolução da história, registrando todos os eventos importantes em todos os séculos a partir da perspectiva Hiperbórea;
Treinar os Guerreiros para atender estes objetivos, viajando pelo mundo em conformidade com sua missão;
Reunir todas as pessoas sensíveis que possam trabalhar em conjunto para encontrar as portas que conduzirão a humanidade a um novo estado de consciência.
A Sabedoria Hiperbórea deve ser confiada a uma elite de Guerreiros e destinada para uso no bem da humanidade.

Este é um mistério que ninguém vai quebrar antes da hora certa.

Gnose

A situação do universo é pautada por uma grande Guerra Cósmica onde um grupo de seres, que consideramos traidores, trata de prender e subjugar o Espírito Humano e o outro grupo de seres leais trata de libertá-lo de suas correntes materiais. Ambos seguem uma estratégia nesta guerra: os Seres Leais uma estratégia de Libertação e os Seres Traidores uma estratégia de acorrentamento cujo contexto social e cultural se conhece como a ordem atual que vivemos.

A Gnose mostra a situação real do homem como Espírito acorrentado e aporta uma doutrina que se orienta a produzir o Despertar Espiritual e a Libertação Final.

O principal objetivo é “saltar todas as muralhas” e chegar até o prisioneiro, o “Eu”, com uma mensagem de duplo significado:

Primeiro:  Despertar;

Segundo:  Orientar.

Para Isso “transmitimos a mensagem”, carismaticamente, há muitos milênios. Alguns a ouvem, despertam e partem; outros, porém, continuam na confusão.

Aldebaran

A estrela Aldebaran (ou alfa Tauri) é a estrela mais brilhante da constelação de touro. É conhecida popularmente como o olho do touro, pois sua localização na imagem sugerida para a constelação ocupa sensivelmente a posição do olho esquerdo do Touro mítico.

O seu nome provém da palavra árabe al-dabarān que significa “aquela que segue” – referência à forma como a estrela parece seguir o aglomerado das Plêiades durante o seu movimento aparente ao longo do céu. Aldebaran é uma das estrelas mais facilmente identificáveis no céu noturno, tanto devido ao seu brilho como à sua localização. Identificamo-la rapidamente se seguirmos a direção das três estrelas centrais da constelação de Orion (designadas popularmente por “três Marias”), da direita para a esquerda, no hemisfério sul – Aldebaran é a primeira das estrelas mais brilhantes que encontramos no seguimento dessa linha. É uma estrela de tipo espectral K5 III (é uma gigante vermelha-laranja), o que significa que tem cor alaranjada; tem grandes dimensões, e saiu da sequência principal do Diagrama HR depois de ter gasto todo o hidrogênio que constituía o seu “combustível”. Atualmente, a sua energia provém apenas da fusão de hélio da qual resultam cinzas de carbono e oxigênio. O corpo principal desta estrela expandiu-se para um diâmetro de aproximadamente cerca de 40 vezes maior que o Sol. Localiza-se a 65 anos-luz da Terra, e sua luminosidade é 150 vezes superior à do Sol, o que a torna a décima terceira estrela mais brilhante do céu (0,9 de magnitude).

Os povos nórdicos da TERRA tem profunda ligação colonial com os seres de Aldebaran e de Lira. Os deuses Thor, ODIM, as Valkirias e outras lendas estão baseados no envolvimento direto desses seres de Aldebaran.

Os Hiperbóreos

Olhemo-nos de frente. Somos Hiperbóreos, e sabemos muito bem como vivemos distantes. “Nem por terra nem por mar encontrarás o caminho que conduz aos Hiperbóreos – como já dizia Píndaro de nós. Para além do Norte, dos gelos, da morte – a nossa vida, a nossa felicidade… Descobrimos a felicidade, conhecemos o caminho que a ela conduz, encontramos a saída após milhares de anos de labirinto. E quem além de nós, a encontrou? – O homem moderno, talvez? – “Eu nem sei sair nem entrar; sou tudo aquilo que não sabe sair nem entrar” – suspira o homem moderno… E é dessa modernidade que enfermamos – da paz apodrecida, do compromisso covarde, de toda a virtuosa imundície do moderno Sim e Não.

Friedrich Nietzsche, 1888

Segundo lendas ancestrais, que a cada momento se tornam mais passíveis de comprovação, a origem das raças na Terra, ocorreu na Lemúria, situada à altura do atual Oceano Pacífico, há 50.000 anos atrás.

Durante bilhões de anos, o complexo pastoso e efervescente que formou a capa externa da Terra, começou a solidificar-se.

O primeiro elemento sólido e rochoso emergiu da periferia terrestre, até então formada de lavas quentíssimas e gelatinosas, vindo a constituir o continente primordial do nosso planeta, a Lemúria, a Terra de Mú.

O homem primitivo assemelhava-se a um animal, porém já demonstrava uma certa aptidão para colocar-se de pé, na postura vertical.

Surgem os primeiros selvagens de compleição melhorada, tendendo à elegância dos tempos do porvir, mas neles ainda não se haviam manifestado a emoção, nem a inteligência.

Atlântida – os mestres de luz

Chegaram, então os arianos, os povos atlantes da Raça Azul.

Mestres de Luz de corpos etéricos, fluídicos, não físicos, que já vinham estudando o povo da Lemúria, com preceitos religiosos elevados e que deram origem, mais tarde, aos povos nórdicos e celtas.

Mentes não corpóreas que podiam se projetar no mundo material e que começaram a interagir com os corpos dos antigos Lemurianos.

Comunicavam-se por imagens, através das mentes. A linguagem escrita e falada só apareceu depois, quando necessária, por conta de suas experiências corpóreas. Eles progrediram e procriaram.

À medida que isso acontecia, suas habilidades telepáticas foram diminuindo e sua memória natal se desvanecendo. Para isso, passaram-se milhares de anos.

Eles gostaram da forma daquela criatura que consideraram “superior” e foram se esquecendo de suas origens, mergulhados na sensualidade que os corpos físicos podiam lhes proporcionar.

Os primeiros Atlantes eram fisicamente muito grandes, daí o mito dos Titãs, gigantes mitológicos.  Alguns viviam centenas de anos no mesmo corpo, mas acabaram descobrindo a fragilidade dos mesmos, e com ela, a morte.

Surgiu então a corrupção e a ruptura de valores.  Os vícios e o materialismo se desenvolveram a níveis sem precedentes, degenerando a evolução e renegando as forças da natureza.

À medida que eles se reproduziam biologicamente, seu tamanho físico começou a diminuir, já que sua base antropóide havia, há muito, escapado a seu controle consciente.

A poluição da biosfera se tornou imensa e esse vácuo fraturou a crosta terrestre, e alterou o eixo de todo o planeta, causando os terremotos e maremotos que fizeram com que a Atlântida física sumisse da face da Terra.

Atlântida passou, então, por 4 fases de purificação, a partir dos 4 elementos: incêndios (fogo), terremotos (terra), furacões (ar) e o dilúvio (água).  Com esta última fase, a sua destruição total veio a ocorrer, arrastando consigo seus milhões de habitantes.

Entretanto, alguns mais sábios ou mais conscientes, perceberam a perda de seus poderes mentais e notaram que esse meio ambiente por eles criado, era uma violação da natureza divina e escolheram permanecer como criaturas de luz.

Foram esses os que conseguiram escapar, levando todas as tradições e ensinamentos sagrados, dos grandes Mestres de Luz.  Esse grupo se dividiu pelos outros blocos continentais da Terra, onde passaram a transmitir sua sabedoria.

Para preservar a semente humana da destruição, e assim permitir o prosseguimento da evolução do Ser, esses grupos de criaturas, criaram as futuras civilizações.

As regiões dos atuais México (com Quetzal-Coatl), Peru (com Manco-Capac), Índia (com Vaisvávata), Egito (com Osíris), China, Escandinávia e Cáucaso, foram as escolhidas pelos iniciados, para receber os enviados Atlantes e ali construírem os núcleos das futuras comunidades.

Esses ensinamentos dos Mestres de Luz que saíram da Atlântida, foram inseridos em cristais de quartzo, durante vários anos antes do grande cataclismo, por estes iluminados, sabedores do futuro.

Estes cristais, posto que matéria viva, foram cultivados e canalizados, pelos meios eletromagnéticos da Terra, com conhecimentos, história, sabedoria e as próprias mentes dos Mestres, formando grandes reservatórios e arquivos, para serem espalhados pelos 7 lugares escolhidos na Terra.

Foram polidos e lapidados até receberem a forma de crânios humanos, de límpido cristal transparente.

De fato, várias vidas, várias memórias puderam ser depositadas nesses cristais.

Esses locais escolhidos são, atualmente, chamados de Centros de Luz, os chakras do planeta, pontos físicos energéticos de grande poder psíquico.  Em cada um deles, há parte do conhecimento total.

Quando todos os crânios forem descobertos e reunidos, seremos guardiões da Sabedoria Divina.  Mas essa hora ainda não chegou.  Atualmente já foram descobertos cristais no Peru (em 1924) e na Grande Pirâmide do Egito.

Os hiperbóreos – o povo mágico

Os Atlantes que seguiram para a atual Escandinávia, já encontraram colônias de sua raça, para lá emigradas anteriormente, e fizeram com que esse povo chamado Hiperbóreo, ganhasse forte impulso civilizador.

Após várias transformações operadas no tipo biológico, por efeito do clima, dos costumes e dos cruzamentos, os Hiperbóreos conseguiram estabelecer os elementos etnográficos essenciais e definitivos do homem branco, de estatura alta, cabelos ruivos, olhos azuis, feições delicadas.

Nessa época, o continente começou a sofrer um processo de intenso resfriamento, que tornou toda a região, inóspita, hostil à vida humana.

Por essa razão, os Hiperbóreos foram obrigados a emigrar em massa para o sul, invadindo o centro do planalto europeu, através de florestas iluminadas por auroras boreais, acompanhados de cães e impulsionados por mulheres videntes.

Essa raça inventou o culto ao Sol e à Lua, tornou o fogo sagrado e trouxe para o mundo, a nostalgia do céu, prostrando-se ante seus esplendores, em uma adoração absoluta.

Dizia-se que Pitágoras era uma encarnação de Apolo Hiperbóreo. Os hiperbóreos estão ainda presentes no mito de Perseu: depois de viajar ao extremo Ocidente em busca das Gréias e forçá-las a revelar o paradeiro da Medusa e como derrotá-la, elas o enviaram para o país dos hiperbóreos, onde certas ninfas lhe entregariam os objetos mágicos que lhe permitiriam derrotar a Medusa.

O país também é citado no mito de Héracles, que em seu quarto trabalho persegue a corça de Cerinia por um ano, em direção ao norte, através da Ístria (a terra do rio Istra, atual Danúbio), e chega ao país dos hiperbóreos, onde é benevolamente acolhido por Ártemis. Nas versões mais antigas do trabalho de busca aos pomos de ouro, é também no país dos hiperbóreos que o herói encontra Atlas sustentando o céu (que em outras versões, é localizado no extremo Ocidente).

Thule

No século XVIII, o astrônomo francês Jean-Sylvain Bailly, considerando tábuas astronômicas indianas que ele acreditava terem sido compiladas muito ao norte da Índia (paralelo 49º), lendas zoroastristas segundo as quais os ancestrais dos iranianos vinham do “polo norte” e o mito grego dos hiperbóreos, concebeu uma pré-história segundo a qual a Atlântida situara-se no extremo norte quando o mundo era mais quente – no arquipélago norueguês de Spitzbergen ou, talvez, na Groenlândia ou em Nova Zemlya.

Ainda não se ouvira falar da fissão nuclear, dos processos de desintegração radioativa que, sabe-se hoje, mantém quente o interior da Terra (e muito menos do processo de fusão do hidrogênio que sustenta o calor do Sol). Os astrônomos pensavam que nosso planeta havia esfriado continuamente a partir da bola de lava que fora há não mais que algumas dezenas de milhares de anos. Segundo essa ideia, o mundo devia ter sido bem mais quente há alguns milênios e, dentro de alguns mais, estaria completamente congelado.

Por isso, especulou Bailly, à medida que o clima esfriou, os atlantes se mudaram para a Sibéria, entre os rios Obi e Yenisei e depois para o Altai, no paralelo 49 (onde hoje se encontram as fronteiras da Rússia, China, Mongólia e Cazaquistão), a partir do qual se espalharam para a Índia, a Pérsia e a Europa. Segundo Bailly, “é coisa muito notável que o esclarecimento pareça ter vindo do Norte, contra o preconceito comum que a terra foi esclarecida, como também povoada a partir do Sul…”  Tenta então mostrar que, de acordo com todas as lendas e a sabedoria antiga, “quando a humanidade começou a se reconstituir depois do Dilúvio de Noé, o mais puro fluxo de civilização desceu do norte da Ásia para a Índia que hoje tem a evidência de possuir o sistema astronômico mais antigo da Terra.” Segue afirmando que, na maioria das antigas mitologias, parece existir a “memória racial” de uma “origem racial” no Norte distante e, subsequentemente, uma migração gradual para o Sul.

A Lua e a Civilização

A ciência está criando, ante nossos olhos, uma nova mitologia. O universo astronômico se mede por bilhões de anos luz. O número de galáxias calculado no céu atinge igualmente o bilhão. No infinitamente pequeno, o átomo se tornou um mundo incompreensível quase inteiramente vazio e no entanto carregado de forças explosivas inconcebíveis que podem ser desencadeadas.

No domínio humano, que significa para nós, inevitavelmente, o meio termo entre o infinitamente grande e o infinitamente pequeno, a cronologia recuou suas datas de partida. O homem existe sobre a Terra há quinhentos mil anos e talvez há um milhão de anos.

A habitação do homem, o planeta Terra, se tornou mais misteriosa que antigamente, aos nossos olhos. Não sabemos mais quase nada de seu interior. O antigo fogo central, terror de nossas infâncias, que lembrava estranhamente o inferno, desapareceu e nos dizem agora que o centro da Terra não é provavelmente mais quente que um confortável fogo de lenha.

As teorias da evolução da superfície terrestre, da deriva dos continentes, dos afundamentos sensacionais passam à categoria dos mitos, sem, no entanto, deixarem de apresentar possibilidades.

Não se sabe mais nada de certo, e tudo se torna possível. Então a imaginação humana, que um século ou dois de ciência haviam um pouco tolhido, retoma forças e se põe a utilizar alguns dos dados da nova ciência. Mas a imaginação humana parece ser uma constante. Ela está decidida, não tanto a criar novas imagens, quanto a revalorizar tradições muito antigas, às quais está ligado a homem, desde que ele se conhece.

É deste modo que uma das mais velhas lendas de nossa civilização, a história da Atlântida contada por Platão, em nossos dias mudou de aspecto e novamente se tornou crível.

Há cerca de 300.000 anos, uma civilização muito desenvolvida, e muita diferente da nossa, se estabeleceu nos Andes, numa altura de 3.000 ou 4.000 metros sobre o oceano Pacífico atual. Mas o oceano de então subia a esta altitude sobre as montanhas e a civilização de TIAHUANACO se situava à beira mar. Quer dizer que o ar aí era respirável, enquanto que agora ele quase não o é mais, nestas regiões.

Por que a água e o ar estavam acumulados nesta altura? É que o satélite da Terra de então, do gênero de nossa Lua atual, estava apenas a distância de 5 a 6 raios terrestres de nós. Em lugar duma maré comparável à de hoje, que sobe e desce porque nossa Lua está a 60 raios terrestres de nós, a maré de então, atraída por uma gravitação lunar muito mais forte, não tinha mais tempo de descer: esta Lua poderosa girava demasiadamente depressa em volta da Terra. Todas as águas do mundo estavam também represadas numa maré permanente que formava uma faixa em volta do nosso planeta. Esta faixa fixa subia a mais de 3000 metros, nos Andes.

Isto é provado por uma linha de depósitos marinhos que se pode seguir por 800 quilômetros, nestas altitudes.

Desta civilização de TIAHUANACO, da região do Titicaca em geral, nos restam ruínas gigantescas. Os mais antigos cronistas da América do Sul nos informam que quando os Incas chegaram até estes locais aí encontraram estas ruínas mais ou menos no estado do que estão hoje e datando para eles já de uma incomensurável antiguidade. Os Incas, bastante supersticiosos, decidiram se estabelecer mais adiante.

As pedras talhadas apresentam na verdade caracteres que não se encontram em nenhuma outra parte até o presente. Primeiro, suas dimensões, numa das estátuas, numa só pedra, tem mais de sete metros de altura e pesa dez toneladas. Há dúzias de estátuas monolíticas neste gênero, todas transportadas de longe.

A maneira de trabalhar a pedra é também única. Vários pórticos ou paredes com portas e janelas, são duma só pedra. Em lugar de arrumar pedras empilhadas em torno dum orifício, como fazemos, esta gente pegava uma enorme pedra, de vários metros de comprimento e de altura, e espessa na proporção, colocava esta pedra no lugar do edifício e depois cortavam dentro as aberturas desejáveis.

Estamos, pois, diante de provas de meios de trabalho que a humanidade não conheceu. Talvez somente em nossos dias pudéssemos refazer tudo isto, com nossos instrumentos mais modernos, mas não o faríamos, e por muitas razões: sociais, econômicas, religiosas e financeiras. Pois havia aí também uma civilização cujos princípios eram diferentes dos nossos.

Do aspecto intelectual desta civilização possuímos também dados.

Primeiro, em 1937, as esculturas de um destes pórticos monolíticos foram decifradas. Elas constituem um calendário bem mais organizado que os nossos: este calendário começa num solstício e é dividido por solstícios e equinócios. Seus doze meses e suas semanas correspondem a estados repetidos do satélite, no céu. As figurações registram não somente o movimento aparente, mas também o movimento real do satélite. Lembremos, por comparação, que nosso calendário não começa em parte alguma, astronomicamente falando; nossos meses e nossas semanas não referem as fases da Lua, e não sabemos, geralmente, que a Lua tem um movimento real diferente do seu movimento aparente.

Dito de outro modo, os homens de TIAHUANACO eram intelectualmente mais desenvolvidos que nós.

Artisticamente, o polido de suas estátuas, a harmonia nas suas proporções, as expressões obtidas pelo escultor na face de seus personagens estão bem além do que sabemos fazer hoje, no nível de Miguel Ângelo e das esculturas impressionantes do Egito. Isto nos força a supor não somente um desenvolvimento intelectual, mas um desenvolvimento espiritual superior ao nosso. É bem verdade que por mais orgulhosos que sejamos de nossas aquisições intelectuais, não nos vangloriamos mais de um alto desenvolvimento espiritual no nosso século XX: somos levados mais facilmente a negar o espiritual, opondo a ele o intelectual.

Mas a cosmografia do austríaco HOERBIGER, o criador destas novas concepções do sistema solar, nos coloca ante uma ideia mais perturbadora ainda.

A Lua não é o primeiro satélite da Terra. Houve várias Luas: um satélite circulou em torno da Terra em cada um dos períodos geológicos.

Por que, com efeito, há períodos geológicos tão abruptamente distintos uns dos outros? É que no fim de cada período – e isto era o que causava seu fim – um satélite veio cair sobre a Terra. A Lua não descreve em torno da Terra uma elipse fechada, mas uma espiral que vai se estreitando e que terminará por fazê-la cair sobre a Terra.

Houve, pois uma Lua do primário que caiu sobre a Terra, depois uma Lua do secundário, depois uma do terciário. Antes de cair, quando sua espiral estava muito perto da Terra, cada uma destas luas se dissolvia, os sólidos, os líquidos, os gases se separavam por causa de suas resistências diferentes à gravitação; deste modo o satélite rodando demasiadamente depressa retomava suas partículas lentas e se transformava num anel, como os anéis de Saturno que estão neste estado atualmente. E enfim, a espiral se apertando, o anel tocava a Terra e todo o satélite se esmagava, mais ou menos em círculo, em torno do nosso planeta. Tudo que estivesse embaixo, planta ou animal era enterrado em tais condições que se fossilizava: por falta de ar, por pressões. Pois somente se encontram fósseis destes períodos. O organismo enterrado em nossas épocas não se fossiliza, apodrece. Também só temos pelos fósseis testemunhos excessivamente fragmentários sobre a história da vida.

Mas bem antes deste esmagamento, durante períodos de centenas de milhares de anos, a Lua gira em torno da Terra, à distância de 4 a 6 raios terrestres, bastante regularmente, porque o mês lunar é igual então ao dia terrestre. Os dois astros giram juntamente, até que a queda da Lua se acentue e que a Lua se ponha a girar mais rápido que a Terra.

Durante este período fixo do satélite aproximado, o peso de todos os objetos e de todos os seres terrestres é consideravelmente diminuído, porque a força da gravitação lunar os atrai para cima, e compensa uma grande parte da gravitação terrestre. Ora, é a gravitação que nos dá nossa altura: nós só crescemos à altura e ao peso do corpo que podemos conduzir. Pois, nestes períodos de peso diminuído, os organismos aumentam mais. Assim são criados os gigantes.

Provas?

No fim do primário, encontramos, com efeito, os vegetais gigantes, que, enterrados pela queda do satélite, darão a hulha.

No fim do secundário, encontramos, com efeito, animais de trinta metros de comprimento, diplodocus e outros, fossilizados por seu enterramento quando da queda do satélite secundário. Talvez também mamíferos gigantes. Pois nestas épocas, os seres aliviados de seu peso puderam se erguer sobre pernas e pés; e sua caixa craniana alargada permitiu a expansão do cérebro. Outros bichos começaram a voar: os insetos gigantescos do primário, os pássaros do secundário.

Depois, nos períodos sem Lua, somente sobreviveram os espécimes destas mutações bruscas: sobreviveu o que pôde se adaptar à nova gravitação, sem dúvida diminuindo também as proporções muito grandes.

Assim pois, os homens comuns se formaram durante o terciário, antes da aproximação da nova Lua, homens menores, mais pesados, menos inteligentes: nossos antepassados. Porém raças gigantes e inteligentes, provindas do secundário, há talvez quinze milhões de anos, continuaram a existir, e são estes gigantes que civilizaram os homens. Todas as antigas mitologias do Egito e da Grécia à Escandinávia, da Polinésia ao México, referem unanimemente que os homens foram civilizados por gigantes e deuses. É o Titã Prometeu que tirou os homens de sua selvageria. A  Bíblia dá testemunho sobre os gigantes reis dos povos combatidos pelos primeiros Hebreus.

Assim pois, as ruínas gigantescas, e no entanto feitas para o tamanho humano de Tiahuanaco se explicam: senhores gigantes ajudaram e dirigiram seus súditos humanos nestes trabalhos. Os grandes circos do Titicaca não são cobertos, mas apenas rodeados de paredes. Os reis gigantes podiam aí sentar diante dos homens súditos.

O caráter pacífico e protetor deste primeiro reino de gigantes sobre os homens se afirma em toda parte. Aliás é suficiente ver as fisionomias dos gigantes de pedra de Tiahuanaco a expressão de soberana bondade e de sabedoria, que é notável. É a idade de ouro dos Antigos.

E as estátuas gigantescas são as estátuas dos reis-gigantes. Por que os homens se teriam esgotado em transportá-las e em talhá-las? Entre homens apenas, a altura humana teria sido suficiente.

São os próprios gigantes que foram os escultores de suas imagens.

Mais tarde, no Egito, e um pouco em toda parte, uma vez os gigantes desaparecidos, os homens se cansaram tentando evocar e ressuscitar o tempo e as imagens dos deuses. Reencontramos em nossos dias, nas ilhas vizinhas da Nova-Guiné, infelizes selvagens que ainda erigem dolmens e menhires sem mais saber por que, como nossos antepassados fizeram antigamente na Bretanha, na Inglaterra e em outros lugares.

Pois a idade de ouro dos gigantes complacentes e civilizadores durou apenas algum tempo. Com efeito, a Lua terciária que os gigantes e os homens de Tiahuanaco conheceram termina por vir, por sua vez, se esmagar sobre a Terra. Então a gravitação lunar cessou. As águas dos oceanos caíram: nada retinha mais a faixa marinha dos trópicos. Os mares refluíram sem dúvida até os polos não deixando à descoberto senão os mais altos maciços montanhosos. Formidáveis oscilações das águas destruíram homens e civilizações um pouco em toda a parte da Terra, e enfim o nível atual dos mares se estabeleceu mais ou menos. O que restou?

Os refugiados ou os isolados das altas montanhas, como diz Platão.

Porém nos Andes, por exemplo, o próprio ar se tornara irrespirável: agora a 4 mil metros acima do mar. Uma civilização amplamente marítima se tornara impossível: o mar havia desaparecido. Os sobreviventes não poderiam senão descer em direção aos pântanos descobertos pela retirada do mar: sua civilização estava perdida com o seu próprio solo, seus navios, seus instrumentos, sem dúvida a maior parte de seus sábios: pois os sobreviventes devem ter sido pouco numerosos. Os grandes movimentos dos mares haviam destruído subitamente as cidades, e se encontram em torno de Titicaca obras de pedra evidentemente abandonadas de repente.

A civilização devia recomeçar quase do nada.

As velhas mitologias aqui tomam um sentido e nos ajudam a compreender. Algumas das raças gigantescas degeneraram de tal modo que elas se tornaram canibais e pegaram os homens para alimento. Os gigantes ogres se encontram em todas as tradições.

Outros gigantes permaneceram mais civilizados e lutaram contra as ferocidades da decadência. Todos os povos se lembram das lutas terríveis entre os gigantes e os deuses: os homens evidentemente tomaram por deuses aqueles que os protegiam. Hércules é um dos deuses mais antigos, na Grécia como no Egito: é o gigante bom que destrói os gigantes maus. O próprio Júpiter não pode vencer os Titans sem o socorro de Hércules.

Depois naturalmente os gigantes se enfraqueceram: fisiologicamente, nos períodos de Lua longínqua, eles não podiam mais carregar seus pesos e seu cérebro também degenerou. E então os homens exterminaram os monstros. David matou Golias. A arma de propulsão dos pequenos homens fez que desaparecessem os gigantes tornados mais ou menos estúpidos. Até nos contos de fadas, onde Hugo se maravilha:

De voird’affreux géants trés bêtes

Caincus par les mains pleins d’esprit.

Em ver terríveis gigantes muito tolos

Vencidos pelos anões cheios de espírito

Assim chegamos à aurora de nossa história, a que começa há alguns seis ou sete mil anos. Os gigantes estão exterminados.

Restam relatos que apenas se acreditam: como Uranos e Saturno devoravam seus filhos; como os Hebreus entrando na terra prometida encontraram o leito de ferro dum rei gigante que tinha quatro ou cinco metros de altura. Como antigas civilizações haviam desaparecido em cataclismos e a história da Atlântida não é senão um episódio destes desmoronamentos. Restam inexplicáveis testemunhos. As estátuas gigantescas, a ilha de Páscoa, Karnak e Stonehenge, os últimos selvagens do Pacifico.

Mais inexplicáveis, no final, que todos os relatos e todos os testemunhos, há os sonhos incoercíveis. Todas as gerações de homens que conhecemos sonharam e sonham ainda, com a grande civilização desaparecida, origem de todas as nossas, da Atlântida e os bons gigantes; e todas as gerações continuam também os pesadelos de catástrofes, de derrocadas e de decadências.

E a psicanálise e a análise psicológica mais recentes se reduziram gradualmente à hipótese última tão difícil de aceitar, mas tornada de mais em mais inevitável: que há atrás de tudo isto alguma coisa de irremediavelmente verdadeira. O mundo e sua história são bem mais prenhes de catástrofes e de maravilhas do que acreditamos até aqui.

Se se busca uma Atlântida que seja a fonte de todas as civilizações e que faça a síntese de todas as tradições, pode-se acreditar que esta sociedade dos Andes, há trezentos mil anos, foi a Atlântida. Em lugar de desaparecer sob o mar, ela foi abandonada pelo mar e pereceu do mesmo modo. Depois do restabelecimento da tranquilidade dos mares, os homens perdidos que viviam na Europa e se lembravam da antiga mãe dos povos pela qual haviam sido colonizados e civilizados, devem ter se aventurado em direção ao Oeste para reencontrá-Ia. Mas até Cristóvão Colombo, não encontraram jamais terra: seus navios eram muito pequenos, seus equipamentos demasiadamente magros, sua navegação muito insuficiente. A tradição deveu se estabelecer que este continente havia afundado: por mais longe que se fosse em direção ao Oeste não se encontrava mais nada. O oceano estava vazio. Os Gregos findaram por dizer que deste lado se chegava às ilhas felizes, onde só abordavam os mortos.

Mas é uma tradição mais curta e menor que conta Platão. Ele coloca a catástrofe somente há alguns dez mil anos e é a inundação que a causa. A teoria de Hoerbiger nos permite situar também, neste tempo e neste espaço do Atlântico Norte, uma outra Atlântida mais modesta, porém ainda muito impressionante. A catástrofe dos Andes pode se situar a duzentos e cinquenta mil anos. Desde esta data a Terra ficou sem satélite até o aparecimento de nossa Lua atual. Esta Lua era um pequeno planeta que, como todos os planetas, girava em torno do Sol numa espiral estreitante. Os pequenos planetas espiralam para o Sol mais rapidamente que os grandes porque sua força de inércia é menor: eles conduzem menos da potência da explosão primitiva que as lançou longe do sol. Pois, na sua espiral reentrante mais rápida, os pequenos planetas alcançam os grandes.

Acontece fatalmente que um pequeno planeta passe demasiado perto de um grande planeta, e então a gravitação do grande planeta, nesta distância, é mais forte que a gravitação do sol. O pequeno planeta se põe a espiralar em volta do outro, e se torna um satélite.

Assim nossa Lua atual foi captada pela Terra há uns doze mil anos.

Nova catástrofe sobre a Terra nesta época: o globo terrestre tomou sua forma insuflada nos trópicos, os ares, as águas e mesmo o solo, sendo atraídos pela gravitação lunar, como ainda hoje. Os mares do Norte e do Sul refluíram para o meio da terra. Concebamos que uma civilização se havia estabelecido entre trezentos mil e doze mil anos sobre planos elevados acima do mar entre o 40° e o 60º grau de latitude norte; e eis esta civilização novamente destruída, desta vez por submersão: as águas do Norte a cobrem em uma noite, como o refere Platão, e mais ao Norte, idades glaciárias recomeçam sobre as terras desnudadas de ar e de água por atração da Lua iniciante.

Duas Atlântidas possíveis, e uma bem posterior à outra e dela derivando, se apresentam assim a nós. As duas aliás nos serão necessárias se quisermos integrar todas as tradições de que temos os fragmentos dispersados por toda a Terra desde a mais alta antiguidade.

Denis Saurat (L’Atlantide et le règne des géants (1954) – Éditions J’ai lu L’Aventure mystérieuse N°A187)

Eis aqui a verdade oculta por trás do simbolismo de Adão e Eva e do Diluvio. O conhecimento que foi oculto por sacerdotes desejosos de poder e de manipulação. Adão e Eva representam o mundo anterior, destruído pelas inundações, simbolizadas pelo diluvio bíblico.

“Não pensem que eu vim trazer paz ao mundo. Não vim trazer a paz, mas a espada”, disse Jesus.

Jesus sabia bem disso e pretendia levar seus seguidores para a Luz da Verdade que os libertaria. Jesus se tornou perigoso para Reis e Sacerdotes e por isso foi condenado. Seus ensinamentos foram pervertidos e se tornaram instrumento de dominação da Ordem Mundial estabelecida.

Está bem entendido que em Adão a humanidade inteira conheceu seu mais alto aperfeiçoamento, sua mais alta ciência, e que tudo que podemos saber consiste em alguns fragmentos deformados e insuficientes do que Adão soube. O paraíso foi perdido. E no entanto os verdadeiros sábios nele ainda têm acesso.

O verdadeiro Adão existe sempre. O verdadeiro paraíso é interior. Mas entre nós e este Paraíso, há toda uma série de mundos, em parte materiais e em parte espirituais, que são a transposição em outras dimensões atuais de mundos que existiam no passado ou estão ainda para vir.

O ocultamento da Verdade forma parte do plano orquestrado para que os homens não possam despertar e muito menos rebelarem-se. Trata-se para que os seres humanos permaneçam confusos, enganados e adormecidos, para que nunca cheguem a imaginar quem são realmente e em que situação se encontram. Trabalha-se para que nunca conheçam a verdade do que ocorreu, nem em que consiste seu presente, nem qual será seu futuro. Pretende-se que nenhum homem possa jamais conhecer as respostas corretas às três perguntas fundamentais:

Quem sou eu? Por que estou aqui? O que devo fazer?

Mas a Verdade nunca desaparece. Perseguida e ocultada, sempre lutará para sair à luz. O pior que pode ser feito com a Verdade é proibi-la.

Nas iniciações Gnósticas, as pessoas recebem certo conhecimento secreto. Este não é um conhecimento qualquer, mas sim um conhecimento que produz mudanças notáveis no aspirante. Trata-se de um conhecimento especial que tem o poder de transformar quem o escuta. Os Gnósticos dão uma importância capital a esse tipo de conhecimento (Gnose significa isso: conhecimento). Por isso, para todo o Gnóstico a salvação não se alcança pela fé, mas sim pelo conhecimento. Este conhecimento secreto, transmitido durante a iniciação, não é o final do caminho, mas sim o princípio. Este conhecimento tem o poder de despertar e orientar o aspirante a sua meta final: a libertação do Espírito. Uma vez recebido e estudado, este conhecimento vai transformando o iniciado paulatinamente, por etapas. Para alcançar a mudança radical a que aspira, a transmutação final pelo Espírito, o iniciado deverá lutar permanentemente e sem descanso. A recordação e o impacto da iniciação lhe darão forças para não retroceder jamais nem esquecer sua meta.

A Nova Era

Desde 21 de dezembro de 2012 o Planeta Terra entrou definitivamente no disco de radiação da estrela Alcyone, chamado cinturão de fótons.

A cada dez mil anos o Sistema Solar penetra nesse anel de fótons, no qual permanece por dois mil anos, ficando mais próximo de Alcyone. A última vez que a Terra passou por ele foi durante a “Era de Leão”, há cerca de doze mil anos. Na Era de Aquário, que está se iniciando, ficaremos outros dois mil anos dentro deste disco de radiação. Todas as moléculas e átomos de nosso planeta passam por uma transformação sob a influência dos fótons, precisando se readaptar a novos parâmetros. A excitação molecular cria um tipo de luz constante, permanente, que não é quente, uma luz sem temperatura, que não produz sombra ou escuridão.  Talvez por isso os hinduístas chamem de “Era da Luz” os tempos que estão por vir…

Estamos entrando novamente na Era da Luz. A última vez em que nosso planeta viveu essa fase foi há doze mil anos, durante os últimos dias da Atlântida, no final da época de ouro. A partir de então a vibração espiritual de nosso planeta tornou-se mais pesada e afeita as energias densas, facilitando o desencadeamento do ódio, insensibilidade aos valores da alma, intensificando a alienação humana em relação a sua consciência espiritual.

Então a humanidade enveredou pelo caminho do materialismo e se tornou incapaz de ouvir a voz do seu “Eu Interior”. O domínio das trevas ficou mais intenso; a humanidade terminou por perder-se.

Afastando-se da Luz, passaram a crer em oráculos de natureza duvidosa, que transmitem comandos hipnóticos para desestabilizar a conexão com o mundo original. Hoje muitos alegam não fazer mal a ninguém, mas pela vida que levam e os valores que cultuam, alimentam um sistema social excludente e do qual todos são responsáveis.

A humanidade só colhe o que planta e nada acontece por acaso. Chegará o dia em que o Homem conseguirá ascender sua sensibilidade e perceberá o mundo que lhe está velado, por sua própria comodidade e ignorância espiritual.

E esse momento é chegado agora para os Eleitos da Nova Era, que despertam para transformar o mundo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Goldem Dawn

Golden Dawn é um sistema completo de magia que, a partir de um currículo de estudos e do trabalho pessoal, organizado e constante, combinados com um programa de meditação e exercícios mágicos, permitirá ao estudante a sua caminhada para a Luz. Golden Dawn é uma escola de mistérios antigos. O adepto é instruído a desenvolver um trabalho que depende exclusivamente de si mesmo, pois a ninguém cabe dizer qual a sua vontade, exceto o próprio buscador. Desejamos conosco pessoas sinceras e preocupadas com o desenvolvimento social e progresso da humanidade. O aspirante a membro da Golden Dawn será admitido na condição de Estudante, na qual permanecerá por algum tempo, recebendo ensinamentos básicos e sendo avaliado pelas autoridades da Ordem.

 
A Tradição Rosacruz é uma derivação do hermetismo, uma rosa que floresce na Cruz da tradição hermética. A rosa também pode simbolizar a alma e a Cruz, o corpo e os quatro elementos. Em outras palavras, a alma do homem crucificada na Cruz do plano material. Esta cruz rosado pode ser semelhante ao ankh egípcio (Cruz Ansata). A tradição Rosacruz tem sua origem em um grupo de protestantes alemães, entre 1607 e 1616 (início do século XVII), quando três documentos anônimos foram elaborados e publicados na Europa: "Fama Fraternitatis Rosae Crucis", o "Confessio Fraternitatis" e o "Casamento Químico de Christian Rosenkreutz anno 1459". As publicações destes documentos provocaram imensa excitação por toda a Europa. Essas obras, declaram a existência de uma irmandade secreta de alquimistas e sábios que estavam se preparando para transformar as artes, ciências, religião, a política e o intelecto da Europa enquanto guerras, política e religião devastaram o continente.

Golden Dawn e Maçonaria

É desconhecida a época em que graus rosacrucianistas começaram a ser usados na Maçonaria, mas é certo que pelo menos um grau rosacruz foi introduzido no Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria Na segunda metade do século XIX, o crescente interesse por temas rosacrucianistas levou um grupo de mestres maçons a criarem uma sociedade, especificamente dedicada ao seu estudo. Foi a Societas Rosicruciana in Anglia (chamada, abreviadamente, de S.R.I.A), fundada em 1866 por Robert Wentworth Little, com a ajuda de Kenneth Mackenzie. Dois membros destacados dessa Ordem (que só admitia mestres maçons em suas fileiras) viriam a ser os principais arquitetos da Aurora Dourada: Dr. William Wynn Westcott, médico legista e Juiz de Instrução do distrito noroeste de Londres, que ingressou na SRIA em 1880 e viria a se tornar "Magus Supremus" Ele passou dois anos em um retiro, em Hendon, estudando Cabala, Hermetismo e Rosacrucianismo. Samuel Liddell MacGregor Mathers, um ocultista apaixonado pela cultura celta, autor de "Kabbala Unveiled" O terceiro nome ligado à criação da Golden Dawn é o do médico e maçom, Dr. William Robert Woodman. Se a Societas Rosicruciana é um mistério até para a maioria dos maçons, o que menos ainda se pode mensurar é sua influência na história das Sociedades Secretas. Três membros da Societas da Inglaterra, Woodman, Westcott e Mathers, fundaram em 1888 a famosa Golden Dawn, com estrutura e rituais baseados na Rosa-Cruz Maçônica. Por meio das Societas, a Maçonaria tem dado sua parcela de contribuição para a manutenção dos ensinamentos e filosofia rosacruciana.

História

“Um clérigo inglês, Rev. A. F. A. Woodford passeava em Londres, ao longo da Farrington Street. Entrou na loja de um vendedor de livros de ocasião e aí encontrou manuscritos cifrados e uma carta em alemão. Isto se passou em 1880. O Rev. Woodford começou lendo a carta em alemão. Essa carta dizia que aquele que decifrasse o manuscrito podia comunicar-se com a sociedade secreta alemã “Sapiens Donabitur Astris” (S. D. A.), através de uma mulher, Anna Sprengel. Outras informações lhe seriam, então, comunicadas se ele fosse digno delas.

O Rev. Woodford, maçom e Rosa+Cruz, falou de sua descoberta a dois de seus amigos, o Dr. Woodman e o Dr. Winn Westcott, todos os dois eruditos eminentes e além do mais cabalistas. Ocupavam postos elevados na maçonaria. O Dr. Winn Westcott era “coroner”, posto jurídico muito conhecido dos leitores de romances policiais ingleses. Um “coroner” desempenha ao mesmo tempo o cargo de médico legista e de juiz de instrução. Em caso de morte suspeita, reunia um júri que pronunciava um veredicto, podendo, eventualmente, haver intervenção da justiça e da polícia.

Em todo caso, Woodman e Westcott ouviram falar da “Sapiens Donabitur Astris”. Trata-se de uma sociedade secreta alemã composta, sobretudo de alquimistas. Essa sociedade, graças aos medicamentos de alquimia, salvou a vida de Goethe que os médicos comuns haviam desistido de curar.

O fato é perfeitamente conhecido e a Universidade de Oxford publicou um livro: “Goethe, o Alquimista”. A SDA parece existir ainda em nossos dias; estava ligada aos “círculos cósmicos” organizados por Stephan George, que combateram Hitler. O Conde von Stauffenberg, organizador do atentado de 20 de julho de 1944, fazia parte desses círculos cósmicos. O último representante conhecido da SDA foi o Barão Alexander von Bernus. (Autor do livro “Alquimia e Medicina”)

Westcott e Woodman decifraram facilmente o manuscrito e escreveram a Anna Sprengel. Receberam instruções para prosseguir nos trabalhos. Foram auxiliados por outro maçom, um personagem indeterminado, de nome Samuel Liddell Mathers, casado com a irmã de Henri Bergson. Era um homem de cultura espantosa, mas de idéias muito vagas. Redigiu o conjunto inédito dos “rituais Mathers”. Tais rituais se compõem de extratos do documento alemão original, de outros documentos de posse de Mathers, e mensagens recebidas pela Srª Mathers, pela clarividência. O conjunto foi submetido à SDA na Alemanha que autorizou o pequeno grupo inglês a fundar uma sociedade oculta exterior, isto é, aberta. A sociedade chamou-se “Order of the Golden Dawn in the outer”: Ordem da Aurora Dourada no Exterior. Em 1. ° de março de 1888, essa autorização foi dada a Woodman, Mac Gregor, Mathers e ao Dr. Westcott.

Em 1889, o nascimento dessa sociedade foi anunciado oficialmente. É interessante notar que foi a única vez no século XIX, assim como no século XX, que uma autoridade esotérica qualificada, a SDA, dá uma autorização para fundar uma sociedade exterior.

A sociedade começou a se desenvolver e atraiu homens de inteligência e cultura indiscutíveis. Citemos Yeats, que deveria obter o prêmio Nobel de Literatura, Arthur Machen, Algernon Blackwood, Sax Rohmer, o historiador A. E. Waite, a célebre atriz Florence Farr e outros. Os melhores espíritos da época, na Inglaterra, faziam parte da Golden Dawn. O centro ficava em Londres. Seu chefe, o Imperador, era W. B. Yeats.

Havia outros centros na província inglesa, e em Paris, onde Mathers passa a residir, de preferência.

O ensinamento diz respeito à linguagem enoquiana de John Dee, cuja tradução é dada desde o primeiro grau do primeiro nível.

O ensinamento era em língua enoquiana; sobre alquimia, e, sobretudo sobre a dominação de si mesmo. Desde o segundo degrau do primeiro nível, o candidato era tratado de maneira a eliminar todos os seus males mentais e todas as suas fraquezas.

Durante milênios o homem sonhou um estado de consciência mais desperto que seu próprio despertar. A Golden Dawn chegou a isso. Sem dúvida. O que parece não tão certo, mas pelo menos provável, foi que a Golden Dawn chegou a traduzir o alfabeto enoquiano de John Dee, e que seus dirigentes leram a obra de John Dee, a de Trithème e, talvez, o manuscrito Voynich”.

Jacques Bergier


Benefícios da afiliação Golden Dawn Brasil


Lições organizadas que levam você em um processo passo-a-passo do mais básico ao mais avançado dos conceitos;
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Iniciações de Templo e Reunião Nacional (somente após o período probatório).
Os fins para os quais a G. ‘. D. ‘. foi formada foram dois:

Primeiro, através de estudo, ensino, organização e, para servir como guardiã da Tradição Esotérica Ocidental;
Segundo, para iniciar, educar e nutrir os indivíduos chamados a desempenhar na Grande Obra, isto é, a tornar-se mais do que humano, e para alcançar a união com o Divino. Para aqueles indivíduos que são chamados para os mistérios esotéricos ocidentais, o sistema da Golden Dawn Brasil apresenta-se como um método vital, consistente e seguro para aprimoramento espiritual.
As práticas e técnicas fundamentais do sistema da Golden Dawn Brasil para o desenvolvimento psíquico são três:

A primeira é o início astral e físico;
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Todas as três são pré-requisitos para o avanço na tradição da Golden Dawn Brasil. Iniciação, por si só é inútil sem a prática repetida de técnicas rituais e trabalho cerimonial individual.

Israel Regardie transmitiu o desejo para que os estudantes da tradição da Golden Dawn continuassem o trabalho silencioso da Ordem e de seus objetivos, tal como instituídos por Mathers e Westcott, sem badalações ou alardes.

Regardie foi um homem de fortes convicções, que se opôs a vários fatores que, historicamente, rasgam grupos mágicos de todas as tradições.

Atualmente existem alguns indivíduos que, após auto iniciar-se em graus mais elevados, afirmam agora que a auto iniciação não é possível para outros, que o estudante candidato deve ir até eles para uma iniciação adequada.

Outro problema com certos cursos que se utilizam do nome da Golden Dawn é que, embora eles ofereçam material genuinamente bom, estes são apresentados de uma forma que não está relacionada com os ensinamentos originais da Ordem. Alguns grupos adicionam Thelema, ou outros elementos que são totalmente alheios ao estabelecido nos ensinamentos da Golden Dawn. Isso geralmente resulta em um currículo híbrido, que não mais se assemelha ao da Golden Dawn original, quer no conteúdo ou na sua essência.

Caminho

Reuniões templarias regulares são sempre melhores para o desenvolvimento do aluno, mas nem sempre isso é possível. Uma pequena quantidade de viagens para reuniões anuais é uma indicação da determinação de um estudante. Por isso trabalhamos um método de estudo supervisionado, com todo o simbolismo da Golden Dawn.

Usando ritual e meditação, o curso leva os alunos através de uma aplicação prática das técnicas da Golden Dawn. Ele funciona de forma diferente a partir de uma estrutura de templo regular e não oferece graus tradicionais ou até mesmo status dentro da Ordem. No entanto, oferecem formação e uma abordagem guiada pelo labirinto mágico para aqueles que estão isolados e trabalham sozinhos.

O curso é baseado na Internet. Um estudante recebe uma lição em formato PDF, que abrange um trabalho sério de um grau de Átrium. Eles são obrigados a apresentar um relatório de seu trabalho a um mentor, que trabalha com a tradição. O seu relatório é comentado e sugestões feitas para ajudar o seu progresso. Se o supervisor considerar que a lição foi aprendida e que o aluno está pronto para continuar, em seguida, uma outra lição é enviada.

O curso é trabalho dedicado. Exige disciplina e pelo menos meia hora por dia de seu tempo. Ele usa métodos tradicionais e não é para aqueles que esperam iluminação instantânea. Ele aborda os conceitos básicos primeiro e então se move para o trabalho bastante avançado. Para obter qualquer benefício a partir dele você tem que ser dedicado ao caminho esotérico e não apenas um turista esotérico. O trabalho é cumulativo e alquímico para que você possa desenvolver habilidades ao longo do tempo. Ele também irá fazer alterações na sua vida e forçá-lo a olhar para ela de perto. Não é uma opção fácil, mas nós sentimos que depois de completar um ano no curso, você terá habilidades e disciplina que o tornarão um membro valioso de qualquer escola esotérica. Ao longo do tempo, você terá uma experiência prática do sistema Golden Dawn.

O objetivo da Escola é preparar candidatos para o trabalho mágico, com exercícios práticos e experiências e levá-los para uma conexão com o seu Eu Superior. Mais tarde, ensinar técnicas mágicas avançadas.

“Nenhum estudante jamais realizará qualquer progresso no desenvolvimento espiritual se saltar de um sistema a outro, utilizando ora algumas afirmações do Novo Pensamento, ora alguns exercícios de respiração e posturas meditativas da ioga, para prosseguir depois com algumas tentativas nos métodos místicos de oração. Cada um desses sistemas tem o seu valor, mas esse valor só é real se o sistema é praticado integralmente. Representam eles os exercícios calistênicos da consciência, e têm por objetivo desenvolver gradualmente os poderes mentais. O seu valor não reside nos exercícios em si, mas nos poderes que despertarão se forem praticados com perseverança. Se decidirmos empreender nossos estudos ocultos com seriedade e fazer deles algo mais do que leituras de entretenimento, devemos escolher nosso próprio sistema e perseverar nele até chegarmos, se não ao seu objetivo final, pelo menos a resultados práticos definitivos e à intensificação permanente da consciência. Uma vez isso alcançado, podemos, não sem vantagem, experimentar os métodos que foram desenvolvidos em outros Caminhos, e formar uma técnica e uma filosofia eclética; mas o estudante que pretende ser um eclético antes de ter obtido muita prática jamais será mais do que um diletante.

Quanto mais próxima estiver da nascente, mais pura será a água do rio. Para descobrir os princípios primeiros, devemos ir à fonte-mãe”.

(Citações de Dion Fortune em 1935).

Referencia:
Goldem Dawn Brasil

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Os Sete Períodos Por Max Heindel

Período de Saturno

Período de Saturno, segundo Max Heindel e algumas correntes Rosacruzes, foi o primeiro período da criação do mundo, em que a humanidade era composta pelos chamados "Senhores da Mente", também conhecidos como "Principados" ou "Poderes das Trevas", e o homem ainda estava num estado evolutivo mineral, ou seja, sem consciência alguma. Neste período o mundo era escuro, sem forma e quente.

Período Solar

Período Solar, segundo Max Heindel e algumas correntes Rosacruzes, período da criação do mundo que sucedeu o Período de Saturno, quando a humanidade era composta pelos arcanjos e os homens de hoje atravessavam um estado de consciência semelhante ao dos vegetais. Neste período teria acontecido o Big Bang, a grande explosão que originou o universo. No Conceito Rosacruz do Cosmos, Max Heindel relaciona esse período com o segundo dia da Criação, descrito na Bíblia.

Período Lunar

Período Lunar, segundo Max Heindel e algumas correntes Rosacruzes, período da criação que sucedeu o Período Solar e que precedeu o atual Período Terrestre. Nesta época, o mundo estaria coberto por uma névoa muito densa, e a humanidade seria composta pelos anjos. Os homens de hoje teriam adquirido um estado de consciência pictórica, semelhante ao que hoje são os animais. Na geologia, corresponde aproximadamente ao éon hadeano. No Conceito Rosacruz do Cosmos, Max Heindel relaciona esse período com o terceiro dia da Criação, descrito na Bíblia.

(Rosicrucianismo dualista)

O grande período Lunar foi utilizado pelas hierarquias construtoras dos sete grandes períodos criacionais para criar para o homem que se manifesta hoje no Período Terrestre (o período Terrestre pode ser entendido como período Marciano também) seu Corpo Astral ou corpo onde se manifestam as sensações dos cinco sentidos. Lúcifer e seus Anjos, que haviam caído no Período Solar, trabalhavam no Período Lunar de forma desarmoniosa, seduzindo os Homens-Anjos andrógenos a seguí-lo em sua rebelião. Entre o Período Lunar e o Terrestre se deu a queda de Adão ou humanidade adâmica e, Adão, como indivíduo, tornou-se um Adamah, habitante da Terra, também amaldiçoada e decaida, segundo o Dualista Rosacruz J. van Rijckenborgh em seu livro "A Arqui-Gnosis Egípcia" I.Y.

Período Terrestre

Período Terrestre, segundo Max Heindel e algumas correntes Rosacruzes, diz-se do período atual da evolução, em que o homem adquiriu a mente e a consciência de vigília. Foi dividido em:

Época Polar - recapitulação do Período de Saturno, quando o homem adquiriu o corpo denso.
Época Hiperbórea - recapitulação do Período Solar, quando o homem adquiriu o corpo vital.
Época Lemúrica - recapitulação do Período Lunar, quando o homem adquiriu o corpo de desejo. Ao final desta época, teve início a divisão da humanidade em civilizações separadas, ou "raças", como Max Heindel chama.
Época Atlante - época em que o homem adquiriu a mente, e na qual efetivamente teve início o trabalho do Período Terrestre. Foi a época em que o homem passou a desenvolver a faculdade da astúcia. Durante esta época, sete civilizações passaram pelo mundo, sendo que de uma delas descenderam as civilizações da época seguinte.
Época Ária - a atual época, em que o homem adquiriu a faculdade da razão.
Nova Galileia - a próxima época, em que o homem começará a desenvolver suas faculdades que hoje estão em estado latente (tais como telepatia, clarividência, etc.), e na qual as nações deixarão de existir.

Deve se levar em consideração que quando Max Heindel se refere ao "homem" não se refere necessariamente à espécie do Homo sapiens ou a qualquer primata, uma vez que o rosacrucianismo considera que os atuais seres humanos atravessaram todas as fases de evolução, incluindo a fase vegetal e a fase mineral.

Período de Júpiter

Período de Júpiter, segundo Max Heindel e algumas correntes Rosacruzes, período futuro da criação que sucederá o Período Terrestre, em que o homem adquirirá um estado de auto-consciência superior à atual consciência de vigília, similar à dos anjos da atualidade, e na qual a humanidade será composta pelos atuais animais.

Período de Vênus

Período de Vênus, segundo Max Heindel e algumas correntes Rosacruzes, período da criação humana que sucederá ao Período de Júpiter, no qual o homem adquirá um estado de consciência objetiva e criadora, de maneira similar à dos arcanjos da atualidade, e no qual a humanidade será composta pelos atuais vegetais.

Período de Vulcano

Período de Vulcano, segundo Max Heindel e algumas correntes Rosacruzes, é o último dos sete períodos da criação, ao final do qual os seres humanos de hoje desenvolverão todas as suas faculdades latentes possíveis, tornando-se como deuses.

Corpo De Desejos

Kâma rupa (em sânscrito: kama, desejo; rupa, corpo), também conhecido como corpo de desejos, corpo emocional ou corpo astral, designa na teosofia e em algumas correntes rosacrucianas, um dos princípios da constituição humana.

Na teosofia é usado indistintamente kâma rupa e corpo de desejos para denotar o 4º princípio na constituição setenária do homem. Kâma rupa é a sede da mente (a mente humana, inferior), a parte da constituição do homem que contém as energias mentais e psíquicas.

Deve-se notar que na literatura teósofica original (como a escrita por Blavatsky) o termo "astral" não tem o mesmo significado de que o termo utilizado em literatura teosófica posterior (como a de C. W. Leadbeater). Nas obras de Blavatsky o corpo astral não se refere ao corpo emocional mas ao duplo etérico Linga Sharira. Contudo mais tarde C.W. Leadbeater e Annie Besant (Adyar School of Theosophy), e a seguir a eles, Alice Bailey, equacionaram o astral com o princípio kama (desejo) e designaram-no por corpo emocional (um conceito não encontrado na Teosofia anterior).

Na literatura rosacruciana de Max Heindel, (que foi também teósofo), fundador da Fraternidade Rosacruz, aceitam uma constituição tríplice do homem, e neste caso o chamam de corpo de desejos. Assim, diz-se que o homem é um Espírito tríplice, possuindo uma mente que governa o tríplice corpo. Assim, o Espírito Divino emana de si o corpo denso extraindo como alimento a Alma consciente; o Espírito de Vida emana de si o corpo vital, extraindo como alimento a Alma intelectual; e finalmente, o Espírito Humano emana de si o corpo de desejos, extraindo como alimento a Alma Emocional.

Segundo estes mesmos rosacruzes, diz-se que o corpo de desejos tem uma densidade ainda inferior à do corpo vital, e é por meio dele que o homem exerce suas faculdades emocionais. Tal corpo amadurece no homem apenas na puberdade e tem a forma de uma esfera achatada, que circunda o corpo denso, sendo preso a este por meio do fígado. Após a morte, este corpo adquire a mesma forma do corpo denso durante a vida terrestre e permanece vivo por cerca de dois terços do tempo em que o indivíduo tenha vivido no mundo físico.

Além disto, outras correntes rosacruzes, como é o caso da Fraternitas Rosicruciana Antiqua, preferem propor uma constituição humana formada por três princípios: corpo, alma e espírito.

A Ordem Rosacruz, AMORC, codifica a existência de três níveis: o corpo físico, o corpo psíquico e a alma. O corpo psíquico equivale ao corpo astral, salvo por algumas diferenças conceituais de superfície. Os rosacruzes da AMORC acreditam que dividir o ser humano em tantos níveis (como a divisão setenária) pode causar certa confusão no público, por isso opta pela divisão ternária.

Sete princípios do homem

Os sete princípios do homem, segundo a Teosofia, são os veículos que ele possui para manifestar-se nos diversos planos. Em seu conjunto formam a constituição setenária do homem. Costuma-se usar expressões em sânscrito para designar estes princípios, devido a estas ideias serem inspiradas no Hinduísmo.

A constituição setenária segundo a Teosofia

Um princípio, para a Teosofia, é um começo, um fundamento, uma fonte e uma essência de onde as coisas procedem. Princípios são assim as essências fundamentais das coisas. Estes princípios, tanto no Homem quanto na natureza, são teosoficamente enumerados como sete.

Segundo a Teosofia, o sete é o número fundamental da manifestação, frequentemente encontrado em diferentes cosmogonias, assim como nos dogmas de diversas religiões e na tradição de muitos povos antigos.

O Homem, assim como a natureza, é chamado de saptaparna (planta de sete folhas), simbolizado geometricamente por um triângulo sobre um quadrado. Nesta constituição setenária, podemos entender o Atman como a coroa que encima a constituição humana (a ponta superior do triângulo), fornecendo-lhe o seu espírito imortal.

Podemos dizer que a Tríade superior é a parte imortal da natureza humana, o "espírito" e alma da terminologia Cristã, enquanto que o Quaternário inferior é a parte mortal, o "corpo", do Cristianismo.

Segundo Blavatsky, o Absoluto emana de si raios, que são chamados de Mônadas ou Atman. Estas Mônadas são a Essência Imortal do Homem.

O Atman, com o objetivo de individualizar-se, emana de si um princípio mais denso chamado Budhi. Esta díade Atman-Budhi reveste-se de princípios cada vez mais densos, e em número de sete. Iniciando do mais denso para o mais sutil:

Sthula sharira - O corpo físico, corpo denso.
Prâna - O corpo vital;
Linga sharira - O duplo etérico, o corpo astral na teosofia original, de Blavatsky;
Kâma rupa - O corpo de desejos ou corpo emocional, o corpo astral na literatura teosófica posterior a Blavatsky;
Manas - Nossa Alma Humana, ou Mente Divina. É o elo entre a Díade Atman-Budhi e nossos princípios inferiores; O corpo mental de Manas inferior;
Budhi - Nossa Alma Divina;
Atman - O raio do Absoluto, nossa Essência Divina;
A tríade Atma-Budhi-Manas é a parte superior e imortal do Homem, sendo os restantes quatro princípios chamados de "princípios inferiores" ou "quaternário inferior".

A constituição setenária proposta por Blavatsky e a Teosofia é uma síntese de ideias da filosofia oriental (Advaita Vedanta, Samkhya) e ocidental (Platonismo, ocultismo). Todas estas correntes concordam que a constituição humana é formada por sete princípios.

Embora a ideia original de Blavatsky tenha sofrido posteriores modificações, feitas por esoteristas como Leadbeater, Rudolph Steiner e Alice Bailey, a descrição dos sete princípios de Blavatsky permanece consistentemente como base do pensamento esotérico ocidental, .

A constituição do homem segundo outras religiões e filosofias

Na literatura rosacruciana de Max Heindel (que foi também teósofo), fundador da Fraternidade Rosacruz, é apresentada uma constituição sétupla do Homem. Neste caso, diz-se que o homem é um Espírito tríplice (ou Ego formado por três aspectos: Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano), possuindo uma mente que governa, como uma reflexão invertida, o tríplice corpo (corpo denso, corpo vital e corpo de desejos). Assim, durante o presente "Dia de Manifestação" que elevará o homem da impotência à onipotência (da inocência à virtuosidade), o Espírito Divino emana de si o corpo denso extraindo como alimento a Alma consciente; o Espírito de Vida emana de si o corpo vital, extraindo como alimento a Alma intelectual; e o Espírito Humano emana de si o corpo de desejos, extraindo como alimento a Alma emocional.

A constituição do homem segundo os Mestres Ascensos Nos ensinamentos da The Summit Lighthouse, o homem também é constituído de sete corpos: três corpos superiores: o Corpo da Presença do EU SOU, o Corpo Causal e o Santo Cristo Pessoal e quatro corpos inferiores: o corpo etérico, o corpo mental, o corpo emocional (ou astral) e o corpo físico.

Os três corpos superiores correspondem ao plano do Espírito e os quatro corpos inferiores ao plano da matéria.

Além disto, outras correntes rosacruzes, como é o caso da Fraternitas Rosicruciana Antiqua, preferem propor uma constituição humana formada por três princípios: Corpo, alma e espírito. Neste esquema tríplice, o Corpo é associado ao corpo denso; a alma é associada ao corpo astral; e o espírito aos princípios superiores do homem. A alma se constitui no elo que une e liga o corpo e o espírito. Um ideia semelhante é o perispírito da doutrina espírita, elemento mais sutil que o corpo, porém mais denso que o espírito e que o reveste.

O Corpo Vital

Prâna (ou corpo vital) é, na teosofia e em algumas correntes rosacrucianas, um dos princípios da constituição do Homem.

Na Teosofia é preferida a denominação Prâna (ou Pranan, em sânscrito: pra, antes; mais a raiz verbal an, respirar, viver) para designar o 3º princípio na constituição setenária do Homem. Prâna representa a energia psíquica, vital, que mantém o corpo físico funcionando (o corpo físico também é chamado corpo denso ou Sthula Sharira).

Na literatura rosacruciana de Max Heindel , (que foi também teósofo), fundador da Fraternidade Rosacruz, aceitam uma constituição tríplice do Homem, e neste caso usam a expressão corpo vital. Assim, diz-se que o homem é um Espírito tríplice, possuindo uma mente que governa o tríplice corpo. Assim, o Espírito Divino emana de si o corpo denso extraindo como alimento a Alma consciente; o Espírito de Vida emana de si o corpo vital, extraindo como alimento a Alma intelectual; e finalmente, o Espírito Humano emana de si o corpo de desejos, extraindo como alimento a Alma Emocional.

Segundo esta mesma corrente, diz-se que o corpo vital é de uma densidade inferior à do gás, denominada "éter" (não confundir com a função química de mesmo nome) que envolve os corpos de todos os seres vivos, e que possibilita a essas formas todo o metabolismo de vida. O corpo vital seria composto por éteres de quatro densidades, a saber (constituição do éter inferior para o superior):

Éter químico - responsável pelo funcionamento de todo o metabolismo físico das atividades orgânicas vitais: digestão, excreção, respiração, etc.
Éter de vida - responsável pelo funcionamento da função reprodutora: produção de esperma, ovulação, etc.
Éter luminoso - responsável pelo funcionamento das funções de relação: visão, audição, fonação, etc. É plenamente desenvolvido apenas nos cordados, e ausente nas plantas e fungos.
Éter refletor - responsável pelas funções da memória, do raciocínio, e da imaginação. É plenamente desenvolvido apenas no homem, existindo ainda em estado rudimentar em alguns mamíferos.

O corpo vital (Prâna na teosofia) é, de acordo com Max Heindel, equivalente ao duplo etérico (Linga Sharira na teosofia), pois este autor refere que o corpo etérico ou vital é divisível pelo indivíduo de forma voluntária-consciente-positiva (no caso de um "Auxiliar Invisível") ou de forma involuntária-inconsciente-negativa (no caso de "Medium"), em duas partes, cada uma das quais com dois etéres. A designação de "corpo vital", segundo Heindel, deve-se ao facto de o éter ser o meio de ingresso da força vital do Sol e das agências na natureza que promovem actividades vitais com o assimilação, o crescimento e a propagação. É uma contraparte ou matriz do corpo físico, molécula por molécula e órgão por órgão, com uma excepção: é do sexo oposto, significando Polaridade. À visão clarividente este corpo é ligeiramente mais largo, estendendo-se cerca de quatro centímetros para além da periferia do corpo físico.

Além disto, outras correntes rosacruzes, como é o caso da Fraternitas Rosicruciana Antiqua, preferem propor uma constituição humana formada por três princípios: Corpo, alma e espírito.


Mundo de Desejos e Pensamentos

O Mundo de Desejos, segundo Max Heindel, é uma dimensão cósmica que está situada entre o Plano Físico e o Mundo do Pensamento. É o local para onde vai o ser humano logo após a morte.

Neste mundo (ou plano) atuariam duas forças - as de atração e as de repulsão - análogas às forças centrífuga e centrípeta do mundo físico. As forças de repulsão são as responsáveis pela dor e pelo sofrimento que o homem sente neste mundo em decorrência dos maus atos praticados em vida, enquanto as forças de atração são as responsáveis pela alegria e bem estar que o ser humano sente, em decorrência dos bons atos.

Este mundo se subdivide em sete regiões, sendo que nas três inferiores (chamadas de Purgatório) atuam as forças de repulsão e nas três superiores (chamadas de Primeiro Céu, ou Paraíso), atuam as forças de atração. A quarta região, intermediária, é o local onde as forças entram em equilíbrio e é o local onde ficam os materialistas justos.

Vale recordar que todo ser humano, segundo Max Heindel, passa por todas as sete regiões antes de ingressar no Mundo do Pensamento, onde começarão os preparativos para a encarnação seguinte.

Na Teosofia

Na Teosofia o Mundo de Desejos também é conhecido como plano astral. Concordando com outras correntes, a Teosofia diz que este é um plano de existência intermediário entre o mundo físico e o mundo mental ou celeste, uma região onde a vida é mais ativa e as formas mais plásticas que no plano físico, formas que estão sujeitas à influência do pensamento. As entidades que aqui vivem - elementais, devas inferiores e pessoas mortas há pouco tempo - podem mudar seu aspecto simplesmente pensando em uma dada forma, sendo sumamente fácil para seres brincalhões ou mesmo malévolos enganar os que não foram preparados para reconhecer tais ilusões. É o reino das emoções e desejos por excelência, onde eles são sentidos em toda sua intensidade sem o efeito amortecedor causado pelo corpo físico mais denso.

Plano mental

O plano mental, Devachan, mundo do pensamento, ou mundo celeste, é um conceito presente em diversas religiões e correntes filosóficas do mundo. Designa um nível universal de existência que é constituído apenas de pensamento, e segundo estes credos não se trata de um produto da atividade cerebral, mas sim é um plano de vida e consciência objetivo e de maior abrangência em relação ao plano da matéria visível por todos, sendo um dos vários planos que formam a estrutura do universo. A maior parte dos sistemas de cosmologia que dele tratam o localizam entre o plano astral e os planos espirituais que se estendem acima.

Origens do conceito

O plano mental é mencionado no Taittiriya Upanishad indiano, datado do século VII a.C., que cita cinco planos universais de consciência e coloca o mental no nível central. Esta fonte foi importante no desenvolvimento da ontologia Vedanta Advaíta e seus cinco koshas.

Buda também menciona uma região espiritual "circundada por sete séries de balaustradas, sete séries de vastas cortinas, sete séries de árvores balouçantes. Esta mansão sagrada dos Arhats é governada pelos Tathâgatas e é possuída pelos Bodhisattvas. Tem sete lagos preciosos, dos quais jorram águas cristalinas possuidoras de sete e mais uma distintas qualidades e propriedades. Este, oh Sâriputra, é o Devachan. Sua divina flor Udambara lança uma raiz na sombra de cada Terra, e flori para todos os que a encontram. Aqueles renascidos nesta região bendita – os que cruzaram a ponte dourada e chegaram às sete montanhas douradas – estes são verdadeiramente felizes; para eles não há mais sofrimento ou tristeza neste ciclo."

O conceito encontra paralelo no mundo das ideias ou dos arquétipos do sistema de Platão e sua descendência, especialmente na metafísica Neoplatônica, onde o Nous é apenas uma das hipóstases.

Século XIX

Esta concepção só seria desenvolvida mais extensamente no ocidente no século XIX, com o surgimento das escolas Teosóficas, Herméticas e Cabalísticas, que foram a base para sua elaboração pelo esoterismo contemporâneo.

Samuel Mathers, em sua Kabbalah Unveiled, divide os sephiroth, salvo Malkuth, em três tríades: a intelectual, a moral e a astral, sendo que a intelectual pode ser comparada ao Nous grego. Um sistema semelhante foi desenvolvido pouco depois por Max e Alma Theon, estabelecendo que a Divindade inefável emana uma série de mundos sublimes, dos quais o mais inferior é composto de sete estados, dos quais o intermédio é o mental ou intelectual.

Helena Blavatsky desenvolveu um sistema sincrético baseada em tradições orientais, egípcias, hebraicas e platônicas, onde existiriam sete planos de existência, e o plano mental é referido como a sede do Manas, ou Mente, sendo um plano relativo ao sistema solar com uma contrapartida cósmica muito mais elevada. No Glossário Teosófico o termo Devachan aparece definido como um estado intermédio entre duas vidas terrestres, onde o Ego humano (sua Individualidade espiritual oposta à sua personalidade concreta manifesta na Terra) entra após a desintegração de seus princípios inferiores depois da morte do corpo. Equivale ao Svarga dos Hindus, ao Sukhavati dos Budistas, e ao Céu dos Cristãos, Zoroastrianos e Muçulmanos, um mundo onde cada indivíduo "vive numa esfera criada por seus próprios pensamentos e onde os produtos de sua própria ideação espiritual lhe aparecem substanciais e objetivos"

Max Heindel, seguindo a linha Rosacruciana, diz que o mundo mental é dividido em duas regiões, a inferior do pensamento concreto e a superior do pensamento abstrato.

Apreciações posteriores

Sri Aurobindo desenvolveu um sistema ligeiramente distinto, com sete planos cósmicos dos quais o mental é o terceiro a partir de baixo, mas em suas linhas gerais espelha as descrições de outras escolas.

Os teosofistas posteriores a Blavatsky como Charles Leadbeater, Annie Besant e Alice Bailey deixaram várias descrições do plano mental. Especialmente Leadbeater escreveu extensamente sobre ele, e sua descrição em linhas gerais pode ser tomada como concorde com as descrições de outras escolas.

Descrição

Segundo Leadbeater o plano mental é um dos cinco grandes planos de existência, localizado entre o plano físico e o plano astral abaixo, e o plano búdico e o plano monádico acima, sendo a morada de Manas ou Inteligência, um dos princípios constituintes do Homem, e é subdividido em duas regiões: o plano mental superior e o plano mental inferior.

O plano mental teria uma existência concomitante aos outros planos do ser e interpenetrando-os, mas por ser constituído de matéria muito mais sutil, seria invisível aos olhos físicos. Sua subdivisão superior é a das ideias abstratas e espirituais, e a inferior está ligada ao mundo concreto. É uma região onde suas próprias características constitutivas impedem a existência da infelicidade, sendo onde todos os pensamentos nobres e puros encontram sua frutificação em forma de beatitude.

É uma das vestimentas da Deidade e uma divisão de Sua própria vida, é a morada do Ego humano e de outras classes de seres como os Anjos (os Devas da mitologia Hindu, e daí o seu nome Devachan, morada dos deuses), é o plano de registro de todos os pensamentos formulados por todos os seres pensantes, e nesse sentido é a memória viva e imperecível da Natureza, sendo possível a quem ali chegue após a morte, ou disponha da percepção necessária em vida, observar todo o curso da história mundial como se testemunhasse pessoalmente os eventos. É um mundo de sensações coloríficas, sonoras e luminosas onipresentes. Sua natureza fluídica responde imediatamente a quaisquer pensamentos formulados, por serem, pensamento e matéria mental constituitivamente idênticas. A comunicação entre os seres se faz, assim, instantânea e sem possibilidade de equívoco ou dissimulação, pois cada pensamento assume uma forma própria que de pronto é percebida pelo interlocutor.

Após a morte do corpo, e tendo ultrapassado o plano astral, a pessoa que adentra o mundo mental vive em um corpo formado pela matéria correspondente a este plano, igualmente de caráter mental, mas só pode ali viver conscientemente se durante sua vida na Terra tiver tido pelo menos algum pensamento altruísta, senão passará pela região como se estivesse a sonhar.

Este plano é de certa maneira acessível também a todos os seres pensantes ainda encarnados, pois é ali que nasce todo o pensamento, embora somente aqueles que tiveram sua visão mental aberta possam recordar conscientemente e com clareza o que acontece no entorno. Os demais apenas captam ligeiros vislumbres sob forma de ideias ou fugazes lampejos de seu cenário glorioso.

Notas e referências

Leadbeater, Charles W. O Plano Devachânico ou Mundo Celeste. Londres/Benares: The Theosophical Publishing Society, 1902.
Blavatsky, Helena P. Glossário Teosófico. São Paulo: Ground, sem data. pp. 138-139.

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