segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Mitologia Egípcia Thoth


Excelso lótus de névoas diamantinas, irresistivelmente perfumado pelo mais místico delirar da poesia, que um ósculo da Via Láctea, lascivamente eivado de feitiçaria pagã, semeara nos lábios constelados do Infinito, a Lua saciava a sede de Tot com o orvalho de magia cósmica que as pétalas de seu corpo astral rociava, docemente. Seu refulgente olhar de feitiços de prata, supremo vidente dos enigmáticos oráculos do Universo, convidava-o a colher o fruto de imortalidade que abençoava o seu paraíso de luz imaculada, etereamente recamado de nascentes de sapiência ancestral, que se ofereciam, na magnificência de seu esplendor secular, a todos aqueles que se proponham a errar pela noite da vida, guiados pela estrela peregrina do conhecimento, eterna pedra filosofal, esculpida por Tot no apogeu da Criação, que convertia as trevas plúmbeas da ignorância, qual abismo onde somente o caos se manifestava, na luz transcendental, inebriante brisa de ouro, que acariciava o nascimento do jardim da humanidade, a fim de nele depositar a semente da sabedoria divina. Com efeito, Tot era proclamado, pelos fervorosos teólogos de Hermopólis, eterno imo do seu culto, como o lídimo Ourives da Criação, que, qual demiurgo universal incarnara uma íbis, a fim de chocar o ovo do mundo, tingindo de seguida na tela do universo vítreo, a excelso pintura da vida, numa obra de arte ímpar apenas concebida pela magnificência do som de sua voz. 

Esta cosmogonia esculpe no ouro da sua identidade a personificação da inteligência divina, imprescindível naquele que não era senão uma deidade criadora e auto- criada, indigitando-o assim líder da Ogdóade de Hermopólis, um grupo de oito deuses, mais exactamente de quatro casais, sendo os homens facilmente reconhecidos através das suas cabeças de rã, em contraste com as suas esposas que ostentavam cabeças de serpente. Este grupo divino incarnava os pilares que haviam sustido a fundação do Universo: o casal original, isto é, aquele que Nun, personificação do oceano primordial, e Nunet, espaço celeste suspenso sob o abismo, constituíam; o casal Hehu e Hehet, ou seja, os espaços imensuráveis e impossíveis de destinguir subjacentes ao caos; o casal Keku e Keket, fruto das trevas e obscuridade; e por fim Ámon e Amaunet, símbolos do desconhecido, ou seja, dos enigmas que haviam nimbado o caos. A cidade edificada em honra destes oito deuses, actualmente denominada de El- Achmunein, era conhecida primitivamente por Khemenu, ou, na realidade, “A cidade dos oito deuses”. Todavia, a identificação vinculada entre Tot e Hermes, permitiu aos gregos apelidarem-na de Hermopólis, epíteto que se difundiu e estabeleceu através do tempo e das civilizações. Não obstante a noite pejada de obscuridade que vela o seu nascimento (determinadas fontes afirmam que Tot nasceu do crânio de Set, enquanto outras proclamam que o deus- íbis floresceu do coração do criador num momento de melancolia), indubitável é a sublimidade da chama de sabedoria divina, ateada pela suas invejáveis sagacidade e perícia, que dança na alma do arguto deus- íbis. Como soberano do fecundo reino do conhecimento, Tot sentiu ser vital a difusão dos insignes tesouros que este em sua imensidão guardava, pelo que abraçou a resolução de inventar um instrumento apto a garantir a transmissão perpétua das ciências por ele cultivadas: a escrita. Qual primeiro raio de luz bailando nos jardins dos céus, a escrita fende o luto da noite, a fim de passear pelas fragrantes rosas dos hieróglifos, de brincar na árvore da comunicação, que o Verbo e a Palavra, doce frutos dos deuses, coroavam num halo de fastígio. 

A poesia, primeira manhã do mundo das almas, é cálice de Sol vertido pela taça de sua sapiência. Os livros, alimento do intelecto, seu testemunho. Em harmonia com esta ideologia, os Egípcios aludiam aos seus hieróglifos como medu- netjer, ou seja, “palavras do deus”, numa flagrante oblação ao deus- íbis. Enquanto fautor da escrita, perpétua arauta do pensamento, Tot conquistou o epíteto de neb medu- netjer, em português “O Soberano das Palavras Mágicas”. Ao integrar a elite do panteão egípcio, Tot converte-se em depositário das confidências do excelso soberano dos deuses, equivalente ao faraó na terra, garantindo assim a denominação de “Ré disse; Tot escreveu”. Não constitui, deste modo, qualquer surpresa constatar que, num ápice, Tot alcançou a preeminente posição de guardião dos arquivos divinos, emissário e escriba dos deuses. No seio da comunidade celestial, é o deus- íbis quem abraça a incumbência de permitir que a praia de luz, formada pelos cristais de luz das etéreas almas dos deuses egípcios, seja docemente banhada pelo mar da harmonia cósmica. Por conseguinte, era ele que, através da análise das inúmeras regras ditadas pelo criador na fundação do Universo, procura solucionar todas as querelas e desaires semeados na sociedade dos céus. Desta forma, buscando a aplicação das leis estabelecidas aquando da excelsa matriz da vida, os deuses reuniam-se em assembleias, marcando o início de morosos julgamentos que, com frequência, se prolongavam durante alguns anos. Escutadas e interpretadas todas as vozes envolvidas nos debates e recontros, Tot evoca a sua sapiência e sela o julgamento com uma decisão apta a implantar a paz, onde outrora o caos reinara. Resolução alguma deverá sem perpetrada sem o consentimento do escriba divino.

A polivalência intelectual de Tot faculta-lhe a prerrogativa de invadir e conquistar todo o reino das ciências, pelo que ele é igualmente o deus das matemáticas, o calculador primordial e imbatível. Dominando a criatividade e a razão, o deus- íbis ousou estipular sozinho os limites dos nomos e as fronteiras das terras, concebendo assim “o ordenamento do País Duplo (Egipto) e a organização das províncias; e não hesitou em erguer todos os santuários dos deuses, dado possuir o monopólio do traçado e das plantas. Além de oferecer-lhe o título de “Arquitecto Divino”, esta liberdade tornou-o também patrono dos escribas, dos médicos, dos mágicos e dos arquitectos. Vestido pelo sumptuoso cetim de prata que o luar tece na magia do Infinito, Tot preside igualmente ao festim de feitiços e sonhos, oferecido pela noite no seu excelso palácio de abismos constelados. Incarnação da Lua, eterna maga de fantasias pagãs, Tot fendia a mortalha de trevas e pez que sufocava a essência da noite com a luz imaculada de sua adaga de feitiçaria divina. No cosmos do tempo, a intemporal estrela de um mito imortaliza com seu fulgir ofuscante o incidente que inspirou ao deus- íbis a poesia da Lua. Segundo este, Ré, cujo coração exânime, dilacerado pelos infindáveis conflitos da humanidade, naufragava nos mares da exaustão do sentir e do querer, cede à tentação de abdicar parcialmente da sua existência na terra, em prole de uma vida serena nas alturas celestes. O seu auto- exílio lança o tempo no abismo do caos, visto que doravante o astro- rei somente abençoaria a os seus súbditos terrenos durante o dia, abandonando-os, por conseguinte, às trevas e ao caos, no decorrer da sua viagem pelo mundo subterrâneo. Receando pela sorte da alma humana, Ré evoca então Tot, a fim de o indigitar seu substituto. O poderoso regente dos céus proclamou então: “ Farei com que rodeies os dois céus com tua beleza e claridade. E assim nascerá a Lua”. O seu passeio compassado pelos vales dos céus privilegiou-o com outro dos céus díspares epítetos: “Touro entre as estrelas”. Esta vertente de substituto do Sol durante a noite justificou igualmente que, durante a Época Baixa, o apelidassem de “Áton de prata”. 

Tornado Senhor do Tempo e das Estrelas, Tot ou “Governante dos anos” sonhara igualmente o calendário, permitindo uma distinção entre os dias, os meses, as estações e os anos. De facto, o deus íbis cometeu a audácia de reinventar o conceito de tempo, a fim de prestar auxílio à deusa Nut, incarnação do céu, que, seu o consentimento de Ré se havia unido a Geb, personificação da terra, em lustrais núpcias divinas, fomentando assim a ira do regente supremo dos deuses, que, irado, coagiu Chu a apartar os dois amantes clandestinos, num ímpio desaire: Nut, grávida de cinco meses, jamais poderia dar à luz no espaço de tempo compreendido pelo calendário oficial. Por conseguinte, Tot, saboreando o néctar de criatividade que resvalava do fruto de sua extasiante inteligência, propôs-se a jogar aos dados com a lua, na ânsia de obter cinco dias suplementares, isto é, a septuagésima segunda parte da sua luz, que acolhessem o nascimento dos cinco filhos de Nut (Osíris, Set, Ísis, Néftis, e Horús, o Antigo). Outra flor de míticos encantamentos, vogando sem rumo na corrente do translúcido Nilo da mitologia egípcia, insinua-se em nossos sentidos, através do seu perfume de quimeras ancestrais, convidando-nos a presenciar um dos mais ferozes recontros que opôs Hórus a seu tio Set e que culminou com o dilacerar do olho esquerdo do deus falcão (personificação da Lua, em contraste com o olho direito que simbolizava o Sol). Prontamente, Tot ofereceu-lhe os seus préstimos, restaurando a visão a Hórus, ao substituir o olho dilacerado pelo amuleto uadjet, o que restituiu a harmonia ao cosmos e a magia ao deus- falcão. 

Coroado pela sua beatífica sabedoria regente do generoso éden do conhecimento, Tot esculpira o seu trono na prata da Lua e o seu ceptro na jóia rara da magia suprema. Efectivamente, encontramos em Hermopólis, sua morada eterna, um tempo luxuriante, cujas criptas acolhiam papiros místicos, redigidos por aquele que constituíra o primeiro dos mágicos, venerado e imitado por todos os seus devotos discípulos. Estes, na ânsia de desbravarem a floresta proibida do conhecimento, em cujo coração pulsava a essência da magia, elevavam preces a Ré, crentes de que este conduziria Tot até eles: “Ó velho que rejuvenesceu no seu tempo, velho que se tornou criança, possas tu fazer com que Tot venha até mim, respondendo ao meu chamado”. A mitologia egípcia atribui-lhe a autoria das díspares fórmulas mágicas e textos simbólicos que o morto, ou melhor, o maé- kheru (justificado) ou maet- kheru (justificada) pronunciavam ao franquear as portas do Além e, mais exactamente, no decorrer do julgamento celestial, presidido por Osíris. Suspiros do passado confiam-nos que Tot legou também à eternidade um livro de magia e quarenta e dois volumes, que testemunhavam, sustinham e renovavam toda a magia do cosmos. Por conseguinte, prestar culto ao deus- íbis revelava-se incontornável e, na realidade, capital, para qualquer sábio. De facto, todos os escribas que ornavam de sabedoria a alma do Egipto, desde os mais humildes aprendizes, ou em egípcio, sebati, ao mais proeminente mestre (sebá) ritualizavam a sua devoção, derramando algumas gotas de tinta numa notória oblação a Tot. 

Por último, Tot tece, juntamente com inúmeras outras deidades, o destino dos inumados no Além, exercendo a função de escriba divino e arauto dos deuses fúnebres. Desta forma, é ele quem introduz o defunto no recinto celestial onde será julgado, para, após a pesagem do coração deste, registar, nas tabuinhas sagradas, o veredicto proferido por Maet. Os sonhos de amor que a existência semeava no coração de Tot eram cultivados e ditados pela noite da geografia e pelas veleidades e metamorfoses da alma humana, pois em Hermopólis, o deus- íbis era proclamado esposo da sagaz Sechat, deusa dos anais e da história, que lhe ofereceu um filho de nome Hornub, enquanto que em Heliópolis Nehemetauai, isto é, “aquela que erradica o mal” era tomada por sua mulher, concebendo com ele Hornefer. Alguns devaneios da mitologia revelam que Tot desposou igualmente Maet, a etérea filha de Ré, versão suplantada por aquela que consignava a união de Tot e Tefnut, resultante da fuga do Olho de Ré para a Núbia, sob a forma da graciosa deusa. Incumbido de a restituir ao seu legítimo proprietário, o deus– íbis não terá resistido aos seus encantos, desposando-a no seu retorno ao Egipto. Porém, enquanto entidade intelectualmente superior, abençoada pela consciência da incomensurabilidade da sua sagacidade, Tot bebe da fonte da pretensão, tornando-se terrivelmente enfadonho, displicente e com uma hedionda propensão a exibir a sua inteligência através de uma retórica prolixa, escrava de uma abominável e excessiva facúndia, tal como sugere um determinado episódio do mito osírico: Na ânsia de escapar à pravidade do deus Seth, Ísis, sustendo nos braços seu filho Hórus, toma os pântanos de Chemnis, como seu refúgio de eleição. Coagida pela escassez de alimentos, a deusa abandona todas as manhãs o seu filho, a fim de assegurar a subsistência de ambos. Contudo, uma noite, ao retornar de mais uma extenuante peregrinação em busca de géneros alimentares, Ísis deparou-se com Hórus inconsciente e, desesperada, evocou Rá, que, por seu turno, não hesitou em solicitar a Tot que restituísse a saúde à criança. Após examinar cuidadosamente o enfermo, o eloquente deus- íbis lançou-se em abstractas cogitações, extravasadas sob a forma de praguejos pontuais e monólogos facundos e muito pouco apropriados. Exasperada com a sua inércia, Ísis arrebata Tot aos seus devaneios, admoestando-o severamente por “sábio ser o seu coração, mas terrivelmente demoradas as suas resoluções”.

Detalhes e vocabulário egípcio:

Tot era designado, em egípcio, por Djehuti, numa hipotética alusão a Djehut, a décima quinta província do Baixo Egipto, cuja denominação evocava o íbis, um dos seus animais sagrados. 

Tal como já referido, o insigne mestre do Verbo era representado como um homem com cabeça de íbis, ornada pelo disco da Lua ou por uma coroa atef com o disco, uraeus e chifres. Em suas mãos, Tot sustém um cálamo e uma paleta de escriba. É sob esta forma que o deus- íbis regista os nomes dos faraós nas folhas da divina árvore persea, aquando da sua ascensão ao imponente trono do Egipto. Todavia, Tot surge-nos igualmente enquanto íbis ou, eventualmente, sob a forma de um babuíno. 

Emissária das leis cósmicas, a magia, ciência divina personificada por Tot, é soberana do universo egípcio, instituindo um reinado de coesão espiritual que encontra na “mulher sábia” uma das suas maiores depositárias,. Tal como nos sugerem os arquivos de Set Maet, “Lugar de Verdade”, povoação alguma, independentemente do seu tamanho, se privava da protecção destas grandes magas. Habilitada a instaurar a harmonia onde o caos reinava, a exonerar as forças malignas e a preconizar o futuro, esta vidente surge-nos com frequência ajoelhada defronte de Tot, que sem hesitar a convidava a franquear a sua morada de sabedoria. 

Sechat- Deusa da escrita e da medição, usualmente retractada como uma mulher envergando um vestido de pele de pantera. Em sua cabeça, insinuava-se um toucado com uma estrela de sete pontas e um arco. Juntamente com Tot, a sua versão masculina, inscrevia o nome dos faraós indigitados na sagrada árvore persea. A II Dinastia concedeu-lhe o privilégio de assistir o regente terreno no ritual de fundação de “esticar a corda”. A partir do Médio Império, a sua efígie é uma constante nos cenas dos templos dedicadas às campanhas militares, sendo representada a registar o número de cativos e despojos de guerra conquistados pelo Egipto. O Império Novo associou-a também ao festival jubilar Seb. A deusa Sechat consagrou-se igualmente regente da Casa da Vida, onde se compunham os rituais vitais para a conservação da harmonia cósmica e onde os faraós eram iniciados nos enigmas da sua função. Patrona das bibliotecas e protectora dos textos fundamentais, Sechat regista a oratória da vida com seu pincel divino, ditando nos contornos de suas palavras o destino dos faraós, tal como é demonstrado no templo de Séti I em Abidos: “A minha mão escreve o seu longo tempo de vida, a saber: do que sai da boca da Luz Divina (Ré), o meu pincel traça a eternidade; a minha tinta, o tempo; o meu tinteiro, as inúmeras festas de regeneração.” 

Biografia Drunvalo Melchizedek



Drunvalo Melchizedek é cientista, físico, matemático, inventor e pesquisador. Estudou física e letras na University of California, em Berkeley, mas pessoalmente julga que a sua instrução mais importante aconteceu depois da faculdade. 
Nos últimos 25 anos, ele estudou com mais de setenta professores de todas as crenças e sistemas religiosos, o que lhe proporcionou uma ampla gama de conhecimentos, altruísmo e aceitação. Atualmente ele vive em Sedona, Arizona, com sua esposa Claudette. Ele tem seis netos.

Trabalhou junto ao governo egipicio no estudo das piramides de Gizé e lidera a comunicação entre muitas tribos pelo mundo e o mundo civilizado, incluindo os Maias.

Atualmente trabalha dando workshops sobre técnicas espirituais nos USA e em mais de 33 países. Foi a primeira pessoa no mundo de nossa era a desvendar matematicamente e geometricamente o corpo de luz conhecido em tempos antigos como Merkaba, uma de suas técnicas principais ensinadas em seus workshops. Autor de 4 livros sobre conhecimento místico e espiritualidade. 
Não só a mente de Drunvalo é excepcional, mas também a sua afetividade, a sua personalidade marcante, o seu amor por toda forma de vida são imediatamente compreendidos e sentidos por todos aqueles que o conhecem. 


Há algum tempo, ele vem aplicando a sua vasta visão do mundo no curso Flor da Vida e na meditação Mer-Ka-Ba. Esses ensinamentos abrangem todos os campos do conhecimento humano, investigam o desenvolvimento da humanidade desde as civilizações antigas até o momento atual e aumentam a percepção do estado de consciência mundial. 
Dá conferências e ministra cursos em todo o mundo. Contribui incansavelmente com projetos de consciência e preservação do meio-ambiente. É um ser de imenso coração cujo principal propósito na Terra é auxiliar a humanidade a viver em alegria e a re-lembrar seu propósito na Terra. 
Nesse sentido, seu trabalho mais importante tem sido o de compilar e de tornar acessíveis os ensinamentos de Geometria Sagrada, da Flor da Vida (o padrão de criação de tudo o que existe) e da Mer-ka-ba.

"Todas as religiões do mundo estão falando da mesma Realidade. Elas usam palavras diferentes, conceitos e idéias diferentes, mas há somente uma única Realidade, e há somente um Espírito se movendo através de toda a vida. Podem haver diferentes técnicas para chegar lá, mas há somente uma que é real, e quando você está lá, você vai saber. Qualquer que seja o nome que você dê a ela - você pode chamá-la de diferentes nomes - é tudo uma coisa só." Drunvalo Melchizedek

Há anos este homem abandonou o curso normal de sua vida para buscar o verdadeiro sentido da mesma e a verdadeira ciência. De forma resumida é um cientista que estudou os conhecimentos perdidos da antiguidade e explorou temas incríveis como a geometria sagrada e a flor da vida. Nas suas pesquisas descobriu uma ligação entre o que é científico e o que é espiritual. Está espalhando seu conhecimento pelo mundo em seus cursos, palestras e livros. 
“Estava estudando para obter minha especialização em Física e minha segunda graduação em Matemática na Universidade da Califórnia, em Berkeley, prestes a receber meu diploma. 
Só faltava mais 1/4 para minha graduação. Aí decidi que não queria mais a graduação porque havia descoberto algo sobre os próprios físicos que me desanimou da ideia de me envolver numa ciência que eu havia percebido que não era ciência de forma alguma. 
Então me voltei para o outro lado do meu cérebro e comecei a me graduar em Belas Artes. Meus tutores pensavam que eu estava louco: “Você vai desistir de um diploma de Física?” me perguntavam. Mas eu não precisava daquilo, não queria aquilo. Então para me graduar em Artes, precisei frequentar a faculdade por mais dois anos. Finalmente, estava no último semestre para me graduar em artes, e pensava: “Eu não sei se consigo fazer isso. Estou tão cansado. Quase não aguento mais.”

Aí ocorreu “Kent State”. Todo o sistema de educação escolar dos Estados Unidos fechou, e foram expedidas notas B para todos os alunos, e os deixaram passar. Assim, obtive minha graduação em Belas Artes sem ter que terminar o último semestre que faltava. 
Minhas mudanças de especialização fazem sentido agora, porque quando você estuda as escrituras antigas, você descobre que as pessoas daqueles tempos consideravam a arte, a ciência e a religião como sendo entrelaçadas, interligadas. Assim, a programação que executei foi condizente com o que estou fazendo agora.


MUDANDO-ME PARA O CANADÁ 


Graduei-me em 1970. Depois, após ter estado no Vietnã e vendo o que ocorria no nosso país naquela época, eu disse finalmente: “Já chega! É isso! Não sei como vou viver ou o que vai acontecer, mas vou é ser feliz e fazer o que sempre desejei fazer”. Decidí abandonar tudo e fui viver nas montanhas como sempre havia desejado. 
Assim, deixei os Estados Unidos e fui para o Canadá, sem saber que um ano depois seria seguido por dez mil pessoas que protestavam contra a guerra do Vietnã. Casei-me com uma mulher chamada Renee e fomos os dois para o meio do nada, e encontramos uma casa num lago chamado Kootenay. Estávamos longe de tudo. Era preciso andar por quatro milhas a partir da estrada mais próxima para chegar à nossa casa. Estávamos completamente isolados. E comecei a viver a minha vida exatamente como sempre havia desejado. 
Sempre desejei saber se poderia viver do nada; então resolvi tentar. Fiquei com um pouco de medo no começo, mas com o tempo, ficou mais fácil, e logo tornei-me um adepto da vida natural. Eu vivia uma vida linda e plena, com basicamente nenhum dinheiro. 
Depois de um tempo percebi, “hey, isto é muito mais fácil do que manter um emprego na cidade!” Eu só tinha que trabalhar duro por três ou quatro horas por dia, depois disso eu tinha o resto do dia livre. Era o máximo. Eu podia tocar música e passear por lá e aproveitava um bocado. E foi exatamente o que eu fiz. Eu me divertia. Tocava música umas dez horas por dia, com muitos amigos que vinham de longe. Nosso local pegou uma boa fama naquela época. Aparecia uma média de 11 pessoas por dia para tocar música e se divertir – e nós apenas nos divertíamos. 
E assim, o que é muito importante para a minha compreensão hoje, eu descobri algo sobre mim mesmo. Era desse – retorno à minha criança interior, que é como eu me refiro àqueles dias – que eu libertei minha criança interior, e com essa libertação, algo me aconteceu, que foi o catalisador que me trouxe à minha vida como ela é hoje.

ENCONTRANDO COM OS ANJOS 

Estando em Vancouver, minha esposa e eu decidimos que queríamos conhecer meditação, então iniciamos nossos estudos com um professor hindu que morava na região. Queríamos seriamente compreender o que era meditação. Tínhamos muitas túnicas de seda brancas com capuzes e estávamos seriamente nos empenhando nessa busca que havíamos iniciado. 
Aí um dia, após praticarmos a meditação por mais ou menos quatro ou cinco meses, dois anjos altos de mais ou menos 3,5m apareceram em nossa sala! 
Um era verde e o outro era lilás. Podía-se ver através de seus corpos transparentes, mas eles estavam realmente ali. Não esperávamos por essa aparição. Estávamos apenas seguindo as instruções que o nosso professor hindu havia nos dado. Não acredito que ele tenha compreendido plenamente pois continuou nos fazendo perguntas e parecia não entender também. Daquele momento em diante, de longe, minha vida nunca mais foi a mesma.

As primeiras palavras que os anjos me disseram foram: “Nós somos você.” Eu não tinha idéia do que eles queriam dizer com isso. Falei: “Vocês são eu?” E assim, eles começaram a me ensinar lentamente várias coisas sobre mim mesmo e o mundo, e sobre a natureza da consciência… até que finalmente meu coração simplesmente se abriu completamente para eles. Eu sentia um amor tremendo por parte deles, o que mudou totalmente a minha vida. 
Por um período de vários anos, eles me conduziram por vários professores. Eles diziam até o endereço e o telefone ou qual professor eu deveria contactar. Eles me diziam até se eu deveria telefonar primeiro ou apenas me dirigir diretamente às casas deles ou delas. Então eu fiz isso – e era sempre a pessoa certa! Aí eu era instruído a ficar com aquela pessoa por um certo período de tempo. 
Algumas vezes, bem no meio de um ensinamento específico, os anjos diziam: “Tudo bem, acabou. Vá embora.” Lembro-me de quando eles me enviaram a Ram Dass. Eu fiquei “morando” em sua casa por uns três dias me perguntando que raios eu estava fazendo lá. Daí, um dia eu pus as mãos em seus ombros para dizer algo e senti um tranco que praticamente me jogou no chão. E foi assim – os anjos disseram: “É isto. Você pode ir embora agora”. E eu falei: “tudo bem”. Ram Dass e eu nos tornamos amigos, mas o que quer que eu fosse aprender com ele havia terminado naquele mesmo segundo.

Os ensinamentos de Neem Karoli Baba, professor de Ram Dass, são muito importantes para mim. Ele acreditava que “a melhor forma de ver Deus é em toda forma”. Também estive exposto ao trabalho de Yogananda e tenho carinho por quem ele foi. E mais tarde estarei falando sobre Sri Yukteswar e um pouco do seu trabalho. 
Estive intensamente envolvido com a maioria das principais religiões. Só não com os Sikhs, pois não acredito que seja necessária preparação militar, mas estudei e pratiquei quase todas as outras, Muçulmana, Judaica, Cristã, Hindu, Budista, Tibetana. Estudei profundamente o Taoísmo e o Sufismo – passei onze anos no Sufismo. De todos estes, os professores mais poderosos para mim, no entanto, foram os índios norte-americanos. Foram os nativos que abriram a porta para que ocorresse todo o meu crescimento interior. Eles têm tido uma influência poderosa na minha vida."

Obras

O ANTIGO SEGREDO DA FLOR DA VIDA (vol.1 e vol.2)
SERPENTE DE LUZ
VIVENDO NO CORAÇÃO 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

La Esfinge Por Papus

A propósito de la constitución humana, debo ante todo hacer la tradición, ya que esta cuestión interesó a todos los hombres de los siglos pasados. Veamos pues cómo los Antiguos lo habían resuelto. ¡ Pues bien! Habían expresado muy simplemente la solución por un símbolo que ustedes todos conoce de nombre: ¡ la ESFINGE!
La esfinge era la síntesis antigua más nítida por la cual se puede representar las adaptaciones diversas del ser humano en todos los planos. En efecto, el hombre nos presenta fuerzas físicas simbolizadas por el buey; fuerzas morales - El coraje, la virtud, virtus en latino-, simbolizadas por el león; fuerzas intelectuales simbolizadas por el águila; por fin, una fuerza de esencia divina - el ángel, la cabeza humana - Que, concentrando las tres fuerzas animales precedentes, de hecho una unidad.
Los Antiguos habían concebido así tres tipos de hombres: el hombre de trabajo, el hombre completamente físico, el hombre buey; el hombre de coraje, el hombre que se pelea o que lucha, el hombre-león; el hombre que jamás es sobre tierra, que sueña o se pasea en las nubes, el que es la desesperación de notables comerciantes que se ocupan de tienda de ultramarinos - cuando tienen por él hijo -el poeta, el hombre-intelectual simbolizado por el águila.
Pero estas tres naturalezas - naturaleza linfática del buey; naturaleza sanguínea del león; naturaleza nerviosa del águila - absolutamente son sólo unos seres animales en nosotros, y si la voluntad no venía dirigirlas y dominarlas, el hombre realmente no existiría y verdaderamente no sería selección-unidad, es decir al dominar una unidad una trinidad.
Lo que quiero hacerle ver, en primer lugar, en este admirable hace la síntesis antigua que era la esfinge, es que hay tres inconscientes dominados por una conciente. Veremos cuánto nuestros sabios son felices de haber descubierto un inconsciente en el ser humano. ¡ Lo que sería si sabían que existieran de allí tres!... ¡ Pues bien! Los viejos egipcios habían representado la síntesis humana mucho mejor que lo hicieron los filósofos o los contemporáneos sabios y, esto,mostrándonos tres inconscientes que constituían el hombre y eran regidos por una conciencia total que lo sintetiza.
Si Œdipo había respondido a la esfinge que le interrogaba: « ¡ eres el hombre!
» Sin dar otros detalles, no habría mostrado las adaptaciones maravillosas de este símbolo.
La esfinge representa no sólo al hombre en sus cuatro acepciones, sino que además las cuatro edades del hombre: la infancia, la juventud, la edad madura y la vejez; representa las cuatro fuerzas morales que el hombre puede tener a su disposición y que son sintetizadas en estos cuatro términos: saber, atreverse,querer y callarse; representa por fin los cuatro puntos cardinales que rigen al hombre astral, que determinaron la marcha de la estrella de los Magos y que se hicieron la llave de todas las tradiciones.
Cuando se nos dice que la esfinge es un símbolo muy viejo que no presenta ningún interés para nosotros otros modernos, no olvidemos que la tradición es sagrada y, lo mismo que pueblo orgulloso de su independencia es feliz de relacionarse por su origen con pueblo anterior, también, toda tradición está orgullosa de relacionarse por un medio invisible con otra tradición anterior.
Recuerde esta fábula encantadora que representa a la Virgen María y su marido que huye en el desierto con Niño Jesús y bastidor entre las patas de la esfinge.
 Esto distintamente le muestra al que el antiguo tradición egipcia acabó en la religión del Cristo. También se representó a cada uno de cuatro evangelistas por un animal de la esfinge: Mateo, por el buey; Marco, por el león; Lucas, por el hombre; y Juan, por el águila.
Cada Evangelio es adaptado así a cada uno de cuatro temperamentos humanos y manifiesta una de las fuerzas lo que el hombre puede desarrollar. Tal es esta síntesis maravillosa que dirigía la constitución de la ideología antigua.

Referencia:
Papus, Tratado elemental de ocultismo - Iniciación al estudio del esoterismo hermético, pp.
27-32

La Esfinge Por Eliphas Levi

El septenario es el número sagrado en toda la teogonía y en todos símbolos,porque es constado por el ternario y por el cuaternario.
El número siete representa el poder mágico en toda su fuerza; es el espíritu prestado asistencia por todas las fuerzas elementales; es el alma servida por la naturaleza, es el sanctum regnum el que es hablado en las Clavículas de Salomón, y el que es representado en el Naipe por un guerrero coronado que se apoya un triángulo en su coraza, y de pie en un cubo, a los cuales son uncidos dos esfinges, una blanca y la otra negra, que tiran en dirección contraria y vuelven la cabeza mirándose Este guerrero es armado con una espada resplandeciente, y tiene de la otra mano un cetro rematado por un triángulo y por una bola.
El cubo, es la piedra filosofal, las esfinges son ambas fuerzas del gran agente,los corresponsales en Jakin y en Boas, que es ambas columnas del templo; la coraza, es la ciencia de las cosas divinas que devuelve al sabio invulnerable a los atentados humanos; el cetro, es la varilla mágica; la espada resplandeciente, es el signo de la victoria sobre los vicios, que son en total de siete, como las virtudes;las ideas de estas virtudes y de estos vicios fueron figuradas por los antiguos bajo los símbolos de los siete planetas conocidos entonces.
Así, la fe, esta aspiración al infinito, esta confianza noble en sí misma,sostenida por la creencia en todas las virtudes, la fe, que en las naturalezas débiles puede degenerar en orgullo, fue representada por el Sol; la esperanza, la enemiga de la avaricia, por la Luna; la caridad, opuesta a la lujuria, por Vénus, la estrella brillante de mañana y de tarde; la fuerza, superior a la cólera, por Marte; la prudencia, opuesta a la pereza, por Mercurio; la templanza, opuesta a la golosina,por Saturno, a la que se da una piedra a comer en el sitio de sus hijos; y la justicia,por fin, opuesta a la envidia, por Júpiter, vencedor de los Titanes. Tales son los símbolos que la astrología toma del culto helénico. En la cábala de los Hebreos, el Sol representa al ángel de luz; la Luna, el ángel de las aspiraciones y de los sueños; el marzo, el ángel exterminador; Vénus, el ángel de los amores; Mercurio,el ángel civilizador; Júpiter, el ángel de potencia; Saturno, el ángel de las soledades. Los nombramos también Michaël, Gabriel, Samael, Anael, Rafael,Zachariel y Orifiel.
Estas energías dominadoras de las almas se reparten la vida humana por períodos, que los astrólogos medían sobre las revoluciones de los planetas correspondientes.
Pero no hay que confundir la astrología cabalística con la astrología judicial.Explicaremos esta distinción. La infancia es consagrada al Sol, la adolescencia a la Luna, la juventud a Marte y Vénus, la virilidad a Mercurio, la edad madura a Júpiter, y la vejez en Saturno. Oro, la humanidad muy entera vive bajo leyes de desarrollo análogas a las de la vida individual. Es sobre la base que Trithème establece su clavícula profética de los siete espíritus de la que hablaremos en otro lugar, y por medio de la que se puede, siguiendo las proporciones analógicas de los acontecimientos sucesivos, predecir con certeza los grandes acontecimientos futuros, y fijar por anticipado, de período a período, los destinos de los pueblos y de la gente.
San Juan, depositario de la doctrina secreta del Cristo, depositó esta doctrina en el libro cabalístico del Apocalipsis, que representa cerrado por siete sellos.
Reencontramos allí los siete genios de las mitologías antiguas; con las copas y las espadas del Tarot. El dogma escondido bajo estos emblemas es la cábala pura,ya perdida por Fariseos en la época de la llegada del Salvador; los cuadros que se suceden en esta epopeya maravillosa y profética son tanto de pentacles, entre los que el ternario, el cuaternario, el septenario y el duodenario son las llaves. Las figuras jeroglíficas son análogas de allí a las del libro de Hermès o del Génesis de Hénoch, para servirnos del título arriesgado que expresa solamente la opinión personal del sabio Guillermo Postel.
El chérub o el toro simbólico al que Moisés coloca en la puerta de la gente edénica, y que aprecia la mano una espada resplandeciente, es un esfinge que tiene un cuerpo de toro y una cabeza humana: es el antiguo esfinge asirio, entre los que el combate y la victoria de Mithra eran el análisis jeroglífico. Este esfinge armado representa la ley del misterio que vela por la puerta de la iniciación para apartar de eso a los profanos. Voltaire, que no sabía nada de todo eso, se rió mucho de ver un buey tener una espada. ¿ Que habría dicho si había visitado las ruinas de Memphis y de Tebas, y que habría tenido que responder a sus pequeños sarcasmos, tan probados en Francia, este eco de los siglos pasados que duerme en los sepulcros de Psamétique y de Ramsès?

Referencia:
Eliphas Lévi, Dogma y Ritual de la Alta Magia - Dogma - Capitulo VII: La Espada


LA ESFINGE

En este poema en alejandrino, muy bien escritos y bien equilibrado, Eliphas Lévi le ofrece al lector, a través de la Esfinge, un resumen simbólico de lo que son la Vida y la Iniciación. Afirma allí nuestra responsabilidad completa frente a nuestros actos y frente a sus consecuencias, y evoca esta Verdad a menudo desconocida que no es Dios quien nos "castiga", pero completamente yo mismo (no se trata, de hecho, de castigos, sino de reequilibrados de las energías mal utilizadas, bajo la influencia de las Leyes Universales).
Que aspirará todo a la Sabiduría eterna meditará con fruto sobre este poema iniciático y muy bello.

La Ciencia Fatal

La Esfinge esta sentada en su roca solitaria, Proponiendo un enigma en toda frente prosternada, Y si el rey futuro cedía al misterio, El monstruo decía: ¡ muere, no adivinaste en absoluto!
Sí, para el hombre aquí abajo, la vida es un problema, Que resuelve el trabajo bajo guadaña de la Muerte. Del futuro para nosotros la fuente está en nosotros mismos, Y el cetro del mundo pertenece a más mucho.
¡ Sufrir es trabajar, es acabar su tarea!
¡ Desgracia al perezoso qué duerme sobre el camino!
El dolor, como un perro, muerde los talones del cobarde Que de un solo día perdido sobrecarga el día siguiente.
Vacilar, es morir; equivocarse, es un crimen Previsto por la naturaleza y por anticipado expiado.
El ángel mal liberado recae sobre el abismo,¡ Reino y desesperación de Satanás fulminado! Dios jamás tiene lastima ni de clamores ni lágrimas,¿ Para consolarnos totalmente no tiene el futuro?Es a nosotros quienes de la desgracia forjamos las armas,¡Es a nosotros a quienes encargó del cuidado de castigarnos!
Para dominar a la muerte, hay que vencer la vida,Hay que saber morir para revivir inmortal;Hay que pisotear la naturaleza esclavizada ¡Para convertir al hombre en sabio y la tumba en altar!De la Esfinge, la última palabra es la hoguera de Alcide, Es el rayo de Edipo y la cruz del Salvador.
Para engañar los esfuerzos de la serpiente deicida,¡ Hace falta al santo amor consagrar el dolor!La frente de hombre de la Esfinge habla de inteligencia, Sus ubres de amor, sus garras de combates;Sus alas son la fe, el sueño y la esperanza,¡Y sus costados de toro el trabajo aquí abajo!
Si sabes trabajar, creer, gustar, defenderte,Si por necesidades viles no eres encadenado,Si tu corazón sabe querer y tu espíritu comprender,¡ Rey de Tebas, adiós! ¡ Tú he aquí coronado!
Eliphas LÉVI

Sabiduria De Hermes Trismegisto

LA LAMPARA DE TRISMEGISTO ILUMINA EL
PRESENTE, EL PASADO Y EL PORVENIR.
MUESTRA AL DESNUDO LA CONCIENCIA DE LOS
HOMBRES.
ILUMINA LOS REPLIEGUES DEL CORAZON DE LAS
MUJERES.
LA LLAMA BRILLA CON TRIPLE LLAMA,
EL MANTO SE PLIEGA TRES VECES Y EL BASTON
SE DIVIDE EN TRES PARTES…
EL INICIADO REINA SOBRE LA SUPERSTICION.
Y PUEDE MARCHAR SOLO EN LAS TINIEBLAS,
APOYADO EN SU BASTON,
ENVUELTO EN SU MANTO,
ILUMINADO POR SU LAMPARA…
EL INICIADO NO TIENE, PUES
NI ESPERANZAS DUDOSAS
NI TEMORES ABSURDOS, 
PORQUE NO POSEE CREENCIAS IRRAZONABLES.
SABE LO QUE PUEDE Y NADA LE CUESTA OSAR.
ASI, PARA EL, OSAR ES PODER….
HE AQUÍ UNA NUEVA INTERPRETACION DE LOS
ATRIBUTOS DEL INICIADO.
SU LAMPARA REPRESENTA EL SABER.
EL MANTO EN QUE SE ENVUELVE REPRESENTA SU
DISCRECION.
SU BASTON ES EL EMBLEMA DE SU FUERZA Y SU
AUDACIA.
SABE, OSA Y SE CALLA.
SABE LOS SECRETOS DEL PORVENIR,
OSA EN EL PRESENTE
Y CALLA ACERCA DEL PASADO.
SABE, OSA Y SE CALLA.

(DOGMA Y RITUAL DE LA ALTA MAGIA) 

Año de Fundación de Los Supremos Consejos del Grado 33º



1801  U.S.A. Jurisdicción Sur
1804  Francia
1811  España
1813   U.S.A. Jurisdicción Norte
1817   Bélgica
1826   Irlanda
1829   Brasil
1830   Perú
1833   Colombia
1840   Venezuela
1845   Inglaterra y Gales
1846   Escocia
1856   Uruguay
1858   Argentina
1859   Cuba
1860   México
1861   República Dominicana
1861  Turquía
1870   Chile
1871   Paraguay
1871   Guatemala
1872   Hungría
1872   Grecia
1873   Suiza
1874   Canadá
1875   Italia
1910   Ecuador
1912   Serbia
1913   Holanda
1913   Panamá
1922   Polonia
1923   Rumania
1925   Austria
1930   Alemania
1931   Bolivia
1950   Filipinas
1958   Costa Rica
1960   El Salvador
1960   Honduras
1961   Nicaragua
1966   Israel
1970   Irán en el exilio
1973   Finlandia
1975   Luxemburgo
1985   Australia
1992   Sudáfrica
1992   República Checa
1993   Portugal
1994   Nueva Zelanda
1995   Rusia
1996   Costa de Marfil
2000   Eslovenia
2000   Togo
2000   Bulgaria
2003   Croacia
2005   India
2006   Bosnia y Herzegovina
2006   Lituania
2007   Chipre
2007   Letonia
2008   Estonia






Historia del Régimen Escocés Rectificado

El Régimen Escocés Rectificado fue gestado en Francia entre 1774 y 1782, por dos grupos de Masones de Lyon y Estrasburgo, entre los cuales podemos citar a Jean y Bernard de TURKHEIM y Rodolphe SALTZMANN (Estrasburgo) y sobre todo por Jean-Baptiste WILLERMOZ (Lyon 1730-1824) quien fue su alma pensante. La arquitectura del Régimen fue su obra, y a él debemos la forma de la doctrina que este Rito comporta.

Desde el punto de vista formal, el Régimen Escocés Rectificado tiene tres orígenes; desde el punto de vista espiritual, tiene dos fuentes o inspiraciones. En cuanto a la estructura y simbolismo tanto masónico como caballeresco, los tres orígenes del Régimen son:
La Masonería francesa de la época, con su proliferación de los grados más diversos (Willermoz los conocía todos y practicó muchos de ellos) y que una vez depurada, sería estructurada hacia 1786-1787 en un Sistema que llevaría más tarde el nombre de "Rito francés", con sus tres grados y cuatro ordenes; sin olvidar los diversos grados cuya combinación constituye lo que se ha venido a llamar el "escocismo".
El Sistema propio de Martínez de Pasqually, personaje enigmático aunque inspirado, al que tanto Willermoz, como Louis-Claude de Saint-Martin, reconocieron siempre como a su Maestro, denominado "la Orden de los Caballeros Masones Elegidos Coens del Universo"
La Estricta Observancia, también dicha "Masonería rectificada" o "Reformada de Dresde", sistema alemán en que el aspecto caballeresco primaba absolutamente sobre el aspecto masónico, y que pretendía ser, no ya la heredera, sino además restaurar la antigua Orden del Temple abolida en 1312.

Las dos fuentes espirituales son:
LA DOCTRINA "ESOTÉRICA" de Martínez de Pasqually cuyo contenido esencial versa sobre el origen primero, la condición actual y el destino último del hombre y del universo.
LA TRADICIÓN CRISTIANA indivisible, nutrida por las enseñanzas de los Padres de la Iglesia.
A pesar de lo que algunos hayan afirmado, estas dos doctrinas, no solo no se contradicen, sino que se corroboran mútuamente.

Todos los textos prueban una perfecta ortodoxia, que a la vista del conjunto de las distintas confesiones cristianas existentes, demuestra que el Régimen Rectificado, lejos de dividir a los cristianos los reúne.

Partiendo de ahí, Willermoz ha dado a su Sistema o Régimen, una arquitectura concéntrica, organizándolo en tres "clases" sucesivas cada vez más interiores al igual que más secretas, siendo desconocida cada clase interior por la que le era exterior.

Por otra parte, ha dotado al recorrido iniciático desarrollado de grado en grado, de una enseñanza doctrinal progresivamente más precisa y explícita, gracias a las "instrucciones" que forman parte integrante del ritual de cada grado.

Esta concepción del conjunto - arquitectura del Régimen y doctrina - fue oficialmente aprobada en dos etapas. Primeramente a nivel francés, por el Convento de las Galias, tenido en Lyon (noviembre-diciembre de 1778) el cual ratificó, entre otros, el Código masónico de las Logias reunidas y rectificadas y el Código de la Orden de los Caballeros Bienhechores de la Ciudad Santa, que constituyen los textos constitucionales particulares todavía en vigor en nuestro Régimen. Luego a nivel europeo, por el Convento de Wilhelmsbad, en Alemania (agosto-septiembre de 1782), tenido bajo la presidencia del duque Ferdinand de Brunswick-Lunebourg y del príncipe Charles de Hesse, a la sazón principales dirigentes de la Estricta Observancia, quienes se adhirieron a lo que en esa época se vino a llamar la "Reforma de Lyon".

Según las decisiones adoptadas en el Convento de las Galias y luego confirmadas por el Convento de Wilhelmsbad, El Régimen Escocés Rectificado - desmarcándose así de la Estricta Observancia - renuncia a una filiación histórica con la Orden del Temple, aunque conservando con ella una filiación espiritual, ilustrada por la adopción, en este mismo Convento, de la denominación de "Caballeros Bienhechores de la Ciudad Santa", haciendo con ello referencia a los "pobres caballeros de Cristo" de los orígenes de la Orden del Temple, y no a la Orden rica y poderosa en que sus sucesores la convirtieron a lo largo del tiempo y hasta su disolución.

Por su filiación espiritual, El Régimen Escocés Rectificado reivindica, al igual que la Orden del Temple, la doble calidad caballeresca y religiosa. Esta doble calidad, que aparece ya en filigrana a lo largo de los grados masónicos y se confiere plenamente por el armamento, no es a emplear solamente en el mundo de los siglos XII o XVIII, sino que es atemporal y los medios para llevarla a cabo, cuya naturaleza es esencial, permanecen inmutables, dado que consisten en la puesta en práctica cotidiana y universal de las virtudes teologales de la fe, la esperanza y la caridad. Esto se expresa en los deberes impuestos, no ya solamente a los C.B.C.S., si no también al Masón rectificado, desde el mismo grado de aprendiz, como son la defensa de la santa religión cristiana y el ejercicio de la beneficencia hacia todos los hombres y en particular hacia los más débiles y desvalidos.


Martínez de Pasqually

Las dos fuentes espirituales son:
LA DOCTRINA "ESOTÉRICA" de Martínez de Pasqually cuyo contenido esencial versa sobre el origen primero, la condición actual y el destino último del hombre y del universo.
LA TRADICIÓN CRISTIANA indivisible, nutrida por las enseñanzas de los Padres de la Iglesia.
A pesar de lo que algunos hayan afirmado, estas dos doctrinas, no solo no se contradicen, sino que se corroboran mútuamente.

Todos los textos prueban una perfecta ortodoxia, que a la vista del conjunto de las distintas confesiones cristianas existentes, demuestra que el Régimen Rectificado, lejos de dividir a los cristianos los reúne.

Partiendo de ahí, Willermoz ha dado a su Sistema o Régimen, una arquitectura concéntrica, organizándolo en tres "clases" sucesivas cada vez más interiores al igual que más secretas, siendo desconocida cada clase interior por la que le era exterior.

Por otra parte, ha dotado al recorrido iniciático desarrollado de grado en grado, de una enseñanza doctrinal progresivamente más precisa y explícita, gracias a las "instrucciones" que forman parte integrante del ritual de cada grado.

Esta concepción del conjunto - arquitectura del Régimen y doctrina - fue oficialmente aprobada en dos etapas. Primeramente a nivel francés, por el Convento de las Galias, tenido en Lyon (noviembre-diciembre de 1778) el cual ratificó, entre otros, el Código masónico de las Logias reunidas y rectificadas y el Código de la Orden de los Caballeros Bienhechores de la Ciudad Santa, que constituyen los textos constitucionales particulares todavía en vigor en nuestro Régimen. Luego a nivel europeo, por el Convento de Wilhelmsbad, en Alemania (agosto-septiembre de 1782), tenido bajo la presidencia del duque Ferdinand de Brunswick-Lunebourg y del príncipe Charles de Hesse, a la sazón principales dirigentes de la Estricta Observancia, quienes se adhirieron a lo que en esa época se vino a llamar la "Reforma de Lyon".

Según las decisiones adoptadas en el Convento de las Galias y luego confirmadas por el Convento de Wilhelmsbad, El Régimen Escocés Rectificado - desmarcándose así de la Estricta Observancia - renuncia a una filiación histórica con la Orden del Temple, aunque conservando con ella una filiación espiritual, ilustrada por la adopción, en este mismo Convento, de la denominación de "Caballeros Bienhechores de la Ciudad Santa", haciendo con ello referencia a los "pobres caballeros de Cristo" de los orígenes de la Orden del Temple, y no a la Orden rica y poderosa en que sus sucesores la convirtieron a lo largo del tiempo y hasta su disolución.

Por su filiación espiritual, El Régimen Escocés Rectificado reivindica, al igual que la Orden del Temple, la doble calidad caballeresca y religiosa. Esta doble calidad, que aparece ya en filigrana a lo largo de los grados masónicos y se confiere plenamente por el armamento, no es a emplear solamente en el mundo de los siglos XII o XVIII, sino que es atemporal y los medios para llevarla a cabo, cuya naturaleza es esencial, permanecen inmutables, dado que consisten en la puesta en práctica cotidiana y universal de las virtudes teologales de la fe, la esperanza y la caridad. Esto se expresa en los deberes impuestos, no ya solamente a los C.B.C.S., si no también al Masón rectificado, desde el mismo grado de aprendiz, como son la defensa de la santa religión cristiana y el ejercicio de la beneficencia hacia todos los hombres y en particular hacia los más débiles y desvalidos.

Régimen Escocés Rectificado

El Régimen Escocés Rectificado, es un Sistema Masónico y Caballeresco, creado en Francia durante el último cuarto del siglo XVIII. El Rito Escocés Rectificado conserva en sus rituales íntegramente toda su pureza de acuerdo al texto de su Constitución original (Código masónico de las Logias reunidas y Rectificadas y Código general y reglamentos de la Orden de los Caballeros Bienhechores de la Ciudad Santa "C.B.C.S." de 1778).

El Régimen Escocés Rectificado esta perfectamente estructurado comportando tres clases: dos ostensibles y una "secreta". La primera es la clase simbólica u Orden masónica, en la cual se confiere y lleva a término la iniciación masónica. La segunda es la Orden Interior, que es una Orden de caballería cristiana en ningún modo asimilable, ni a un Sistema de altos grados, ni a los grados filosóficos.

Orden masónica
Estructurada en Logias de San Juan y Logias de San Andrés
Logias de San Juan (Logias Azules)

1º Aprendiz
2º Compañero
3º Maestro

Logias de San Andrés

4º Maestro Escocés de San Andrés (Tambien llamado Logia Verde)

Orden Interior

4º Escudero Novicio
5º Caballero Bienhechor de la Ciudad Santa

Metropolitan College (Clase Secreta)

7º - Chevalier-Profes (Caballero Profeso)
8º - Chevalier-Grand Profes (Gran Caballero Profeso)

En el siglo XVIII, existía además una "clase secreta", la de la Profesión. Los Caballeros que la componían se dividían en dos categorías: los Profesos y los Grandes Profesos, reunidos en un Colegio metropolitano. Estos, aunque comprometidos de manera total con la Orden, no ejercían, en tanto que componentes de esa "clase secreta", función de responsabilidad o dirección administrativa alguna, ya que estas últimas eran competencia únicamente de la Orden Interior, los Profesos y Grandes Profesos se dedicaban, mediante el estudio y la meditación, a profundizar en la doctrina expuesta en los textos ("instrucciones secretas") conservados por el Colegio metropolitano, estando encargados de vivificar la Orden, tanto por sus conocimientos como por su ejemplo de vida. Esta clase al parecer ha desaparecido, o si acaso existe, prosigue, como por otro lado lo hacía en su origen, con una existencia muy discreta.

Los diversos niveles de que se compone la estructura del Régimen Escocés Rectificado, son perfectamente coherentes desde el primero al último, encajando cada grado el uno al otro y recibiendo el recipiendario una explicación progresiva del grado anterior pero desde la perspectiva actual alcanzada. Este Sistema Masónico progresivo, no es el único concebido así, pues las Grandes Logias escandinavas (Suecia, Dinamarca e Islandia) practicantes del Rito Sueco, así como la Grosse Landesloge der Freimaurer von Deutschland, que practica el Rito de Zinnendorf, versión alemana del Rito Sueco, tienen una estructura similar al nuestro (es un sistema en 10 grados + un grado 11º, denominado Caballero Comendador de la Cruz Roja, estructurados también en Logias de San Juan, Logias de San Andrés y Capítulos) conservando con ellos derechos de visita, siendo al igual que nosotros, Sistemas Masónicos reservados exclusivamente a cristianos.

Esta exclusividad, que pudiera llegar a sorprender, no hace más que respetar la más estricta Tradición Masónica, pues hasta la misma masonería anglosajona estuvo dividida de 1753 a 1813 en dos Grandes Logias, la de los Antiguos y losModernos, enfrentadas a causa de la descristianización llevada a cabo en los rituales por los Modernos, que acabaron imponiendo sus tesis, aunque conservando la exigencia de creer en un Dios revelado, base fundamental de la Masonería Regular internacional.
Por otro lado, la exigencia de la condición de cristiano para poder pertenecer a la Masonería Rectificada, no es en absoluto excluyente pues en nuestras Logias conviven fraternalmente católicos, cristiano ortodoxos, cristiano maronitas, anglicanos y protestantes, trabajando juntos y fortificando lo que los une y suavizando lo que los separa, además que, de acuerdo a la Tradición masónica, nos está prohibido discutir en Logia de religión o de política.

CONCLUSIÓN

El Régimen Escocés Rectificado tiene por finalidad el mantener y fortificar, no solamente en la Orden Interior, sino también en las Logias masónicas, los principios sobre los que se sustenta, que son:
La fidelidad a la religión cristiana, fundamentada en la fe en la Santa Trinidad.
La adhesión a los principios y tradiciones, tanto masónicas como caballerescas, del Régimen, que se traducen en profundizar en la fe cristiana y en el estudio de la doctrina esotérica cristiana, enseñada en la Orden.
El perfeccionamiento de uno mismo por la práctica de las virtudes cristianas con el fin de vencer las pasiones, corregir los defectos y progresar por la vía de la realización espiritual.
La dedicación a la patria y al servicio de los demás.
La práctica constante de una beneficencia activa y esclarecida hacia todos los hombres, sea cual sea su raza, nacionalidad, situación, religión y sus opiniones políticas o filosóficas.
En definitiva, como ha sido dicho, la realización espiritual que el Régimen Escocés Rectificado propone como objetivo a sus miembros, proporcionándoles los medios para conseguirlo, es la de volver a ser hombres verdaderos, templos de Dios, Uno en tres Personas.


Notas sobre el Régimen Escocés Rectificado

El Régimen Escocés Rectificado es un sistema masónico y caballeresco que fue creado en Francia durante el último cuarto del siglo XVIII. Conserva íntegramente en sus rituales toda su pureza de acuerdo al texto de su Constitución original (Código Masónico de las Logias Reunidas Rectificadas y el Código General de los Reglamentos de la Orden de los Caballeros Bienhechores de la Ciudad Santa, CBCS, de 1778).

El Régimen Escocés Rectificado está estructurado en dos niveles o clases: la Masonería simbólica y la Orden Interior, clases que a su vez se subdividen en los grados de Aprendiz, Compañero, Maestro y Maestro Escocés de San Andrés para la Masonería Simbólica, y las dos etapas de Escudero Novicio y Caballero Bienhechor de la Ciudad Santa (CBCS) que componen la Orden Interior.

En la época actual, y con el fin de adecuar su particular estructura de cuatro grados simbólicos a lo estipulado por las Grandes Logias regulares, que sólo reconocen como simbólicos los grados de Aprendiz, Compañero y Maestro Masón, se resolvió en Francia, con fecha 7 de julio de 1958, que en lo sucesivo esos tres primeros grados fueran administrados por la Obediencia masónica que en cada país ostente la regularidad internacionalmente reconocida.

En España, esa Obediencia es la Gran Logia de España, quien administra y garantiza la pureza en la práctica de los rituales, desde su misma fundación en 1982, quedando el resto de la estructura bajo la jurisdicción administrativa del Gran Priorato de España.

Historia del Régimen Escocés Rectificado

El Régimen Escocés Rectificado fue gestado en Francia entre 1774 y 1782, por dos grupos de masones de Lion y Estrasburgo, entre los cuales podemos citar a Jean y Bernard de Turkheim y Rodolphe Saltzmann (Estrasburgo) y sobre todo por Jean-Baptista Willermoz (Lion 1730-1824), quien fue su alma mater. La arquitectura del Régimen fue su obra, y él fue quien dio forma a la doctrina que este Rito comporta.

Desde el punto de vista formal, el Régimen Escocés Rectificado tiene tres orígenes, desde el punto de vista espiritual, tiene dos fuentes o inspiraciones. En cuanto a la estructura y simbolismo tanto masónico como caballeresco, los tres orígenes del Régimen son:
La Masonería francesa de la época, con su proliferación de los grados más diversos (Willermoz los conocía todos y practicó muchos de ellos) y que una vez depurada, sería estructurada hacia 1786- 1787 en un sistema que llevaría más tarde el nombre de "Rito Francés", con sus tres grados y cuatro órdenes, sin olvidar los diversos grados cuya combinación constituye lo que se ha venido en llamar "el escocismo".
El Sistema propio de Martínez de Pasqually, personaje enigmático aunque inspirado, al que tanto Willermoz como Louis-Claude de Saint-Martin reconocieron siempre como a su maestro, denominado la Orden de los Caballeros Masones Elegidos Coens del Universo".
La Estricta Observancia, también dicha "Masonería Rectificada" o "Reformada de Dresde", Sistema alemán en que el aspecto caballeresco primaba absolutamente sobre el aspecto masónico, y que pretendía ser, no ya la heredera, sino además restaurar la antigua Orden del Temple abolida en 1312.

Objetivos del Régimen Escocés Rectificado

El Régimen Escocés Rectificado tiene por finalidad el mantener y fortificar, no solamente en la Orden Interior, sino también en las Logias simbólicas, los principios sobre los que se basa, que son:
La fidelidad a la religión cristiana, fundamentada en la fe en la Santa Trinidad.
La adhesión a los principios y tradiciones, tanto masónicas como caballerescas, del Régimen, que se traducen en profundizar en la fe cristiana y en el estudio de la doctrina esotérica cristiana, enseñada en la Orden.
El perfeccionamiento de uno mismo por la práctica de las virtudes cristianas con el fin de vencer las pasiones, corregir los defectos y progresar por la vía de la realización espiritual.
La dedicación a la patria y al servicio de los demás.
La práctica constante de una beneficencia activa y esclarecida hacia todos los hombres, sea cual sea su raza, nacionalidad, situación, religión y sus opiniones políticas o filosóficas.
En definitiva, como ha sido dicho, la realización espiritual que el Régimen Escocés Rectificado propone como objetivo a sus miembros, proporcionándoles los medios para conseguirlo, es la de volver a ser hombres verdaderos, templos de Dios, Uno en Tres Personas.

Fuentes Espirituales del Régimen Escocés Rectificado

Las principales fuentes sobre las que se sustenta el Régimen Escocés Rectificado son dos:
La doctrina esotérica de Martinez de Pasqually, cuyo contenido esencial versa sobre el origen primero, la condición actual y el destino último del hombre y del universo.
La tradición cristiana indivisible, nutrida por las enseñanzas de los Padres de la Iglesia.
A pesar de lo que algunos hayan afirmado, estas dos doctrinas no sólo no se contradicen, sino que se corroboran mutuamente.

Todos los textos del Régimen Escocés Rectificado prueban una perfecta ortodoxia que, a la vista del conjunto de las distintas confesiones cristianas existentes (católica, ortodoxa, protestante, etcétera), demuestra que el Régimen Rectificado, lejos de dividir a los cristianos, los reúne.

Partiendo de ahí, Willermoz dio a su Sistema o Régimen una arquitectura concéntrica, organizándolo en tres "clases" sucesivas cada vez más interiores, al igual que más secretas, siendo desconocida cada clase interior por la que le era exterior.

Por otra parte, dotó el recorrido iniciático desarrollado de grado en grado, de una enseñanza doctrinal progresivamente más precisa y explícita, gracias a las "instrucciones" que forman parte integrante del ritual de cada grado.

Invocações e Evocações: Vozes Entre os Véus

Desde as eras mais remotas da humanidade, o ser humano buscou estabelecer contato com o invisível. As fogueiras dos xamãs, os altares dos ma...