quinta-feira, 2 de junho de 2016

Manifestos Rosa-Cruzes


Introdução aos Manifestos Rosa-Cruzes

O último descendente da família Germelshausen nasceu em 1378 em um castelo localizado no interior da Floresta da Turíngia. Aos cinco anos de idade toda sua família foi assassinada em função de sua fé Albigensiana, mas felizmente ele foi levado para um monastério onde foi criado e educado. Esse indivíduo veio a ser conhecido como Christian Rosenkreutz. *

Aos quinze anos, ele e o Irmão P.A.L. começaram uma jornada em busca de um centro particular de iniciação. Essa jornada levou Christian a Chipre (onde o Irmão P.A.L. morreu) e então a Damasco, de onde foi para um centro de iniciados em Damcar, na Arábia. Em sua viagem de volta à Alemanha visitou o Egito, Fez, Espanha e França.

De volta à Turíngia, após longos anos de penosas viagens, ele deu começo a uma Fraternidade de oito Irmãos que veio a ser conhecida como Fraternidade da Rosa Cruz. Esses oito Irmãos estabeleceram entre si um acordo de trabalhar sob seis Leis. Por fim, cinco deles partiram para difundir seu conhecimento por todo o mundo.

Desta forma, houve uma célula original de oito Irmãos que se dividiu em seis diferentes células: uma na Alemanha com o Pai C.R.C. e os Irmãos B. e D., e cinco outras estabelecidas em diferentes países. Essas seis células, que deram origem a outras, são responsáveis pelas muitas Linhagens R+C que hoje temos, cada uma se especializando em um diferente ramo do conhecimento, tal como, Misticismo, Kabala, Astrologia, Alquimia, Ocultismo, Ciência, e assim por diante.

Essa busca por conhecimento através de muitos diferentes Caminhos, onde a liberdade de pesquisa e expressão é respeitada e encorajada, é característica básica do Rosacrucianismo e está de acordo com plano original traçado pelo Pai C.R.C.

Os três Manifestos que apresentamos a seguir são de fundamental importância dentro do Movimento Rosa-Cruz, pois conforme o Imperator Gary L. Stewart salienta, o Fama e o Confessio fornecem nossas Normas, Códigos e Leis enquanto as Nuptiae Chymicae fornecem nossa Iniciação e nossa Doutrina.

Biografia Henrique José de Souza


Henrique José de Souza (Salvador, 15 de Setembro de 1883 — São Paulo, 9 de Setembro de 1963) foi um eubiota, estudioso do ocultismo, fundador da Sociedade Brasileira de Eubiose e reconhecido como patrono de diversas lojas maçônicas e instituições de cunho cultural-espiritualista, além de ter realizado diversos estudos iniciáticos acerca da espiritualidade e da identidade cultural brasileira. Precursor do movimento eubiótico, manteve ainda, ao longo de sua vida, relações com experiências de iniciação do budismo esotérico e da teosofia.

Cresceu e iniciou sua obra em sua cidade natal, atuando em 1905 como co-fundador da loja teosófica Alcyone.

Filho de rica e tradicional casa de Salvador, com a morte precoce do pai, empresário teatral e exportador, e a seguir, a do irmão mais velho, abandonou a faculdade de Medicina para assumir a direção dos negócios e o sustento da família. A Primeira Guerra Mundial pôs termo tanto ao comércio como às trocas culturais com a Europa e, assim, aos seus tormentos de empresário a contragosto, pois teve de dissolver as empresas. Pôde então aprofundar-se nos estudos de filosofias, religiões e línguas antigas comparadas, de sorte que, em 1916, radicou-se no Rio de Janeiro, ocupado com o jornalismo e palestras públicas na sua especialidade e à testa de Samyama, uma escola de filosofia oriental.

Antes disso, realizou uma longa viagem ao Oriente, passando por Portugal, Índia, Tibete e uma série de outros lugares. Ao retornar, fundou em 1924, na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, a Sociedade Mental e Espiritualista Dhâranâ, posteriormente chamada de Sociedade Teosófica Brasileira. Mais tarde, transferiu sua sede para a cidade de São Lourenço, ao sul de Minas Gerais. Logo após seu falecimento a sociedade foi denominada Sociedade Brasileira de Eubiose.

Profundo estudioso do ocultismo e da teosofia, o "Professor", como ainda é chamado pelos discípulos da instituição a que deu origem, desenvolveu diversos aspectos da teosofia e do ocultismo ligados à espiritualidade brasileira e a lugares sagrados do Brasil, iniciando assim o movimento eubiótico. Desenvolveu também temas ligados à iluminação, à evolução da consciência e aos ciclos naturais do planeta e da humanidade. Sua obra ainda hoje é tema de estudos no campo da antropologia, religiosidade e misticismo (cf. p. ex. Fortis, 1997) e seu legado é seguido por diversas instituições derivadas ou não das que criou em vida, entre elas a própria Sociedade Brasileira de Eubiose, a Sociedade de Estudos Teosóficos e a Confraria Mística Brasileira, além de lojas maçônicas e outros grupos não-formalizados.



Obras

Henrique José de Souza publicou centenas de artigos na revista Dhâranâ, divulgada a partir da Sociedade Brasileira de Eubiose e ainda quatro livros: "O Tibete e a Teosofia" (1928-32), em parceria com seu amigo e também ocultista Mario Roso de Luna; "O Verdadeiro Caminho da Iniciação" (1940); "Ocultismo e Teosofia" (1949), sob pseudônimo de Laurentus; e "Os Mistérios do Sexo" (1965).

Para a formação dos discípulos da Sociedade Brasileira de Eubiose, verteu do inglês e do francês parte da obra de Helena Petrovna Blavatsky, da mesma forma que, do espanhol, a de Roso de Luna, comentando-as e atualizando-as. Ainda de Roso de Luna - com quem manteve intensa correspondência desde 1928 até a morte do amigo, em 1931 - traduziu do francês a obra "Evolucion Solaire et Séries Astrochimiques" (1909), que adianta a possibilidade teórica de estudar a composição química do Sol e outros astros pela análise do seu espectro eletromagnético, hoje fato consumado. Também de autoria do teósofo espanhol, traduziu os 21 capítulos iniciais de "O Tibete e a Teosofia", completando-o com outros tantos de sua lavra.

Mas a grande obra literária de Henrique José de Souza são suas Cartas de Revelação, escritas de 1924 até 1963, contendo as linhas-mestras do movimento eubiótico e as instruções diretivas da Sociedade Brasileira de Eubiose, projetadas até o século XXI. Essa imensa pregação epistolar foi revista e resumida, sob sua orientação, na década de 1940, descartando-se os originais do período precedente. Pela desatenção de colaboradores, perdeu-se uma parte, mas restam ainda, organizadas cronologicamente e classificadas por assunto, através de exaustivo índice remissivo, cerca de 4 mil páginas datilografadas, que se mantém em bibliotecas reservadas para consulta de membros efetivos da Sociedade Brasileira de Eubiose.

Além de literato, foi músico e poeta, sendo de sua autoria a extensa coletânea de músicas (e letras) que enriquecem o cenário das ritualísticas da Eubiose.

Referências

ARCHANJO, Marcelo Vidaurre - "Ex-Occidente Lux: Sociabilidade e Subjetivacao em um Colegio iniciatico". Tese de Doutorado em Antropologia Cultural sobre a Sociedade Brasileira de Eubiose (2004), defendia no PPGSA (Programa de Pos-Graduacao em Sociologia e Antropologia) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). http://www.ifcs.ufrj.br/~ppgsa/doutorado/doutorado2004_50.html

Hermetismo Curiosidades



Premissas e conceitos:

1-      Chama-se corpóreo é tudo aquilo que é engendrado.
1.1-  Tudo que é engendrado é corruptível.
1.2-  Todo corpo é móvel.
1.3-  Um corpo não deve ser capaz de mover outro corpo.

Explicação: O hermetismo, trabalhado a partir do Corpus Hermeticum, trabalhará com a dualidade corpo e espírito, tratando como corpo tudo àquilo que é móvel e sujeito a mutação, e como espírito o contrário disto. Sendo o corpo um móvel, não pode ele mover outros corpos, uma vez que, o móvel é àquilo que é movido, sendo necessário então um outro objeto, o qual ele chamará de incorpóreo ou espírito.

Premissas e conceitos:

2-      Chama-se incorpóreo tudo aquilo que é não-engendrado.
2.1- O incorpóreo é incorruptível.
2.2- O incorpóreo é imóvel e motor.
2.3- O incorpóreo é responsável pelo movimento dos corpos.

Explicação: O incorpóreo é não criado, e desse modo, não faz parte do mundo, não estando sujeito ao devir. Ele também não pode ser movido, já que não exerce força motora sobre si mesmo e nada há maior que ele. Desse modo, o incorpóreo é responsável por mover os corpos, tanto no movimento mecânico, quanto no movimento potencial.

Premissas e conceitos:

3-      O espaço é um incorpóreo.

3.1- Todos os corpos estão contidos no espaço.
3.2- O espaço é o recipiente do corpo.
3.3- O espaço deve ser superior ao corpo, para que lhe seja permitido o movimento.
Explicação: O espaço não é um corpo. Está é, talvez, uma noção difícil de ser pensada. Tomemos como exemplo, um cômodo de uma casa, nesse cômodo há uma cama, o cômodo é formado por paredes, porém não é o centro da união de paredes que é o espaço, estando este cômodo, assim como toda a casa, ou melhor, o mundo, contido num espaço, incorpóreo e ilimitado.

Premissas e conceitos:

4-      O espaço não possui limite.
4.1- O corpo possui forma e limite, todo corpo é limitado.
4.2-O incorpóreo não possui forma, sem forma não é possível lhe impor fronteiras.
4.3- Não há limites para o incorpóreo.

Explicação: Tal desenvolvimento não se encontra no hermetismo de maneira clara, mas é amplamente desenvolvida por hermetistas do período renascentista, tal como Giordano Bruno, em seu livro “Sobre o infinito, o universo e os mundos”. Tal pensamento, que possui base na geometria, afirma que só é possível impor limites espaciais ao corpo, sendo o incorpóreo, ilimitado, ou não passivo de dimensão.

Premissas e conceitos:

5-      O mundo é um corpo.
5.1- O mundo é a totalidade dos corpos.
5.2- O mundo, enquanto totalidade é um móvel potencial.

Explicação: O mundo é um composto, um corpo, composto por todos os corpos. Segundo o hermetismo esse mundo está “contido” no intelecto divino, no incorpóreo, porém não é claro na obra, se ele possui limites ou é infinito. Graças ao pensamento antigo, pensa-se o mundo no hermetismo como limitado, como uma forma talvez de manter uma linearidade histórica, outros autores porém, defenderão a noção hermética de mundo como infinito. A grande questão nesse debate, é a afirmação de que o mundo está contido no espaço incorpóreo. Se algo o contém, ele possui um limite, porém o contra argumento a noção do limite do mundo no hermetismo, é a afirmação de que o espaço ao qual ele se refere, não é enquanto lugar, mas enquanto pensamento divino. Não entrarei nesse debate, apenas apresento as posições.

Citações:

“Todo móvel é movido não em qualquer coisa que se move, mas em qualquer coisa em repouso: o motor também está em repouso, pois não pode ser movido com aquilo que move”
(Hermes, p 20-6)

“Todo movimento então é feito numa imobilidade e por uma imobilidade. Assim então, o movimento do mundo e de todo vivente material deve provir não de causas exteriores ao corpo, mas interiores, operando de dentro para fora, quer seja dos inteligíveis, quer seja a alma ou o sopro ou qualquer outro incorpóreo.
 Pois um corpo não pode mover animado, de uma maneira geral, nenhuma espécie de corpo, mesmo se este corpo é inanimado.”
(Hermes, p 21-8)

“Pois é o que se encontra dentro do corpo que é o motor da coisa inanimada e não esse corpo mesmo, que move de uma só vez dois corpos, o corpo daquele que porta e o corpo daquele que é portado”
(Hermes, p 21-9)

A concepção de Magia

   A magia é tratada na história do ocultismo, de dois modos, um modo a trata como uma disciplina investigativa ou uma ciência (Logos- λόγος) ,o outro modo a trata como uma arte, uma disciplina técnica, ritualística e religiosa. A magia enquanto ciência, mescla-se a filosofia antiga e a gnose e as religiões de mistérios, onde o mago seria o sujeito que busca desvelar natureza, compreendendo seus aspectos não perceptíveis aos sentidos, as chamadas virtudes ocultas, para fim de adquirir conhecimento simplesmente, ou para, como comumente se aponta, produzir efeitos sobre a Natureza. Por outro lado, a magia enquanto algo puramente artístico, que o modelo mais comum na qual ela é tratada nos meios mais populares, tem seus princípios em uma raiz totalmente religiosa. Não é possível demarcar quando começa, uma das teses mais aceitas na atualidade, é que as bases da magia ritual(artística) remonta ao período rupestre.  Sejam quais forem as concepções de magia já trabalhadas, na contemporaneidade, faz-se uma distinção clara entre esses dois modelos, chamando a ideia científica de magia de Ocultismo, e a ideia artística mantendo o nome magia.

  Magia é uma faculdade de
maravilhosa virtude, cheia
dos mais nobres mistérios,
contendo a mais profunda
contemplação das coisas
mais secretas junto à
natureza, ao poder, à
qualidade, à substância e às virtudes
delas, bem como o conhecimento de toda
a natureza, e ela nos instrui acerca da
diferença e da concordância das coisas
entre si, produzindo assim maravilhosos
efeitos, unindo as virtudes das coisas
pela da aplicação delas uma em relação a
outra, unindo-as e tecendo-as bem
próximas por meio dos poderes e das
virtudes dos corpos superiores.
(Agrippa, p 80)
Essa é a mais perfeita e principal
ciência, a mais sagrada e sublime espécie
de filosofia e, por fim, a mais absoluta
perfeição de toda a excelentíssima
Filosofia. Pois, vendo que a filosofia
reguladora é dividida em natural,
matemática e teológica — a filosofia
natural, aliás, ensina a natureza das
coisas que estão no mundo, explorando e
investigando suas causas,
efeitos, tempos, lugares, maneiras,
eventos, o todo e as partes,
(Agrippa, p 80)

“ A magia era o exercício de propriedades psíquicas adquiridas nos diversos níveis de iniciação. O desenvolvimento da vontade é o fim que todo homem deve ter em mente, se deseja comandar as forças da natureza.” (Papus, p 104)

 Os defensores da antiguidade rupestre da magia parecem em diversos sentidos, defender uma dicotomia da prática mágica, em que ela é colocada sob aspectos da linguagem e da fé. No exemplo dos homens das cavernas, diz-se esses estudiosos, que as pinturas de caça feito com sangue de animais nas paredes da caverna, não estavam ali, somente para narrar um ocorrido, mas para manipular a natureza de modo, que a próxima caça ocorra tal como documentado. Em termos de magia moderna, um primitivo sistema de signo era criado, alimentado por meio de um rito, para exercer influência sobre os fenômenos. Partindo do princípio que tal história seja verdadeira, ao analisarmos o sistema mágico moderno, vemos que muito pouco mudou desde esse primórdio.
  O que muito comumente se observa, é uma tentativa de reciclar as noções de magia, fazer que idéias antigas ainda façam sentido na contemporaneidade.
 Tendo observado que sistemas diferentes tratam por magia coisas diferentes, hora como um estudo intelectual, hora como uma prática de emoções e transcendência (ambos os conceitos bem misturados no hermetismo) , darei agora a significação que escolhi para tratar do tema nesse texto, e como analisar a prática mágica dentro da perspectiva mecânica do hermetismo.
  Como foi analisado no corpus hermeticum, todo movimento, sem exceção, parte de um incorpóreo, um motor, uma ANIMA. Esse motor é causa eficiente, sendo responsável pela tanto mudança espacial dos objetos, quanto pela mudança formal. Em um exemplo claro, a ação desse incorpóreo sobre nós, fará com que nosso corpo se desenvolva e faça tudo aquilo que ele está apto a fazer. Porém, quando aplicamos o princípio de correspondência hermética para compreender o funcionamento da magia, vemos que não temos nenhuma dificuldade em pensar isso. Defino pois, por magia, o efeito de um incorpóreo sobre uma estrutura potencial. Pensemos isso mais claramente: “O efeito de um incorpóreo sobre uma estrutura potencial”.
 Já vimos, que o incorpóreo a força que dá movimento aos corpos, falta-nos compreender, o que se quer dizer com “Estrutura potencial”. Chamo por estrutura todo composto de dois ou mais objetos, que se comunicam de modo a gerar uma cadeia de possibilidades. Porém tal estrutura, seria imóvel, caso não fosse tocada por um incorpóreo, de modo que, as possibilidades da interação entre os objetos simples, jamais viesse a se tornar presentes. Por exemplo, uma semente é um objeto composto de N objetos mais simples, de modo que, as interações desses objetos contidos na semente, conjuntamente a objetos externos, fazem com que essa semente venha a se tornar uma árvore, porém tais objetos contidos nessa semente não são suficientes, embora sejam necessários, é preciso ainda uma força que faça com que essa interação ocorra e se desdobrem numa cadeia de possibilidades. E por isso que essa estrutura é potencial, pela razão mesma de que ela se desdobra numa cadeia de possibilidades. De modo que, um magicista pode acelerar o crescimento de uma planta, ou retardar, mas não pode fazer que desta planta brote um elefante, pelo menos, não apenas utilizando água, luz e terra.
 O magismo então, nada mais é que, a construção de estruturas potenciais e imposição da força motora sobre tais estruturas, de modo que, para seu funcionamento deve-se atentar tanto a cadeia de possibilidades, quanto a força empregada.
 Ainda hoje, é comum observar entre os praticantes da arte, em uma total alienação, se valem de estruturas pré-estabelecidas, sendo que de modo algum, compreendem o modos operandi dessas técnicas. Paracelso, em seu livro A Chave da Alquimia , tece uma crítica aos pensadores de sua época, incluindo entre eles os místicos. Tal crítica, que vai desde a adjetivação de “copistas”, “aduladores” até a “adestradores de cães” se dá pelo fato de que, um fenômeno comum a época(Século XV e XVI), o trabalho alienado sobre os ramos do conhecimento, ou a mera repetição de doutrinas, já era observado e me atrevo a dizer, é perpetuado até os dias de hoje.
  Talvez, um modo, de quebrar este ciclo coprofágico , se dê pelo estudo estrutural da magia e de outros interesses do ocultismo, para que possamos hoje, como os antigos, investigar a natureza e o homem, a partir deles mesmos, sem que precisemos mais, nos fixarmos a paradigmas e doutrinas.

Bibliografia trabalhada:

Hermes Trimegisto.  Corpus Hermeticum. Editora Hemus. 1978
Bruno, Giordano. Sobre o infinito, o universo e os mundos. Editora Nova Cultural.1988.
Três Iniciados. O Caibalion. Editora Pensamento. 1997.
Agrippa, Cornélio. Três Livros de Ciências Ocultas. Editora Madras.
Papus, Tratado de Ciências Ocultas. Editora Três. 1973.
Paracelso. A Chave da Alquimia. Editora Três. 1973.
Lemus, Hugo.Místicos, falácias, ilusões e ciclos coprofágicos.Sociedade Filosófica Estrela Rubra.2014.

Hermetismo Uma Visao Geral


Hermetismo é o estudo e prática da filosofia oculta e da magia associados a escritos atribuídos a Hermes Trismegisto, "Hermes Três-Vezes-Grande", uma deidade sincrética que combina aspectos do deus grego Hermes e do deus egípcio Thoth.

Os escritos mais importantes atribuídos a Hermes são a Tábua de Esmeralda e os textos do Corpus Hermeticum. Estas crenças tiveram influência na sabedoria oculta europeia, desde a Renascença, quando foram reavivadas por figuras como Giordano Bruno e Marsilio Ficino. A magia hermética passou por um renascimento no século XIX na Europa Ocidental, onde foi praticada por nomes como os envolvidos na Ordem Hermética do Amanhecer Dourado e Eliphas Levi. No século XX foi estudada por Aleister Crowley, entre outros.

Escritos herméticos

Os escritos herméticos são uma coleção de 18 obras Gregas, e as principais são o Corpus Hermeticum e a Tábua de Esmeralda, as quais são tradicionalmente atribuídas a Hermes Trismegisto ("Hermes três vezes grande").

Estes escritos contêm os aspectos teórico e filosófico do Hermetismo em seu aspecto teosófico. O bizantino é marcado por uma outra coleção de obras herméticas, que também são relacionadas ao Hermes Trismegisto, e contêm uma tradição hermética popular a qual é composta essencialmente por escritos relacionados a astrologia, magia e Alquimia. Esta versão popular encontra sustentação ou base nos diálogos Herméticos, apesar dele se distanciar da magia.

A prática da magia entretanto não está distante das praticas realizadas no antigo Egito, a qual em uma última análise é a fonte de todos os diálogos herméticos, pois o hermetismo lá floresceu, e portanto estabelece uma conexão entre as duas tradições Herméticas: filosófica e magia.

O livro Caibalion foi escrito no final do século XIX por três iniciados que registraram as Sete Leis do Hermetismo. Não é um livro oriundo da era pré-cristã como se supõe.

O hermetismo consiste, de forma sincrética, no estudo e prática da evolução e expansão da consciência humana até à Consciência divina, penetrando assim nos mais profundos mistérios da Criação, o que ficou conhecido como iniciação, iluminação ou senda no Oriente.

A Obra Omnia de Giuliano Kremmerz no Brasil

Hermes Trismegisto

A divindade de Hermes Trismegisto provêm da introdução do deus Toth na religião grega. Toth é um deus egípcio o qual simboliza a lógica organizada do universo. Ele é relacionado aos ciclos lunares a qual em suas fases expressa a harmonia do universo. E também como deus do verbo e da sabedoria foi naturalmente identificado com Hermes. Como o deus da sabedoria o Toth foi atribuído como escritor de uma série de textos sagrados egipcíos os quais descrevem os segredos do universo. Os textos Herméticos antigos podem ser considerados também retentores de ensinamento e de uma base de iniciação a antiga religião egípcia.

Como todos os deuses egípcios o Toth inicialmente era adorado localmente, mas depois a adoração a ele espalhou-se por todo o Egito. Uma das localidades de adoração ao Toth era na Grande Hermópolis. Com o estabelecimento da dinastia ptolomaica naquela região Gregos imigraram também para a cidade sagrada de Toth. Desta imigração de gregos advém a identificação de Hermes com Toth.

Evolução durante os anos

Como a origem dos conhecimentos herméticos datam de alguns milhares de anos, é natural que durante tão longo tempo tenha ocorrido grandes transformações, tanto no que diz respeito aspectos organizacionais quando no contexto dos próprio ensinos. Dito isso resultou um grande número organizações no passado assim como no presente intituladas de "Ordem Hermética". Os conhecimentos e a estruturação de algumas são oriundas das Escolas de Mistérios do Antigo Egito. Naturalmente o termo "Ordem" só apareceu depois da decadência do Egito, quando grupos de estudiosos deram nomes às organizações que transmitiam o conhecimento deixados por Thoth.

Sempre existiram muitas organizações que se intitularam de Sociedade, ou de Ordem Hermética, e também na atualidade. Muitas trazem ensinamentos autênticos, embora algumas atribuam o nome "hermética" a conceitos de grupos ou meras fantasias.

Ordens herméticas que ficaram consagradas ao longo dos séculos foram a Ordem dos Cavaleiros Templários, a Maçonaria e a Ordem Rosacruz.A Ordem Hermética da Aurora Dourada é uma ordem nova comparada com as anteriores,ela surgiu na década de 1880.

Interpretações dos textos

Caibalion

São sete as principais leis herméticas, estas se baseiam nos princípios incluídos no livro "O Caibalion"[1] que reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas. A palavra Caibalion seria um derivado grego da mesma raiz da palavra Cabala, que em hebraico significa "recepção". O livro descreve as seguintes leis herméticas:

Lei do Mentalismo: "O Todo é Mente; o Universo é mental".
Lei da Correspondência: "Aquilo que está embaixo é como aquilo que está em cima, aquilo que está em cima é como aquilo que está embaixo".
Lei da Vibração: "Nada está parado, tudo se move, tudo vibra".
Lei da Polaridade: "Tudo é duplo, tudo tem dois polos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliáveis".
Lei do Ritmo: "Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação".
Lei do Gênero: "O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero manifesta-se em todos os planos da criação".
Lei de Causa e Efeito: "Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nada escapa à Lei
Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia

“Os lábios da sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do entendimento.” – O Caibalion

Nos primeiros tempos existiu uma compilação de certas Doutrinas básicas do Hermetismo, transmitida de mestre a discípulo, a qual era conhecida sob o nome de “Caibalion”. A palavra “Caibalion”, na linguagem secreta significa tradição ou preceito manifestado por um ente de cima.

Esta palavra tem a mesma raiz que a palavra Cabala, vida ou entre manifestado, com o acréscimo do “íon” ou “eon” dos gnósticos. Este ensinamento é, contudo, conhecido por vários homens a quem foi transmitido dos lábios aos ouvidos, desde muitos séculos.

Estes preceitos nunca foram escritos ou impressos até chegarem ao nosso conhecimento, sendo uma coleção de máximas, preceitos e axiomas, não inteligíveis aos profanos, mas que eram prontamente entendidos pelos estudantes do hermetismo.

Do velho Egito saíram os preceitos fundamentais esotéricos e ocultos que tão fortemente tem influenciado as filosofias de todas as raças, nações e povos, por vários milhares de anos. O Egito, a terra das Pirâmides e da Esfinge, foi a pátria da Sabedoria secreta e dos Ensinamentos místicos. Todas as nações receberam dele a Doutrina secreta.

No antigo Egito viveram os grandes Adeptos e Mestres que nunca mais foram superados, e raras vezes foram igualados, nos séculos que se passaram desde o tempo do grande Hermes, que entre os Grandes Mestres do antigo Egito era conhecido como o Mestre dos Mestres, que foi o pai da Ciência Oculta, o fundador da Astrologia e o descobridor da Alquimia.

Supõe-se que Hermes viveu pelo ano 2.700 a.C., quando o Egito já estava sob o domínio dos Reis Pastores. Em todos os países antigos, o nome de Hermes Trismegisto foi reverenciado, sendo esse nome considerado como sinônimo de “Fonte de Sabedoria”.

“Os Princípios da Verdade são Sete; aquele que os conhece perfeitamente, possui a Chave Mágica com a qual todas as Portas do Templo podem ser abertas completamente.” – O Caibalion

1. O Princípio de Mentalismo

“O Todo é Mente; o Universo é Mental.” – O Caibalion

Este princípio contém a verdade que Tudo é Mente, estabelecendo a natureza Mental do Universo. Explica que O Todo é o Espírito, é Incognoscível e Indefinível em si mesmo, mas pode ser considerado como uma Mente vivente Infinita e Universal. O Todo é a realidade substancial que se oculta em todas as manifestações e aparências que conhecemos sob o nome de Universo Material, Fenômenos da Vida, Matéria, Energia, numa palavra, sob tudo o que tem aparência aos nossos sentidos materiais.

Este princípio nos ensina também que todo o mundo fenomenal ou universo é simplesmente uma Criação Mental do Todo, sujeita às Leis das Coisas criadas, e que o universo, como um todo, em suas partes ou unidades, tem sua existência na mente do Todo, em cuja Mente vivemos, movemos e temos a nossa existência.

Os cabalistas comparam o espírito ao éter que se acha dentro de um vidro. Enquanto o vidro estiver tapado, estará cheio de éter, mas desde que a rolha saia, o éter começará a sair também. O vidro sendo comparado ao corpo físico, a rolha ao astral e o éter ao espírito, o astral é que prende o espírito ao físico e assim como todo o éter não sai repentinamente do vidro, assim também a morte não se produz repentinamente. A matéria não é mais que a força mental coagulada. Para exprimir isto, os cabalistas comparam o espírito a um pedaço de estanho que, em contato com o calor, a luz divina, se derrete, se sutiliza e purifica; porém, estando afastado desse calor, endurece, condensa-se e cai na matéria.

2. O Princípio de Correspondência

“O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.” – O Caibalion

Este princípio contém a verdade que existe uma correspondência entre as leis e os fenômenos dos diversos planos da Existência e da Vida. A compreensão deste princípio dá os meios de explicar muitos paradoxos obscuros e segredos da natureza, por meio dos quais o homem pode ver além dos obstáculos, que encobrem para a vista o desconhecido.

Do mesmo modo que o conhecimento dos princípios da geometria habilita o homem, enquanto estiver no seu observatório, a medir sóis longínquos, assim também o conhecimento o princípio da correspondência habilita-o a raciocinar inteligentemente do conhecido ao desconhecido. Estudando a mônada, ele chega a compreender o arcanjo.

3. O Princípio de Vibração

“Nada está parado; tudo se move; tudo vibra.” – O Caibalion

Este princípio encerra a verdade que tudo está em movimento, tudo vibra, nada está parado; fato que a ciência moderna observa, e que cada nova descoberta científica tende a confirmar. Explica que as diferenças entre as diversas manifestações de matéria, energia, mente e espírito, resultam das ordens variáveis de Vibração.

Desde o Todo, que é puro espírito, até a forma mais grosseira da matéria, tudo está em vibração; quanto mais elevada for a vibração, tanto mais elevada será a posição na escala. A vibração do espírito é de uma intensidade e rapidez tão infinitas que praticamente ele está parado, como uma roda que se move muito rapidamente parece estar parada. Na extremidade inferior da escala estão as grosseiras formas da matéria, cujas vibrações são tão vagarosas que parecem estar paradas.

Desde o corpúsculo e o elétron, desde o átomo e a molécula, até os mundos e universos, tudo está em movimento vibratório. Isto é verdade nos planos da energia e da força, que também variam em graus de vibração, assim como nos planos mentais, cujos estados dependem das vibrações, e também nos planos espirituais.

4. O Princípio de Polaridade

“Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados.” – O Caibalion

Este princípio explica os velhos paradoxos, que deixaram muitos homens perplexos, e que foram estabelecidos assim: a tese e a antítese são idênticas em natureza, mas diferentes em grau; os opostos são a mesma coisa, diferindo somente em grau; os pares de opostos podem ser reconciliados; os extremos se tocam; tudo existe e não existe ao mesmo tempo; há dois lados em tudo, etc.

Ele explica que em tudo há aspectos opostos, e que os opostos são simplesmente os dois extremos da mesma coisa, consistindo a diferença em variação de graus. O calor e o frio, por exemplo, ainda que sejam opostos, são a mesma coisa, e a diferença que há entre eles consiste somente na variação de graus; no termômetro não podemos descobrir onde termina o calor e começa o frio!

5. O Principio de Ritmo

“Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação.” – O Caibalion

Este princípio contém a verdade que em tudo se manifesta um movimento para diante e para trás, um movimento de atração e repulsão, um movimento semelhante ao do pêndulo, uma maré enchente e uma maré vazante. Existe sempre uma ação e uma reação, uma marcha e uma retirada, uma subida e uma descida.

Isto acontece nas coisas do universo, nos sóis, nos mundos, nos homens, nos animais, na mente, na energia e na matéria. Esta lei se manifesta na criação e destruição dos mundos, na elevação e na queda das nações, na vida de todas as coisas e nos estados mentais do homem.

6. O Principio de Causa e Efeito

“Toda a Causa tem seu Efeito, todo Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei.” – O Caibalion

Este princípio contém a verdade que há uma Causa para todo o Efeito e um Efeito para toda a Causa. Explica que: Tudo acontece de acordo com a Lei, nada acontece sem razão, não há coisa que seja casual; que existem vários planos de Causa e Efeito, os planos superiores dominando os planos inferiores, nada podendo escapar da Lei.

7. O Principio de Gênero

“O Gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos.” – O Caibalion

Este princípio encerra a verdade que o gênero é manifestado em tudo, não só no plano físico, mas também nos planos mental e espiritual. No plano físico este princípio se manifesta como sexo, sendo que nos demais planos toma formas superiores.

Nenhuma criação física, mental ou espiritual, é possível sem este principio; ele opera sempre na direção da geração no plano físico, da regeneração no plano mental e da criação no plano espiritual.

A Transmutação Mental

“A Mente, tão bem como os metais e os elementos, pode ser transmutada de estado em estado, de grau em grau, de condição em condição, de pólo em pólo, de vibração em vibração. A verdadeira transmutação hermética é uma Arte Mental.” – O Caibalion

A palavra transmutar significa mudar de uma natureza, forma ou substância, em outra;ou seja, transformar. E da mesma forma, transmutação mental significa a arte de transformar e de mudar os estados, as formas e as condições mentais em outras.

Conforme o primeiro princípio, se o universo é mental na sua natureza, a transmutação mental pode ser considerada como a arte de mudar as condições do Universo, nas divisões de matéria, força e mente.

O Todo, o Absoluto

“Sob as aparências do universo, do tempo, do espaço e da mobilidade, está sempre encoberta a realidade substancial: a verdade fundamental.” – O Caibalion

A Substância é aquilo que se oculta debaixo de todas as manifestações exteriores, a essência, a realidade essencial, a coisa em si mesma, etc. Substancial é aquilo que existe atualmente, que é elemento essencial, que é real, etc.

A Realidade é o estado real, verdadeiro, permanente, duradouro, atual de um ente. Debaixo e dentro de todas as aparências ou manifestações exteriores, sempre houve uma Realidade substancial. Esta é a Lei.

Resumo feito por: Pedro Juchem - Bibliografia: O CAIBALION, autor Três Iniciados, Editora Pensamento

Lectorium Rosicrucianum

O conteúdo da Tábua de Esmeralda e dos textos do Corpus Hermeticum foram compilados e interpretados por J. van Rijckenborgh, Grão-Mestre da Escola Internacional da Rosacuz Áurea (Lectorium Rosicrucianum), nos 4 tomos do livro "A Gnosis Original Egípcia" (Uma edição antiga possui um título distinto "A Arquignosis Egípcia"). Ele apresenta uma visão Rosacruz e Gnóstica sobre o tema.

Biografia Elsa M. Glover



Elsa M. Glover graduou-se na Universidade de Rochester com um bacharelado em Física. Posteriormente foi estudar na Universidade de Pardue onde tornou-se   mestre e  doutora, PhD. em Física.

Dedicou sua vida à   pesquisa e ao ensino universitário dessa matéria, lecionando na Universidade Stillman. Escreveu  A physics course without constraints  e Learning physics with total quality.

A Dra. Glover também foi uma grande estudiosa em astrologia e misticismo cristão, por várias décadas, tornando-se  discípula da The Rosicrucian   Fellowship, onde   ministrou conferências magistrais sobre   astrodiagnose e solução de conflitos por métodos aquarianos. Foi redatora da revista Rays from the Rose Cross e a partir de 1974 tornou-se instrutora na Escola de Verão de Mount Ecclesia. Em 1988 publicou dois livros entitulados  Science and Religion (Ciencia e Religião) e  The Aquarian Age (A Era Aquariana) , fazendo uma verdadeira ponte entre as linguagens mística e científica.

Em Ciência e Religião aborda as relações entre os campos científico e religioso, um tema de interesse permanente   para todo estudante de Ciencias Ocultas.A sede de conhecimento e de paz do Ocidente necessita de suas obras, onde o místico se relaciona com o científico sob uma perspectiva esotérica e cristã. A unidade que nos mostra na criação permite ver as diversas fontes de conhecimento da humanidade como complementares. Diferentes fenômenos naturais e circunstancias da vida que nos passam ordinariamente desapercebidos são tratados neste livro com precisão e clareza dignas de uma experiente docente universitária e assim os conceitos científicos tornam-se acessíveis a pessoas sem profundos conhecimentos nestas matérias. De forma semelhante o saber místico é apresentado de forma compreensivel, sob uma nova luz. Em ambos campos a autora se sente como em sua casa e pode apresentar uma síntese com precisão.

Max Heindel declarou que "A Fraternidade Rosacruz foi encarregada pelos Irmãos Maiores com a missão de promulgar o Evangelho da Era Aquariana". Em A Era Aquariana, a Dra. Elsa M. Glover, descreve a  A Era Aquariana como  uma época na qual se desenvorá a Luz Interna, a qual  permitirá a cada pessoa dirigir sua própria vida e aprender a resolver seus conflitos por meio da razão e da comunicação. Elsa M. Glover trabalhou discretamente durante várias décadas contribuindo para o  avanço da  Fraternidade Rosacruz na direção do  cumprimento mais efetivo de sua missão, promovendo maior comunicação e diálogo entre os companheiros, grupos e centros de estudo.

Discretamente, como sempre viveu, a Dra. Elsa M. Glover passou aos planos cósmicos superiores em   26 de junho de 2003

Biografia AUGUSTA FOSS HEINDEL

27 de janeiro de 1865 - 29 de Agosto de 1990
 Augusta Foss nasceu em Mansfield, Ohio, USA, filha de William Foss e Anna Richt . William Foss veio de Mogendorf, ao este de Koblenz, Alemanha, onde nasceu em 6 de março de 1831. Ele veio para a América quando tinha 22 anos de idade, em 1853. Seu nome era originalmente Vosz. Anna Marie Richt nasceu em Neuwied, norte de Koblenz, em 4 de Junho de 1827. Casaram-se em 6 de junho de 1855 e tiveram sete filhos, todos nascidos em Mansfield, Ohio. Augusta foi a segunda filha mais jovem. A família Foss mudou-se para Los Angeles nos anos de 1880 e construiu sua residência em Bunker Hill em 1885.
Augusta Foss, que procedia de uma família luterana, começou a estudar filosofia oculta e astrologia em 1898. Inicialmente esteve associada a Ordem dos Hermetistas e posteriormente a Sociedade Teosófica, servindo como bibliotecária.
 Foi no outono de 1903 durante uma conferência de C.W. Leadbeater no Blanchard Hall, em Los Angeles, que Max Heindel conheceu Augusta Foss, a mulher que nos anos seguintes se tornaria sua inspiração espiritual, e quefoi instrumental no interesse de Max Heindel pela ciência da Astrologia, na qual foi mais tarde reconhecido como um dos maiores astrólogos esotéricos do século XX, e um dos responsáveis pelo renascimento desta ciência no mundo ocidental.
Augusta Foss Heindel ensinou Astrologia a Max Heindel , antes de se casarem em 1910. Liderou o movimento rosacruz na California ao lado de seu marido, assumindo a direção da The Rosicrucian Fellowship após a transição de Max Heindel aos planos superiores em 1919.
 Escreveu A Mensagem das Estrelas e Astrodiagnose com Max Heindel, e outros livros como A Evolução do Homem segundo a Filosofia Rosacruz, Memórias de Max Heindel e da Fraternidade Rosacruz e A Astrologia e as Glandulas Endócrinas, prefaciado por Manly P. Hall, que também iniciou seus estudos em Astrologia sob a direção desta iluminada e competente instrutora.
Prefaciou a edição rosacruz da obra "The Secret Teachings of All Ages", de Manly P. Hall, o mais prolixo escritor ocultista do século XIX.

Textos en castellano

1918 - El mensaje de las estrellas [A Mensagem das Estrelas] Junto a Max Heindel

1923 - El nacimiento de la Fraternidad Rosacruz [O Nascimento da Fraternidade Rosacruz. A história de sua criação]

1928 - Astrodiagnosis [Astrodiagnosis - Um guia para a cura] con Max Heindel

1930 - Una lección sobre curacion [Carta a los estudiantes. Sin datos sobre el título original]

1936 - Astrología y glándulas endócrinas [Astrologia e as glândulas endócrinas]

1997 - Memorias de Max Heindel y la Fraternidad Rosacruz [Memórias sobre Max Heindel ea Fraternidade Rosacruz] Escrito en 1941



Textos en portugués

1923 - O nascimento da Fraternidade Rosacruz [O Nascimento da Fraternidade Rosacruz. A história de sua criação]

1926 - Evolução soluço o punto de vista rosacruz

Biografia Lourival Camargo Pereira

Lourival Camargo Pereira (São Paulo, 1910 — agosto de 1990) foi um ocultista brasileiro.

Dedicou a maior parte de sua vida aos estudos das doutrinas rosacruzes e cabalísticas, tendo como referência autores como Max Heindel e Eliphas Levi. Em agosto de 1929 fundou a Fraternidade Rosacruciana São Paulo, escola de mistérios chamada inicialmente de Tattwa São Paulo, a qual presidiu até a data de sua morte, sendo então sucedido pelo professor Ennio Dinucci.

São de sua autoria algumas exegeses dos Evangelhos sob a óptica esotérica, tais como O Evangelho Redivivo, publicado em 1957 bem como a composição de todo o material didático, distribuido gratuitamente à todos estudantes inscritos na Fraternidade Rosacruciana São Paulo.

É tido como um grande empreendedor na area do esoterismo, tendo sido efetuadas no periodo da sua gestão, todas as aquisições patrimoniais da Fraternidade Rosacruciana São Paulo, inclusive o imóvel da atual sede situada na capital de São Paulo no bairro de Barra Funda.

Invocações e Evocações: Vozes Entre os Véus

Desde as eras mais remotas da humanidade, o ser humano buscou estabelecer contato com o invisível. As fogueiras dos xamãs, os altares dos ma...